Dor de Cabeça no Antes, no Durante e no Depois da Viagem!

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Blumenau - SC

26/02/2026 às 18:13

ID: 241794869

Meu nome é Felipe, esposo da Thiara. Começamos a cotar a compra de 4 passagens para a Irlanda em Setembro/2025. Após encontrarmos os melhores vôos e valores, pedimos a emissão pelo pacote Full da Latam, onde teríamos direito a alterações e reembolso integral. Um mês após a compra, tivemos de alterar o nosso destino, e então buscamos junto a agência a melhor opção - se uma nova compra para o novo destino e então solicitar o reembolso integral a companhia aérea, ou se então utilizar parte do valor já pago para emissão das novas passagens e pedir o reembolso da diferença. Por fim, optamos pela segunda opção. Após vários dias sem que o processo fosse finalizado, sempre transferindo a culpa para o consolidador, para a companhia, observávamos diversas promoções com valores mais baixos para a nova emissão, e então cobrava da agência pela resolução para aproveitar os melhores preços. Nesse momento já começaram as desconfianças, pois me passaram um valor bastante elevado de seguro viagem que teria sido comprado para o vôo da Irlanda (e que seria alterado para o novo destino), talvez com o intuito de diminuir o valor a ser devolvido. Após uma ida pessoalmente até a agência e esclarecimento sobre o valor real do seguro e com isso o valor que eu teria a ser reembolsado, optei por mudar a minha solicitação para o reembolso integral dos valores pagos e então eu faria uma nova compra (para garantir os melhores preços que eram exibidos desde então).
Solicitei essa mudança no dia 18/10/2025, logo, o prazo seria de aproximadamente 90 dias para que o reembolso fosse efetuado, e então, tudo correria a parte. No paralelo, comprei novas passagens para o meu novo destino, com embarque para o dia 07/12/2025.
No dia 06/12/2025, ao cobrar o envio dos vouchers das passagens, fui informado pela empresa, através do seu proprietário Sr. Fernando, que o meu vôo havia sido alterado pela cia e que por isso estava me apresentando outras opções de vôos (muito ruins para quem viaja com crianças, devido a grande tempo de espera nas conexões). Respondi que aqueles vôos não seriam interessantes e que, na real necessidade de alteração, que fossem ajustados para uma forma indicada. Porém o que ocorreu, foi que a agência simplesmente emitiu naqueles vôos que lhe eram mais convenientes (acredito que por alguma taxa de comissão extra ou algo do gênero). Precisei ir pessoalmente até a agência, na véspera da minha viagem, para cobrar uma solução por parte da agência e para que alterasse os meus vôos (nesse momento já emitidos pela consolidadora) para as opções que eu havia indicado. Após muito tempo na agência, frente a frente com o Sr. Fernando, consegui que os meus vôos fossem ajustados, embora ainda estivessem bem diferentes dos vôos que havia comprado em Outubro. Mas ainda sim, saí da agência com a seguinte informação do Sr. Fernando: no segundo vôo a compra foi efetuada sem o despacho das bagagens, pois a consolidadora irá transferir o "crédito" das bagagens que foram emitidas para o outro vôo (este que a agência tinha emitido por conta) para esse voucher, então você poderá despachar as malas normalmente.
Ao chegar no aeroporto de Navegantes, para desencargo, fui até o guichê da Latam para confirmar 2 informações:
- O meu vôo original realmente foi cancelado? Resposta: NÃO
- No meu segundo vôo estão incluídas o despachos das malas? Resposta: NÃO
A primeira resposta me fez crer realmente que a mudança teria sido por uma única razão: benefício da própria agência. Já a segunda, me trouxe uma tremenda dor de cabeça, pois estava com 7 malas, minha esposa e 2 crianças, simplesmente querendo relaxar e aproveitar o momento da nossa viagem, mas não, estava correndo atrás da agência para resolver o meu problema. Não obtendo resposta, acabamos embarcando de Navegantes a São Paulo, com a esperança de que até a nossa chegada lá tudo estaria resolvido, inocência nossa.
Ao chegarmos em São Paulo, meu primeiro passo foi ir até o guichê da Latam para verificar o ocorrido e para minha surpresa fui informado que esse processo de "transferência de bagagens" sequer existe na companhia, logo, a única forma de eu despachar as malas seria pagando novamente por um serviço que eu já tinha pago na compra das passagens. Acionamos a agência, que por horas informou estar tentando resolver com a consolidadora, e por fim, tivemos de desembolsar quase R$ 1.500,00 para o despacho das malas. Já na fila de embarque, recebemos da agência um depósito parcial da conta pessoal do Sr. Fernando, de R$ 1.000,00, informando que não teria acesso a conta da empresa no fim de semana, mas que logo no dia útil seguinte, iria efetuar o reembolso do restante - Demorou um mês para recebermos. Sem contar a dor de cabeça que foi no dia do vôo, estando com 7 malas que poderiam ser despachadas e nos deixar mais confortáveis no aeroporto, mas que por toda essa confusão não pude fazê-lo, ficando para lá e para cá no aeroporto por horas atrás de uma solução, carregando malas para lá e para cá.

E desde então, seguíamos cobrando a agência sobre uma posição referente ao reembolso das passagens da Irlanda, pedindo status, previsão, e sempre sendo informados que estava em processo, depois que haviam recebido uma informação em uma planilha de que o reembolso estaria com o status "Enviado para Pagamento", mas nada do dinheiro ser devolvido. Nessas trocas nos foram solicitados os dados bancários, pois a companhia faria a devolução diretamente para a nossa conta (sem intermédio de consolidadora ou agência), o que nos trouxe certo alívio.
Porém hoje, dia 26/02/2026, depois de mais de 120 dias desde a solicitação do reembolso, resolvi buscar informações em fóruns que falam a respeito de situações semelhantes a minha e para minha surpresa fiquei sabendo que o processo de reembolso segue o mesmo caminho pelo qual o dinheiro chegou até a companhia, ou seja, que jamais seria devolvido diretamente ao cliente (como o Sr. Fernando havia informado, motivo pelo qual nos solicitou os dados bancários).
Sabendo da solidariedade que a Latam teria nesse caso, resolvi entrar em contato com a Central de Atendimento e após minutos de espera recebi a informação de que a companhia já havia estornado o valor, não podendo me informar o dia em que o mesmo ocorreu, mas que já estaria resolvido por parte da companhia. Cobrei então um posicionamento da agência, para que me depositasse o valor em questão ou então que me apresentasse provas de que não o havia recebido, ou ao menos das tratativas que estavam sendo feitas entre agência e consolidadora, porém nenhuma das situações nos foi apresentada até o momento (recebi apenas a resposta de que as tratativas entre agência e consolidadora eram informais, feitas por telefone, sem qualquer documentação oficial por e-mail, o que já sinaliza falta de profissionalismo por parte da agência em uma situação como essas, ou talvez mecanismo para omissão de provas).

Foi sinalizado a agência um prazo limite para o reembolso, bem como a solicitação de valor atualizado e corrigido, e caso não seja cumprido, estará passível de ingresso por via judicial.

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