Demora - Entrega de Caminhão Semi-Novo

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Paulínia - SP

02/01/2015 às 15:10

ID: 11327181

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Venho por meio desta, fazer uma reclamação da Concessionária Scania Quinta Roda – Sumaré.

A Concessionária Quinta Roda anunciou no Mercado Livre, diversos caminhões oriundos de substituição de frota pela Transportadora Contatto, sua cliente.

Nos anúncios a Empresa Quinta Roda, faz constar que os caminhões são de sua propriedade!

Em Novembro de *******, interessei-me pela compra de um dos caminhões anunciados, ou seja, um Scania ******* R420 6x2 ******* cujo preço anunciado era de R$ *******.*******,00.

Em um dos anúncios constava a possibilidade de aproveitamento de uma carta de crédito contemplada e de propriedade da Empresa Quinta Roda.

Entrei em contato com o vendedor e me foram passados valores de entrada e prestações com respectivos valores a pagar.

Inicialmente, fiz uma contra proposta, que não foi aceita.

Dias depois, entrei novamente em contato com o vendedor e acabamos acordando um valor, que ainda seria analisado pela Gerência de Vendas da Empresa Quinta Roda, que por sua vez o aprovou.

Foi acordado um valor de entrada de R$ 81.*******,00 e seriam assumidas 58 prestações de aproximadamente R$ 2.*******,00, o que considerei um bom negócio para as minhas condições financeiras, pois, acabara de comprar um outro caminhão.

Nestas condições o caminhão seria entregue da forma que estava, ou seja, com a mesma pintura/detalhes da Transportadora Contatto. Porém, incluído no valor, uma revisão de motor, câmbio e diferencial, ou seja, abertura para inspeção e troca do que fosse necessário, além de filtros e óleos, mais uma garantia de 90 dias, conforme vendedor.

A descaracterização da pintura seria por minha conta e assim foi acordado/aceito.

Parecia um negócio que transcorreria rápida e normalmente.



Aqui, começa todo o problema!



Inicialmente, via “E.mail” em uma lista, foram solicitados vários documentos. Isto para pré aprovação pelo Consórcio Scania, uma vez que seria aproveitada uma carta de crédito contemplada.

Forneci via “E.mail” todos os documentos e informações solicitadas, inclusive até algumas não solicitadas.

Segundo a Empresa Quinta Roda, o Consórcio Scania teria pré aprovado meu cadastro para transferência da carta de crédito contemplada no valor de aproximadamente R$ *******.*******,00 (valor líquido).

No dia 25/11/******* fui convocado a comparecer na Empresa Quinta Roda e pagar a entrada no valor de R$ 81.*******,00, o que fiz com cheque a ser depositado/compensado no dia 26/11/*******.

Observação: O valor de R$ 81.*******,00 refere-se a revisão no valor de R$ 5.*******,00; parcelas já pagas do consórcio no valor de R$ 16.*******,00; diferença dos valores da carta de crédito em relação ao caminhão, no valor de R$ 60.*******,00.

Em 26/11/******* compareci novamente na Empresa Quinta Roda, a fim de assinar o “TERMO DE TRANSFERÊNCIA” número *******, ou seja do Consórcio Grupo ******* e Cota *******.

Quase imediatamente, ou seja, 25 ou 26/11/******* o caminhão foi levado para a oficina mecânica, a fim de providenciar a revisão mecânica, troca de filtros e óleos.

Esperava em poucos dias ter o caminhão liberado para que no decorrer do mês de Dezembro pudesse providenciar laudo de vistoria, transferência, emplacamento, descaracterização da pintura, instalação de rastreador e outros acessórios.



Até aqui, tudo transcorria normalmente!



Em 27/11/******* a Empresa Quinta Roda me questiona sobre apresentação da documentação de fiador/avalista.

Argumentei que em nenhum momento foi solicitado fiador/avalista, para o que, a Empresa Quinta Roda solicitou que lhes enviasse via “E.mail” cópia da lista de documentos.

Concluíram que realmente não foi solicitado fiador/avalista, mas, houve um erro de comunicação interna e como o vendedor não estava acostumado a vender consórcios, não me alertou e/ou solicitou apresentação de documentação do referido fiador/avalista, apesar de ser procedimento normal para venda de consórcios.

Dito isso, em 01/12/******* argumentei via “E.mail” que não poderia apresentar fiador/avalista e que compreendia que houvera um erro de comunicação e bastaria que fosse devolvido o valor pago de R$ 81.*******,00, sem maiores problemas, pois, se era um procedimento normal, eu o aceitaria.

Isto está registrado!

Diante de minha solicitação de devolução do valor de R$ 81.*******,00 e perda da venda do caminhão, o vendedor disse que iria conversar com o Gerente de Vendas, a fim de que este entrasse em contato com o Consórcio Scania para que fosse aberta uma exceção para o não fornecimento de fiador/avalista.

Em 04/12/*******, foi-me comunicado pela Empresa Quinta Roda que o Consórcio Scania teria aberto exceção e que o negócio poderia prosseguir.

Em visita a oficina mecânica em 04/12/*******, o caminhão permanecia da mesma forma, ou seja, tampa do cárter aberta para troca de bronzinas; tampa do câmbio aberta para inspeção e conjunto coroa/pinhão removido e no chão para inspeção.

Observação: Tudo aberto e sem qualquer proteção contra pó ou outros, demostrando um verdadeiro desleixo.

Em 05/12/******* assinei e enviei para o Consórcio Scania, a Autorização de Pagamento de Crédito no valor de R$ *******.*******,50 para a Empresa Quinta Roda.

Indaguei sobre o andamento dos serviços e possível data de liberação da documentação/caminhão.

Foi-me dito que dependia de disponibilidade de mecânicos para conclusão da revisão e tramites entre Consórcio Scania e Empresa Quinta Roda, ou seja, liberação do valor da carta de crédito pelo Consórcio Scania, emissão de Nota Fiscal (NF); preenchimento do Certificado de Registro do Veículo (CRV); reconhecimento de firma em Cartório e fornecimento de demais documentos necessários para posterior realização da transferência/emplacamento.

Assim, os dias foram passando e não ocorria a liberação do caminhão.

Ora, diziam-me que faltava a liberação pelo Consórcio Scania, ora a revisão mecânica estava pronta, ora faltava o reconhecimento de firma no CRV, ora faltava o registro do gravame no DETRAN-SP e pelo Consórcio Scania e assim foram passando os dias.

No dia 22/12/*******, passado um mês da decisão de compra do caminhão, fui solicitado a comparecer na Empresa Quinta Roda, a fim de me fornecerem os decalques dos números do chassi e motor, para que juntamente com o CRV já reconhecido firma e com gravame registrado, pudesse providenciar a transferência do caminhão.

Como isso?

Argumentei que o caminhão deveria ser liberado para que eu pudesse junto à empresa credenciada pelo DETRAN-SP, providenciar laudo de vistoria obrigatório para veículos usados, que deve ser apresentado junto com demais documentos para um Despachante de Trânsito, que por sua vez vai apresentar ao CIRETRAN para realização da devida transferência e liberação de placas.

Vejam que isso é muito básico!

Em 22/12/******* foi-me dito que a Empresa Quinta Roda, definitivamente não iria liberar o caminhão sem que fosse providenciada a transferência. Pode isso?

Argumentei que isso não era possível e fui convidado pelo vendedor a comparecer na Empresa Quinta Roda para “ajuda-lo” a convencer o Gerente de Vendas.

Argumentei novamente que isso é tão básico que o Gerente de Vendas tem de ter conhecimento sobre esse procedimento e que não era uma questão de eu “ajudar” a convencê-lo!

Ainda, se meu argumento não bastasse, que entrassem em contato com meu Despachante de Trânsito ou algum de confiança da Empresa Quinta Roda para confirmação.

Dia 23/12/******* entrei em contato novamente e ainda não havia uma resposta do Gerente de Vendas!

Dia 26/12/******* entrei em contato novamente e ainda não havia uma resposta do Gerente de Vendas! Pode isso?

Vejam o tempo transcorrido!

Daí, em 26/12/******* falei para o vendedor, que não queria mais o caminhão e estava desistindo do negócio.

Ainda em 26/12/*******, depois de minha decisão de desistência, daí me ligaram e enviaram “E.mail” dizendo que o caminhão seria liberado em 29/12/*******.

Vejam, passado mais de um mês, o caminhão seria liberado em 29/12/*******, ou seja, as vésperas de mais um feriadão (Final de Ano), isso porque queria desistir da compra.

Passado todo esse tempo, nada pude fazer no caminhão, pois, não o tinha em mãos!

A partir de 29/12/*******, após buscar o caminhão, ainda teria de providenciar laudo de vistoria, reconhecer firma como comprador e entregar toda documentação para o Despachante de Trânsito, que disse-me que somente poderia dar entrada no CIRETRAN – Paulínia em 05/01/******* e que provavelmente a transferência e placas seriam fornecidos até 16/01/*******.

Vejam que eu teria o caminhão definitivamente transferido e emplacado até 16/01/*******, ou seja, quase dois meses após a decisão de compra.

O que é isso??

Ainda em 26/12/******* enviei “E.mail” para o Gerente de Vendas da Empresa Quinta Roda e solicitei que o negócio fosse desfeito e listei todos eventos até então.

Em 29/12/******* o referido Gerente de Vendas entrou em contato, lamentando o ocorrido, alegando que a parte legal nem sempre é rápida e que o negócio já não poderia mais ser desfeito!

Observação: Verificando a documentação, o CRV foi preenchido com data de 09/12/******* e reconhecido firma pela Transportadora Contatto em 16/12/*******, pois, somente nesta data o responsável estava disponível. A Transportadora Contatto emitiu Nota Fiscal com data de 09/12/*******, ou seja, o caminhão não pertencia a Empresa Quinta Roda, conforme anunciado e sim, ainda a Transportadora Contatto. Se preenchido o CRV e emitido Nota Fiscal em 09/12/*******, tanto a Empresa Quinta Roda como Transportadora Contatto, já tinham certeza do pagamento pelo Consórcio Scania.

Porque então não me entregaram esse caminhão antes, para que eu pudesse ir providenciando o que queria??

Argumentei que lamentar é fácil, porém o prejuízo era todo e somente meu!

O Gerente de Vendas sugeriu que a Empresa Quinta Roda trouxesse o caminhão até Paulínia para realização do laudo de vistoria e entrega da documentação no despachante indicado por mim.

Argumentei que até aceitaria para manter o negócio, mas à título de compensação, que a Empresa Quinta Roda providenciasse por sua conta, já que perdi todo esse tempo, os seguintes serviços:

- Descaracterização da pintura da Empresa Contatto.

- Retoques/polimento da pintura da gabine.

- Pintura de rodas.

- Troca de suportes/paralamas traseiros por modelo originais, que poderiam ser usados em bom estado ou até “paralelo”.

Isso a título de compensação, pois, teria passado muito tempo até a liberação do caminhão para fazer tudo o que ainda era necessário e poder utilizar o mesmo em transporte de cargas, ou seja, trata-se de um bom prejuízo.

Ainda argumentei que não queria nenhum abatimento financeiro ou dinheiro, apesar de logo ter uma prestação de consórcio a pagar, sem sequer ter recebido o caminhão.

Dessa forma me daria por satisfeito e nada mais a reclamar.

Aparentemente o Gerente de Vendas aceitou e comunicou-me que iria providenciar trazer o caminhão até Paulínia, leva-lo de volta para a Empresa Quinta Roda e providenciar os serviços que solicitei.

Foi somente aparentemente!!



Pasmem, vejam o que fizeram!!



Trouxeram o caminhão até Paulínia ainda em 29/12/*******, providenciaram o laudo de vistoria, entregaram no Despachante de Trânsito e levaram o caminhão de volta para a Empresa Quinta Roda.

Em 30/12/******* o Gerente de Vendas entra em contato comigo via “E.mail” e relata que não vai poder atender minhas solicitações e que eu deveria ligar para o mesmo em 05/01/*******.

Daí, me pergunto e lhes pergunto o seguinte:

Porque então levaram o caminhão novamente para a Empresa Quinta Roda??

Entrei em contato com o vendedor e ele me confirmou que o caminhão somente será entregue após realização da transferência, que com sorte deve ocorrer até 09/01/*******!

Placas, com sorte até 16/01/*******!

O que é isso que ocorre nesta Concessionária Scania???

Alguém me diga, por favor!!

Acontece, que agora eu definitivamente não quero mais esse caminhão!

Apesar do argumento do Gerente de Vendas de que não é possível desfazer o negócio, eu vou procurar todos os recursos ao meu alcance!

Quero o meu dinheiro devolvido, ou seja, R$ 81.*******,00 com juros e correção monetária.

Para Vosso conhecimento, estou começando por aqui, Scania do Brasil e Consórcio Scania (Ouvidoria)!

Na sequência vou procurar um Escritório de Advocacia, PROCON e tudo o mais que conseguir para contestar essa atitude de uma Concessionária Scania.

Considero isso um desrespeito e vou procurar desfazer esse negócio!

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