Insatisfação com vistoria de saída e discordância com reavaliação do Quinto Andar

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São Paulo - SP

18/08/2025 às 17:32

ID: 224807917

Sou proprietária de um imóvel administrado pelo Quinto Andar e estou extremamente insatisfeita com a condução da vistoria de saída do meu apartamento.

Na vistoria de entrada, realizada pelo próprio Quinto Andar, ficou registrado que o imóvel estava em boas condições de conservação. A sala estava sem adesivos, sem manchas graves e praticamente sem furos (apenas alguns na parede onde ficava a televisão e o papel de parede, já documentados e aceitáveis). parede em L recém pintada. Essa condição se deve ao fato de a inquilina anterior ter ocupado o imóvel por menos de um ano e devolvido com sinais de desgaste natural, sem danos relevantes.

Na saída da atual inquilina, após quatro anos de contrato, o cenário era completamente diferente:
Sala com adesivos, manchas de quadros, resíduos de cola e novos furos que não tiveram qualquer manutenção.
Manchas escorridas nas paredes, como de fumaça ou gordura, que não existiam antes e demonstram mau uso do imóvel.
Rodapé solto na parede de drywall da sala, que permaneceu intacto por 6 anos enquanto morei no imóvel e soltou justamente no período da inquilina.
Piso da sacada entregue em péssimas condições, sujo e manchado.
Um dos quartos nas mesmas condições da sala, também com adesivos que só saem com repintura. Eu sequer apontei esse dano para evitar discussão, mesmo sendo evidente.

Nunca vi um apartamento ser devolvido nesse nível de descuido. Para mim, é algo básico: ou se pinta, ou se entrega em estado minimamente aceitável, semelhante ao da entrada.

Esses danos não têm relação com desgaste natural, mas com uso inadequado da inquilina. Tanto que, na primeira análise, o próprio Quinto Andar reconheceu a necessidade de repintura da sala e atribuiu o custo à inquilina. Depois, de forma contraditória, retirou essa cobrança alegando que o imóvel estaria sendo devolvido igual à vistoria de entrada, o que não corresponde à realidade e pode ser facilmente comprovado pelas fotos comparativas.

No dia 15/08 (sexta-feira), fui pessoalmente ao imóvel, gravei um vídeo que mostra claramente os danos e entrei em contato com o Quinto Andar para questionar a reavaliação da vistoria. No próprio sistema, registrei minha discordância e escrevi observações contrárias à finalização, deixando meu não ok registrado. Mesmo assim, fui ignorada.

Hoje, 18/08/2025 recebi ligação do atendente *****, que em nenhum momento se dispôs a discutir as minhas ponderações. Apenas afirmou que o processo seria finalizado, repetindo que estava igual à vistoria de entrada. Deixei claro que eu, como proprietária, não estava de acordo com a finalização, mas ele desconsiderou minha posição e prosseguiu assim mesmo. Mais grave: insinuou que eu não estava sendo justa e que estaria querendo me aproveitar da situação, quando a realidade é exatamente o oposto eu apenas exijo que a vistoria seja cumprida com seriedade e coerência.

Enquanto ignora danos evidentes, o Quinto Andar manteve cobranças irrelevantes, como botão de descarga antigo (sem sequer indicar onde encontrar a peça ou justificar o valor) e chave emperrada na fechadura.
Tenho nota fiscal da tinta (R$ 380 apenas a tinta) e um vídeo gravado antes de iniciar a repintura, que mostra claramente os problemas. Só a sala já representaria ao menos R$ 200 de materiais, sem contar mão de obra.

O atendimento foi parcial, desrespeitoso e deixou claro que a opinião da proprietária não tem qualquer peso frente à decisão unilateral da empresa.

Reforço: eu mesma já morei em imóvel alugado pelo Quinto Andar e o devolvi pintado. Todos que conheço fazem o mesmo. O mínimo esperado era coerência no processo.

Exijo que o Quinto Andar reveja a análise da vistoria e responsabilize a inquilina pelos reparos, em especial pela pintura da sala, que foi descaracterizada no uso e não corresponde ao estado original registrado na vistoria de entrada.

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Resposta da empresa

01/09/2025 às 21:04

Olá, Ana Paula.

Agradecemos pelo seu relato e entendemos a importância da vistoria de saída para garantir segurança e justiça na relação entre locador e inquilino. Por isso, gostaríamos de esclarecer os pontos apresentados com base na legislação vigente e no contrato de locação firmado.

Nosso processo de vistoria está fundamentado no artigo 23, inciso III, da Lei nº 8.*******/91 (Lei do Inquilinato), que estabelece como obrigação do inquilino “restituir o imóvel, finda a locação, no estado em que o recebeu, salvo as deteriorações decorrentes do seu uso normal”. Para cumprir esse dispositivo legal, realizamos vistoria de entrada e saída com registros fotográficos, que servem como parâmetro objetivo de comparação.

Após a vistoria do seu imóvel, nossa equipe técnica avaliou item a item e concluiu:



- Itens de responsabilidade do inquilino (cobrança mantida):

- Banheiro – Descarga: ausência do botão de acionamento. O defeito não constava na vistoria de entrada, e não foi concluído o reparo reportado durante a locação.

- Sala – Fechadura: ******* da porta da sala. O item estava em bom estado na entrada, conforme laudo.

Os valores referentes aos itens devidos foram repassados em 20/08 para a conta cadastrada, concluindo assim o processo de rescisão.



- Itens considerados indevidos (sem cobrança ao inquilino):

- Sala – Pintura: já apresentava sinais de uso e furos na entrada.

- Sala – Iluminação: lâmpadas são peças de consumo e se desgastam naturalmente.

- Banheiro – Gabinete: estufamento e cola solta em razão da umidade e tempo de uso (desgaste natural).

- Corredor – Piso: descolamento decorrente de característica estrutural.

Essas decisões seguem o que dispõe o contrato de locação, que prevê que apenas danos além do desgaste natural podem ser atribuídos ao inquilino.

Ressaltamos que a análise não é unilateral: todos os registros de entrada e saída, bem como manifestações de ambas as partes, são considerados. Além disso, conforme o artigo 22 da Lei do Inquilinato, cabe ao locador responder por vícios estruturais ou problemas preexistentes, motivo pelo qual alguns apontamentos não foram repassados à inquilina.

Por fim, destacamos que todo o procedimento foi conduzido em conformidade com a legislação vigente e com o contrato assinado, sem qualquer violação aos direitos do consumidor. Nosso papel é atuar como intermediários, garantindo a correta aplicação das regras contratuais e legais e buscando sempre soluções equilibradas para ambas as partes.

Compreendemos a sua insatisfação e, ainda que parte das contestações não tenha sido acolhida tecnicamente, considerando as particularidades do seu caso, seguiremos conforme acordado e formalizado em nosso contato por e-mail. Esperamos que essa solução contribua para minimizar os transtornos enfrentados.

Consideramos, assim, essa tratativa como concluída e seguimos à disposição pelos nossos canais oficiais caso precise de qualquer outro suporte adicional.

Atenciosamente,

![]https://**************09-02T00:04:11.438Z&aid=*******&oid=quintoandar&uuid=43f669a6-6c9d-*******b265-6c74edb688d4)

Larissa R

Equipe https://*******

Réplica do consumidor

04/09/2025 às 18:58

Não concordo com a análise técnica apresentada, pois fotos e vídeos comprovam diferenças claras entre a entrada e a saída. A vistoria ignorou danos evidentes (pintura com adesivos e manchas, rodapé adulterado com massa e cheiro de urina, teto da cozinha deteriorado, piso da sacada manchado). Meu não ok foi ignorado, o que mostra falha na condução. Aceito a compensação apenas para encerrar o desgaste, mas não considero uma solução justa, e sim apenas um meio-termo.

Registro, no entanto, meu agradecimento à Larissa, que foi sempre educada, atenciosa e buscou uma saída equilibrada dentro das normas do QuintoAndar. Diferente do atendimento inicial, em que me senti totalmente ignorada, ela conduziu o caso com respeito.

Consideração final do consumidor

04/09/2025 às 19:03

Coloquei nota 8 exclusivamente pelo atendimento da Larissa, que foi sempre educada e empenhada em buscar uma solução. Se fosse considerar apenas o atendimento inicial, teria dado nota 1. Não coloquei nota 10 nem 9 porque, apesar da postura dela, todo o desgaste começou justamente por um atendimento anterior falho e por uma vistoria que não considerei justa.

Faria negócio novamente, mas não como proprietária tendo inquilino pelo QuintoAndar. A sensação é de que não houve uma análise equilibrada: mesmo apresentando provas claras, o processo se manteve engessado. Conheço várias pessoas com contratos pelo QuintoAndar e, em todos os casos, independentemente do estado do imóvel, nunca vi alguém devolver sem pintura ou sem reparos e a empresa tratar isso como normal. O meu apartamento estava em excelente estado na entrada, mas na saída foi entregue em condições que não condizem com o mínimo esperado e, ainda assim, a vistoria relativizou danos evidentes.

O problema foi resolvido?

Reclamação resolvida

Resolvido

Voltaria a fazer negócio

Sim

Nota do atendimento

8