Falta de Reparos, Desleixo e Descumprimento de Obrigações Contratuais

Reclamação em réplica

Em réplica

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Ferraz de Vasconcelos - SP

01/02/2025 às 06:02

ID: 208793885

Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano

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Gostaria de registrar minha reclamação contra a imobiliária Rangel, referente à falta de manutenção e reparos estruturais no imóvel que alugo, localizado em Ferraz.

Desde que me mudei para o imóvel, em novembro de *******, tenho enfrentado problemas relacionados à goteira e infiltração de água nos quartos, que começaram com pequenas goteiras no teto e evoluíram para infiltrações maiores, comprometendo o uso dos espaços. O primeiro relato de goteiras foi feito em fevereiro de *******, e desde então, a situação só piorou, com a infiltração afetando ambos os quartos até o momento. A imobiliária foi informada das falhas e, apesar das promessas de providências, até hoje não houve reparo efetivo. A situação está causando transtornos significativos, como a impossibilidade de utilizar o quarto devido à água no teto.

Além disso, desde o início do contrato de locação, o serviço de limpeza das áreas comuns não tem sido realizado conforme acordado. Inicialmente, fui informada de que a limpeza seria feita semanalmente, mas, há mais de um ano, a limpeza ocorre esporadicamente (uma vez por mês) ou somente quando há reclamações. Isso tem gerado mau cheiro e o aparecimento de baratas e outros insetos nas áreas comuns, o que compromete a higiene e a saúde de todos os moradores.

Por fim, informo também que o valor do aluguel inclui uma cobrança de R$ *******,00 mensais para a limpeza e manutenção das áreas comuns, serviço que não está sendo prestado conforme prometido. A imobiliária não tem cumprido suas obrigações, e nenhuma solução definitiva foi apresentada até o momento.

Diante disso, solicito providências urgentes para a realização dos reparos necessários e a regularização dos serviços de limpeza. Caso as pendências não sejam resolvidas imediatamente, considerarei a possibilidade de recorrer aos órgãos competentes para fazer valer meus direitos.

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Resposta da empresa

13/02/2025 às 17:36

Sobre a reclamação da senhora:

1) desde o início da locação foram feitos vários trabalhos no telhado do imóvel;
2) os problemas se repetem pelo deslocamento de telhas especialmente em decorrência de fortes ventos;
3) está contratado novo conserto do telhado e reparo das infiltrações. Mas, a repetição de fortes chuvas tem impedido esses trabalhos;
4) nós, da administradora, fazemos a intermediação entre proprietário, inquilina e prestadores de serviço. Dentro desse limite, o máximo tem sido feito;
5) o proprietário foi contatado para reforça o trabalho semanal de limpeza.

De qualquer forma, o proprietário facilitará os entendimentos se a locatária decidir desocupar o imóvel.

Rangel de Sá
Gestão Patrimonial

Réplica do consumidor

26/02/2025 às 07:07

Prezados,

Agradeço pela resposta da imobiliária e pela solução apresentada: desocupar o imóvel. Após meses lidando com infiltrações, riscos elétricos, mofo e promessas de reparo não cumpridas, é reconfortante saber que a resposta final é simplesmente vá embora.

Curiosamente, para cobranças, a administradora está sempre disponível. No entanto, para assegurar que o imóvel esteja em condições mínimas de habitabilidade, limita-se a intermediar o problema, como se fosse apenas uma espectadora dos contratos que gere. A Lei do Inquilinato (Lei n 8.*******/91) exige que o locador entregue e mantenha o imóvel em condições de uso, e é exatamente para isso que existe uma administradora: para gerenciar e fiscalizar essa obrigação, não apenas para encaminhar recados do proprietário.

Vamos às contradições:

1. Desde o início da locação foram feitos vários trabalhos no telhado
Interessante! Se tantos trabalhos foram realizados, por que o problema nunca foi resolvido e só piorou ao longo do tempo? Será que os serviços foram realmente eficazes ou apenas paliativos para postergar uma solução definitiva?

2. Os problemas se repetem pelo deslocamento de telhas em decorrência de fortes ventos
Ah, claro! Porque ninguém poderia imaginar que telhados estão sujeitos a chuva e vento, não é mesmo? Curioso que esse fenômeno natural só afeta este imóvel e não todos os outros da região. Será que a questão aqui é o vento ou a falta de manutenção adequada?

3. Está contratado um novo conserto do telhado e reparo das infiltrações, mas as chuvas têm impedido o trabalho
Engraçado... A chuva vem dando sinais de sua existência há meses, mas a administradora só percebeu agora que precisaria esperar o tempo melhorar para iniciar os reparos? Planejamento e prevenção são conceitos desconhecidos?

4. A administradora faz a intermediação entre proprietário, inquilina e prestadores de serviço, e dentro desse limite, o máximo tem sido feito
Se o máximo significa deixar um imóvel inteiro alagado, com risco de curto-circuito e mofo, prefiro nem imaginar o que seria o mínimo. Talvez esperar o teto desabar?

5. O proprietário foi contatado para reforçar o trabalho semanal de limpeza
Ótimo! Mas se até mesmo a chuva precisa dar trégua para consertarem o telhado, será que também será necessário um alinhamento astral para que a limpeza seja feita de forma adequada?

Além disso, é importante destacar que o reparo no telhado foi finalmente realizado. No entanto, o prestador de serviços já estava ciente do problema desde dezembro e, mesmo assim, foi necessário que eu fizesse várias reclamações para que, finalmente, a chuva desse uma trégua e o conserto fosse efetuado. Curiosamente, o prestador responde à imobiliária, e não diretamente ao proprietário, como mencionado pela Rangel.

Nenhum retorno foi dado a respeito da taxa de condomínio ou sobre o abatimento do aluguel pelos meses em que convivi com o imóvel alagado. De acordo com o artigo 26 da Lei do Inquilinato, se os reparos durarem mais de dez dias, o locatário tem direito ao abatimento proporcional do aluguel pelo período excedente. Se ultrapassarem trinta dias, o locatário pode rescindir o contrato sem multa. No meu caso, os reparos foram postergados por meses, e até agora não houve qualquer proposta de compensação financeira.

Diante de todo esse descaso, me pergunto se o proprietário está realmente ciente dos problemas estruturais do prédio e da insatisfação dos inquilinos. Talvez isso explique a alta rotatividade e os apartamentos fechados por meses, sem sequer uma placa de aluga-se.

Agradeço pela solução apresentada e, principalmente, por deixar claro que a responsabilidade pelo problema sempre esteve nas mãos de quem agora prefere se eximir.

Atenciosamente,
Edileiny Almeida