Sinistro não resolvido e falta de transparência da RealTruck Proteção Veicular

Em réplica
Belo Horizonte - MG
06/01/2026 às 15:56
ID: 236819725
Sou associado da RealTruck Proteção Veicular e registro esta reclamação pela forma extremamente problemática, opaca e desgastante como meu sinistro vem sendo conduzido.
Sofri um sinistro no dia 06/11/2025. Desde o início do evento, cumpri rigorosamente todas as exigências impostas pela associação: enviei a documentação solicitada, mantive minha mensalidade em dia, assinei todos os termos que me foram apresentados (inclusive com cláusulas questionáveis) e, por fim, efetuei o pagamento integral da taxa de participação, justamente para não travar o andamento do processo.
Apesar disso, meu veículo permanece parado há semanas na oficina indicada pela própria RealTruck, sem que eu tenha recebido qualquer avanço concreto ou informação técnica mínima. Trocaram de oficina sem qualquer parecer técnico do que por que isso foi necesssário. Até hoje, não recebi laudo técnico da vistoria, orçamento detalhado, lista de peças, notas fiscais, cronograma de reparo ou parecer técnico formal que me permita entender, acompanhar ou fiscalizar o que será feito no meu veículo.
Em outras palavras: fui cobrado por um serviço que sequer sei exatamente qual é.
Todas essas informações foram solicitadas reiteradamente por WhatsApp e, posteriormente, por e-mail ao setor jurídico da associação. A resposta, no entanto, tem sido o silêncio ou mensagens evasivas, sempre desviando o foco, fragmentando o atendimento entre setores internos e transferindo responsabilidades para a oficina, quando o vínculo contratual é claramente com a associação.
O que causa ainda mais indignação é que, após o pagamento da taxa de participação, a postura da RealTruck passou de cobrança insistente para total ausência de resposta, o que demonstra desequilíbrio na relação e completa falta de transparência.
Ressalto que o veículo é de uso diário e profissional, sendo essencial para o meu trabalho. Sua imobilização prolongada, sem qualquer justificativa formal, vem gerando prejuízos financeiros diretos, perda de rendimento, transtornos relevantes e desgaste emocional significativo. Não se trata de mero aborrecimento, mas de uma situação que afeta diretamente minha subsistência e segurança.
Em nenhum momento me opus ao reparo ou tentei criar dificuldades. Pelo contrário: sempre adotei postura colaborativa e flexível. O que venho exigindo desde o início é apenas o básico que qualquer consumidor tem direito: informação clara, documentação técnica e transparência a respeito do que será realizado.
A conduta da RealTruck, marcada por morosidade injustificada, omissão de informações essenciais, pressão por pagamento sem esclarecimento prévio e posterior silêncio absoluto configura, a meu ver, falha grave na prestação do serviço, violando princípios básicos da relação de consumo.
Registro esta reclamação não apenas na tentativa de obter uma solução imediata e concreta, mas também para resguardar meus direitos perante os órgãos de defesa do consumidor e, se necessário, pela via judicial, inclusive quanto aos prejuízos materiais e morais sofridos.
Espero que a RealTruck finalmente se manifeste de forma responsável, encaminhando a documentação técnica do reparo e dando andamento efetivo ao processo, algo que, infelizmente, não ocorreu até agora.
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Resposta da empresa
07/01/2026 às 16:47
Prezado Sr. Simmon,
Em atenção à sua manifestação, esclarecemos que o sinistro ocorrido em 06/11/2025 foi regularmente aberto e seguiu o fluxo previsto no Regulamento RealTruck.
A documentação inicial foi recebida no dia 06/11/2025 e o Aviso de Evento foi assinado em 01/12/2025 (após resistência de sua parte em assinar o termo). O veículo foi encaminhado à oficina indicada pela associação no dia 07/11/2025, sendo posteriormente realocado para outra oficina referenciada dia 03/12/2025 em razão da indisponibilidade operacional da primeira, mediante termo devidamente assinado.
Ressaltamos que o início efetivo do reparo está condicionado ao pagamento da cota de participação, conforme regulamento, o que ocorreu após as solicitações realizadas no dia 16/12/2025 a oficina Almeida Car. Após a regularização, o veículo teve seu reparo iniciado e, conforme informação atualizada da oficina, encontra-se em fase de preparação para pintura, dentro da normalidade técnica do serviço.
Esclarecemos que foi elaborado laudo técnico e orçamento, os quais indicam que não se trata de perda total, nos termos do regulamento. O prazo estimado inicial informado pela oficina é de até 30 dias, podendo sofrer ajustes em razão da disponibilidade de peças.
Quanto ao acompanhamento, o associado poderá contatar diretamente a oficina responsável ou comparecer pessoalmente ao local, caso deseje obter informações técnicas adicionais sobre o andamento do reparo.
Informamos, ainda, que o e-mail encaminhado também já foi respondido, podendo ser apreciado a qualquer momento.
Diante do exposto, esclarecemos que o reparo está em andamento regular, não havendo negativa de cobertura ou paralisação do processo.
Atenciosamente,
RealTruck Proteção Veicular
Réplica do consumidor
16/01/2026 às 14:16
A resposta da associação, longe de esclarecer os pontos levantados, confirma a condução problemática e desequilibrada de todo o processo, que vem se arrastando desde o sinistro ocorrido em 06/11/2025.
Embora afirmem que o evento seguiu o fluxo previsto, os próprios fatos narrados pela associação demonstram sucessivas falhas de comunicação, omissões relevantes e uma postura reiterada de transferir ao associado os efeitos da morosidade e da falta de transparência, ao mesmo tempo em que se constrói uma narrativa que busca descaracterizar parcialmente o sinistro.
Desde o início, a documentação foi enviada no mesmo dia do acidente (06/11/2025). O Aviso de Evento somente foi assinado em 01/12/2025 não por resistência, como indevidamente afirmado, mas porque o documento continha cláusulas que buscavam restringir direitos futuros do associado, inclusive quanto à possibilidade de contestar o reparo posteriormente. Trata-se de cautela legítima, e não de má-fé, sobretudo diante da gravidade do sinistro e dos danos estruturais envolvidos.
No que se refere ao laudo técnico, orçamento e vídeos enviados, é imprescindível registrar que tais materiais não refletem integralmente os danos ocorridos no evento, omitindo elementos relevantes. Um exemplo claro é a quebra interna da tampa traseira, ocorrida no próprio sinistro, que simplesmente não é contemplada nos registros apresentados, passando a impressão indevida de dano pré-existente, sem qualquer comprovação técnica nesse sentido.
Da mesma forma, a insistência em afirmar que não há comprovação de impacto por pedra no para-brisa cria, de forma implícita, uma tentativa de lançar dúvida sobre o relato do evento. Em momento algum foi alegado impacto isolado por pedra; o veículo caiu em uma vala, sofreu impacto significativo e o próprio laudo reconhece o acionamento dos airbags. A quebra do vidro, nesse contexto, é compatível com o evento, e a redação utilizada no laudo não é neutra, servindo mais para afastar responsabilidade do que para esclarecer tecnicamente os danos.
A menção reiterada a arranhões, pinturas e reparos anteriores segue a mesma linha: deslocar o foco do sinistro para o histórico do veículo, como se isso justificasse limitações no reparo atual, o que é inadmissível quando há danos diretamente relacionados ao acidente de 06/11/2025.
Quanto ao pagamento da cota de participação, é igualmente impreciso sugerir que o atraso decorreu de conduta do associado. A cobrança foi feita antes que fossem apresentados esclarecimentos técnicos mínimos sobre o escopo do serviço, peças envolvidas e extensão real dos danos. O pagamento foi realizado em 16/12/2025 justamente após semanas de solicitações não atendidas, o que reforça que a morosidade não foi causada pelo associado, mas pela forma como o processo foi conduzido.
Apesar de afirmarem que o reparo está em fase de preparação para pintura, até a presente data, 16/01/2026, não houve qualquer comunicação objetiva sobre prazo atualizado de conclusão, relação clara das peças efetivamente utilizadas ou garantia de que todos os danos do sinistro estão sendo devidamente contemplados. Limitar-se a orientar que o associado procure diretamente a oficina não exime a associação de sua responsabilidade de acompanhamento, fiscalização e transparência.
Todo esse contexto de omissões técnicas, tentativas de minimizar danos, ausência de respostas claras por semanas, exigência de pagamento sem informação adequada e construção de uma narrativa que coloca em dúvida o próprio evento, gerou profundo aborrecimento, insegurança e desgaste emocional, além de prejuízos materiais decorrentes do longo período sem o veículo.
Diante disso, a reclamação permanece integralmente válida. O problema não é apenas o prazo, mas a postura adotada pela associação ao longo de todo o processo, que compromete a confiança, a boa-fé e a segurança que se espera de um serviço de proteção veicular.
Aguardo uma resposta efetiva, técnica e transparente, compatível com a gravidade do sinistro ocorrido em 06/11/2025 e com o tempo já excessivamente transcorrido.
Réplica da empresa
19/01/2026 às 11:11
Como informado anteriormente pela própria oficina, os reparos estão dentro do prazo. Já estamos em tratativa por e-mail e toda a solicitação feita por aqui deverá ser direcionada para lá, para a melhor resolução. Aguardamos o seu e-mail.