Danos ao veículo durante vistoria, recusa de acesso às imagens e risco à segurança

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Belo Horizonte - MG

20/01/2026 às 10:14

ID: 238218977

No dia 19/01/2026, levei meu veículo para realizar vistoria de transferência na unidade Pampulha, localizada na Avenida General Carlos Guedes, n 280, bairro Planalto.

A vistoria demorou mais do que o normal. Durante o procedimento, o vistoriador precisou entrar em contato com a central alegando que o vídeo da vistoria havia corrompido e solicitando sua exclusão. Ao final, a vistoria foi aprovada.

Ao retornar ao meu veículo, percebi uma poça de água no chão e um forte cheiro de líquido de arrefecimento. Ao abrir o capô, constatei que o radiador estava quebrado, com o motor completamente molhado.

Chamei outro vistoriador que estava no local, e antes mesmo de eu explicar o ocorrido, ele se antecipou dizendo que não havia sido ele quem analisou o carro, indicando o nome do colega responsável. Essa reação imediata já causou estranheza.

Quando o vistoriador responsável retornou, afirmou que não havia causado o dano e alegou que o carro já estaria quebrado. Ressalto que a parte danificada do radiador fica exatamente em frente ao número do motor, local onde ele afirmou ter apenas enfiado o celular para filmar a numeração.

Solicitei então acesso às imagens das câmeras, pois elas demonstrariam claramente se a poça de água se formou antes ou depois da intervenção no motor, o que esclareceria os fatos. O vistoriador ligou para o proprietário da unidade, identificado apenas como João, que negou o acesso às imagens, afirmando que eu só conseguiria pela Justiça.

Diante da situação, fui obrigado a registrar boletim de ocorrência e retirar o veículo por reboque, arcando com todos os custos. Ou seja, paguei pelo serviço para sair [Editado pelo Reclame Aqui].

O mais grave é que o vistoriador tinha plena ciência do ocorrido, mesmo assim aprovou a vistoria e me liberou para sair com o veículo, sem sequer mencionar o problema, colocando minha vida e a da minha esposa em risco, já que o carro poderia sofrer superaquecimento grave durante o trajeto ou outro time de pane.

Fica evidente a tentativa de se eximir da responsabilidade, além da recusa injustificada em fornecer provas que poderiam esclarecer os fatos.

Aguardo posicionamento da empresa, reparação integral dos danos causados e acesso às imagens da vistoria, sob pena de adoção das medidas judiciais cabíveis.

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Resposta da empresa

27/01/2026 às 08:42

A Rede AgraMax acusa o recebimento da manifestação apresentada e presta os esclarecimentos cabíveis, reafirmando que sua atuação é estritamente pautada pela legalidade, pela boa-fé objetiva e pelo respeito às normas que regem as relações de consumo.

De forma clara e objetiva, a AgraMax atua exclusivamente como licenciadora de marca e de modelo de negócio, não exercendo a atividade operacional de vistorias, tampouco a elaboração, validação ou emissão de laudos técnicos. Tais serviços são realizados exclusivamente por empresas licenciadas, juridicamente autônomas, regularmente constituídas e devidamente habilitadas junto aos órgãos competentes, as quais assumem, de maneira integral e exclusiva, a responsabilidade técnica, civil e legal pelos serviços que prestam.

A autorização para uso da marca AgraMax, de materiais institucionais e de diretrizes operacionais não descaracteriza a autonomia técnica, administrativa e jurídica da empresa licenciada, nem transfere à licenciadora qualquer responsabilidade por atos técnicos individualizados praticados por terceiros. Essa distinção de responsabilidades encontra-se expressamente prevista nos contratos de licenciamento firmados entre as partes, em estrita observância à legislação vigente.

Sem prejuízo do exposto, e sem reconhecimento de qualquer responsabilidade, a AgraMax, em atenção às boas práticas de governança e compliance, está realizando análise interna dos fatos relatados, instaurando procedimento de apuração junto à empresa licenciada envolvida, nos termos contratuais aplicáveis.

No que se refere aos prejuízos alegados, cumpre esclarecer que a única parte legitimada a responder técnica e juridicamente por eventual falha na prestação do serviço é a empresa licenciada que realizou a vistoria e emitiu o laudo questionado. A AgraMax, por não integrar a [Editado pelo Reclame Aqui] direta de fornecimento do serviço específico, não pode ser responsabilizada por danos decorrentes de atos que não praticou, não supervisionou e sobre os quais não exerceu controle técnico.

Por fim, a AgraMax reitera seu compromisso inegociável com a ética, a conformidade regulatória e a integridade de seus padrões institucionais, repudiando qualquer prática que esteja em desacordo com suas normas internas ou com a legislação vigente. Reafirma, ainda, que a solução de eventuais controvérsias deve ocorrer por meio de diálogo técnico, responsável e juridicamente fundamentado, afastando-se imputações indevidas de responsabilidade.