Assinei confiando na palavra da empresa e fui enganado

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Reclamar dessa empresa

Belo Horizonte - MG

07/09/2025 às 20:52

ID: 226324389

Aluguei um imóvel na *****. Eu estava em urgência, já tinha passado do prazo do contrato anterior e sofria pressão do antigo proprietário para sair. Por isso, quando fui assinar, deixei claro que precisava resolver tudo rápido. Nesse momento, questionei também o prazo de três anos e perguntei se haveria problema. A gerente de locação me disse que não teria problema, porque depois poderia ser feito um aditivo para ajustar o prazo. Foi com essa segurança que aceitei assinar.

Eu já achava o prazo longo demais, mas confiei na palavra da empresa. Esperei só alguns dias para formalizar o pedido porque ainda estava no processo de mudança e resolvendo problemas do apartamento, como manutenção e ajustes básicos. Vale lembrar que, já na assinatura, o contrato precisou ser refeito algumas vezes porque a própria administração errou em informações básicas. Além disso, mesmo sendo um imóvel novo, logo na mudança tive problemas de manutenção como tubulações com ar, portas que não fechavam direito e até uma porta de correr que parou de funcionar. Alguns desses pontos foram resolvidos, outros ficaram sem resposta e outros eu mesmo tive que resolver por conta própria. A sensação é de que a administradora atua de forma muito restrita: se está no contrato, fazem o mínimo necessário; se não está, mesmo que seja algo originado do imóvel ou do proprietário, jogam para o inquilino resolver. Isso me deixou sem apoio em diversas situações e com a impressão de que a empresa olha apenas para a letra do contrato, sem considerar a realidade de quem está morando aqui.

Assim que consegui me organizar, entrei em contato de forma tranquila e educada pedindo o aditivo. Até então, eu ainda avaliava a empresa de forma positiva. Inclusive cheguei a deixar uma avaliação super favorável no Google, elogiando as atendentes e até a própria gerente de locação. Fiz isso porque sempre procurei agir de boa-fé, acreditando no que me foi dito. O mais irônico é que, mesmo depois disso, a promessa não foi cumprida e ainda me trataram de forma ríspida.

No mesmo dia da solicitação, insisti no assunto porque era importante resolver logo. A resposta que recebi do setor administrativo, porém, foi ríspida, como se eu estivesse sendo inconveniente, quando na verdade só queria que cumprissem o que me prometeram. Isso me marcou bastante, porque sempre mantive postura correta e paciente.


No fim desse mesmo dia, uma funcionária me procurou em particular, incomodada com o que aconteceu, e me contou que o proprietário teria comentado: como alguém assina um contrato sem ler?. Isso me deixou indignado. Eu li o contrato, mas assinei confiando na informação que recebi de dentro da própria empresa de que poderia corrigir depois com aditivo. Não foi ingenuidade, foi confiança na palavra da empresa.

Mais tarde, descobri que vizinhos do mesmo prédio, que alugaram por outras imobiliárias, assinaram contratos com prazos menores. Isso mostrou que não havia nenhuma obrigatoriedade de três anos, mas sim uma regra interna dessa empresa, aplicada de forma arbitrária e que me prejudicou.

Outro ponto é que eu nunca tive contato direto com o proprietário. Toda comunicação é filtrada pela imobiliária. Muitas vezes eu não tenho certeza se meus pedidos chegaram de fato até ele. Sempre utilizei e-mail para todas as solicitações, justamente para manter registro escrito e agir de forma transparente. Meu pedido para que reencaminhassem esses e-mails ao proprietário tinha um motivo claro: garantir que ele tivesse acesso às minhas próprias palavras, e não apenas a uma versão resumida ou distorcida passada por telefone. Até hoje, nunca recebi comprovação de que isso tenha sido feito, o que reforça a falta de transparência na intermediação. A gerente de locação me garantiu verbalmente que poderia fazer o aditivo, mas o setor administrativo bloqueou depois, com base em uma regra que não consta em contrato. Essa contradição interna e a falta de clareza acabaram me prejudicando.

E não parou por aí. Em setembro, apareceu outro problema: a conta de luz de junho foi paga por engano por uma vizinha, porque o número de instalação do meu apartamento foi repassado errado pelo proprietário. Meses depois, simplesmente disseram que eu teria que assumir esse valor. Quando acham que o erro é meu, usam contra mim. Quando o erro é do proprietário, ninguém assume. O peso nunca é o mesmo.

Na própria conversa com o setor administrativo, houve a confissão de que alguém me passou a informação errada e de que isso precisaria ser levado ao superior para corrigir a conduta do atendimento. Também foi afirmado que não alugamos por menos de 30 meses, é padrão da imobiliária, o que comprova que não se trata de exigência legal, mas de política interna. Além disso, ofereceram como alternativa a liberação de multa a partir do 12 mês, algo totalmente diferente do que me prometeram e que não resolve o problema. Disseram ainda que o proprietário não aceitou, mas nunca apresentaram nenhuma prova de que meu pedido foi sequer encaminhado a ele.

Quero deixar claro que nunca pedi para sair sem pagar multa nem para me livrar de responsabilidades. O próprio contrato já prevê multa proporcional em caso de rescisão, e sempre considerei isso justo. O que pedi foi apenas a correção do prazo, algo simples, transparente e que não traria prejuízo a ninguém.

Também quero deixar claro que não tenho nada contra ninguém em nível pessoal. Pelo contrário, tenho enorme carinho e respeito tanto pela gerente de locação quanto pela responsável do setor administrativo. O problema não é com as pessoas, mas com a forma como a empresa tem conduzido o processo e aplicado suas regras internas.

Sou estudante, tenho família em outra cidade e o tempo é essencial pra mim. Se em um ano e meio eu precisar mudar, quero ter essa opção. Não faz sentido ficar preso três anos em um contrato que assinei confiando em uma promessa que depois foi ignorada. O resultado foi desgaste emocional, brigas em família e a sensação de ter sido enganado, mesmo agindo sempre com boa-fé.

O que mais me frustra é que eu sempre tento resolver problemas, até quando não são meus. Sempre fui respeitoso, paciente e colaborativo. A empresa, por outro lado, não teve a mesma postura comigo.

Não estou aqui para abrir processo nem buscar vantagem. Estou aqui porque quero resolver. O que peço é simples: que a empresa reconheça a falha de comunicação na assinatura e nos episódios posteriores e apresente uma solução prática, permitindo o aditivo contratual que torne o prazo mais justo e compatível com a realidade.

Espero que essa situação seja revista e resolvida com responsabilidade.

Obrigado pela atenção.

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Resposta da empresa

19/09/2025 às 14:45

A gestora de locação esclareceu que a liberação da multa rescisória poderia ser incluída no contrato mediante autorização do proprietário do imóvel, uma vez que essa decisão não compete à imobiliária.
Quanto ao prazo contratual de 36 meses, informamos que todos os contratos da Rede Kaza seguem esse padrão, com base na Lei do Inquilinato (Lei n 8.*******/91):
Art. 46 Contratos de prazo igual ou superior a 30 meses permitem ao locador retomar o imóvel ao término do período, independentemente de justificativa, desde que haja notificação ao locatário.
Art. 47 Contratos inferiores a 30 meses (ex.: 12 ou 24 meses) prorrogam-se automaticamente por prazo indeterminado, caso o locatário permaneça no imóvel, e só podem ser rescindidos nas hipóteses específicas previstas em lei (uso próprio, obras urgentes, inadimplência etc.).
Cada imobiliária pode adotar sua forma de trabalho, mas a Rede Kaza opta por seguir estritamente a legislação, garantindo segurança tanto ao locador quanto ao locatário.
Vistoria e reparos
Após a entrega das chaves, o locatário possui 15 dias para contestar a vistoria inicial, justamente porque alguns pontos podem passar despercebidos no primeiro momento ou só se tornam perceptíveis com o uso contínuo. Constatamos que o senhor apresentou sua contestação, indicando reparos necessários. Solicitamos, por gentileza, que formalize por e-mail à gestão os itens ainda pendentes, para que possamos providenciar os devidos reparos e restituições, se aplicável. (*******)

Multa rescisória
Diante de sua solicitação, a imobiliária entrou em contato com o proprietário, explicando que os moradores são estudantes e não residem originalmente em Belo Horizonte. Ressaltamos que a liberação da multa seria um benefício em caso de imprevistos. Contudo, o locador informou que não tem interesse em incluir cláusula que possa prejudicá-lo futuramente, mantendo sua decisão de não autorizar o aditivo. (Como somente a nossa palavra não foi suficiente, a gestora administrativa irá comprovar em seu Whatsapp e E-mail).
A pedido do senhor, transmitimos sua solicitação ao proprietário, se poderíamos enviar o seu e-mail a ele, mas ele reiterou sua posição, reforçando que a imobiliária já cumpriu seu papel de intermediação e não desejava receber o e-mail diretamente.
Ressaltamos que a função da imobiliária é atuar como intermediária imparcial, preservando os interesses de ambas as partes, conforme previsto na Lei do Inquilinato. Por essa razão que ambos não tem contato, pois o nosso papel é este, intermediar e sermos jutos conforme a lei e previsões contratuais.

Conta de energia
Houve um equívoco do locador, que informou incorretamente o número de instalação de sua unidade, ocasionando o pagamento de conta de outro apartamento. Ao ser informado, o senhor solicitou a inclusão do valor em seu boleto de forma parcelada, pois somente dessa maneira poderia arcar. Atendemos prontamente ao ******* as parcelas à sua condição de pagamento.
Como a situação decorreu de erro do proprietário, a imobiliária realizou a restituição à vizinha e receberá de volta de acordo com o acordo firmado, uma vez que o senhor não foi o responsável pelo ocorrido, portanto nos sentimos responsáveis em te ajudar.

Conclusão:

O prazo contratual segue a Lei do Inquilinato (mínimo de 30 meses).
A liberação da multa rescisória depende exclusivamente da autorização do proprietário, que não aceitou incluir tal cláusula.
Quanto aos reparos, aguardamos sua formalização por e-mail para que possamos prosseguir com os ajustes necessários.

Consideração final do consumidor

25/11/2025 às 17:37

Minha experiência com a empresa foi de muita tentativa, muita paciência e, infelizmente, pouca resolução. Quero ser justo ao dizer que todos os atendimentos da Beatriz sempre foram muito educados. Ela sempre me tratou bem e eu reconheço isso, admiro a postura dela e deixo isso registrado.

Mas ao mesmo tempo houve, sim, momentos ríspidos na parte inicial do atendimento, quando meu pedido foi interpretado de forma errada e eu fiquei tentando explicar várias vezes o que realmente precisava. Esse desgaste me acompanhou desde o começo, porque por mais que eu tenha sido cordial e transparente, a resposta nunca caminhou para a solução.

Eu dei nota 2 porque realmente houve respostas, mas não houve solução. A sensação é que a responsabilidade foi colocada inteiramente sobre mim por algo que não nasceu de mim. Confiei na informação que recebi no ato da assinatura, tentei resolver com calma, não ataquei a empresa, não exagerei, não fiz acusações, não fui desrespeitoso em nenhum momento.

Mesmo assim, depois de tanto tempo tentando, até hoje não consegui resolver algo simples, que poderia ter sido tratado com mais atenção no início. É muito triste ter feito tudo certo, ter agido de boa-fé e ainda assim não conseguir sair dessa situação com uma solução concreta.

Infelizmente, mesmo com boa vontade, o problema continua sem resolução.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

2