Negligência e maus tratos em clínica geriátrica Rede Sênior - Ilha do Governador

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Rio de Janeiro - RJ

06/12/2025 às 11:55

ID: 233923375

REDE SÊNIOR ILHA DO GOVERNADOR

Firmamos contrato com a instituição Rede Sênior Ilha do Governador em 13/11/2025, para o acolhimento de meu sogro, que se encontrava em recuperação de AVC e pneumonia, necessitando de cuidados contínuos. Meu sogro recebeu alta hospitalar em 18/11/2025 e foi retirado da unidade em 02/12/2025, tendo permanecido no local por 14 dias.

Desde os primeiros dias, foram constatadas falhas graves na prestação dos serviços, colocando em risco sua saúde e segurança, o que nos obrigou a retirá-lo da unidade, gerando prejuízos financeiros e emocionais.

A receita médica com as orientações clínicas permaneceu perdida dentro da unidade por vários dias, comprometendo a correta administração dos medicamentos e o cumprimento da dieta específica prescrita. Além disso, a dieta indicada pelo médico não foi seguida adequadamente, agravando seus problemas digestivos e respiratórios.

Durante o período de internação, meu sogro foi agredido fisicamente por outro hóspede, saindo com diversas marcas corporais visíveis. Ressalta-se que a instituição não comunicou o ocorrido à família, sendo a situação descoberta apenas posteriormente.

Meu sogro foi instalado em andar superior da casa, onde não há cuidadores em tempo integral. Embora exista botão de emergência, os idosos ficam posicionados distantes do dispositivo, tornando o sistema, na prática, ineficaz.

A instituição mantém idosos lúcidos juntamente com pacientes com transtornos mentais graves, sem separação nem protocolos de segurança adequados, aumentando o risco para todos os residentes.

Foi constatado, ainda, que lhe foram oferecidos alimentos mal cozidos e, em determinadas ocasiões, foram servidas salsichas sob a alegação de falta de gás de cozinha, o que demonstra condições inadequadas de preparo de alimentos e descumprimento de normas básicas de higiene e segurança alimentar.

Em situação extremamente grave, a administração da unidade não adotou providências imediatas diante das agressões sofridas: não houve avaliação médica, nem registro formal, e foi permitido que meu sogro permanecesse na mesma acomodação durante toda a noite ao lado do agressor, sendo transferido apenas no dia seguinte, após solicitação expressa de familiar.

Posteriormente, fomos informados por cuidadores da própria unidade que já existiam registros de agressões semelhantes envolvendo o mesmo hóspede e outros residentes, o que demonstra falha grave na gestão e prevenção de riscos.

Foram igualmente contratadas e pagas sessões de fisioterapia que jamais foram realizadas. Ao questionarmos a administração, recebemos a resposta de que o idoso esquece o que faz, afirmação desrespeitosa, especialmente diante de atestado médico recente comprovando seu estado lúcido.

Por fim, constatamos grave falta de higiene na unidade: um dos hóspedes utilizava um balde para urinar, o qual permanecia no quarto durante todo o dia, gerando mau cheiro e expondo os residentes ao risco de contaminação e infecção.

Diante de todos os fatos, restou evidente que pagamos para um serviço e recebemos negligência grave na prestação dos serviços, colocando em risco a integridade física, emocional e a saúde de meu sogro.

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