Insatisfação com Renault Boreal: Múltiplas falhas de fabricação e problemas não resolvidos na concessionária

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Recife - PE
18/06/2026 às 11:44
ID: 251704365
Gostaria de apresentar minha completa insatisfação e arrependimento em ter adquirido um Renault Boreal e exigir providências reparatórias. Ocorre que adquiri um automóvel Renault Boreal zero km há cerca de cinco meses da concessionária Renault Regence. Rodei pouco mais de dois mil quilômetros no Renault para descobrir uma séria de falhas de fabricação do referido Renault.
Primeiro problema. O Renault inicialmente apresentou um rangido na suspensão traseira, típico de falta de lubrificação ou de peças velhas, e teve que ser objeto de manutenção na concessionária Regence, onde devem ter feito alguma gambiarra, considerando que sanaram na concessionária um provável erro de projeto.
Segundo problema. Pouco tempo depois, o Renault apresentou um mau odor ao ligar o ar-condicionado. A concessionária ficou de posse do carro durante um sábado tentando reparar o problema, mas não conseguiu. O Renault voltou à manutenção posteriormente, ficando mais cinco dias com a concessionária Regence. Novamente o problema não foi resolvido, persistindo o mau odor sempre que se liga o ar condicionado.
Terceiro problema. Mais recentemente o painel começou a apresentar barulho por conta de uma peça mal fixada. Tive que esperar um mês, entre prazo de chegada da peça e disponibilidade da oficina da concessionária para fazer a substituição. A peça chegou, o Renault voltou novamente para a concessionária Regence, ficou mais três dias parado. No final do terceiro dia, fui informado que a peça veio errada. A Renault enviou uma peça Renault para um carro Renault em manutenção na concessionária Renault errada. Fui informado então que a nova peça demoraria mais sete dias para chegar. No dia seguinte, recebi a informação que a peça não iria chegar em sete dias porque simplesmente a peça não existia em estoque. O Renault acabou permanecendo na concessionária Regence por mais três semanas, sem que me fossem dadas maiores explicações sobre a solução dos dois problemas (o do painel e o do ar condicionado).
A concessionária Regence devolveu o Renault três semana depois e noo ato do recebimento perguntei a dois funcionários se os problemas haviam sido resolvidos. Ambos responderam que os procedimentos recomendados pela montadora Renault haviam sido executados. Nenhum dos dois respondeu objetivamente se os problemas haviam sido sanados. Ao usar o carro no dia seguinte, detectei que o problema do ar condicionado continuava, não havia sido resolvido.
No dia seguinte, mais uma novidade, o quarto problema. O Renault simplesmente apagou por completo, não dando qualquer sinal de vida, evidenciando uma pane elétrica. O Renault vai mais uma vez voltar para a concessionária Regence para tentar resolver o problema do ar condicionado, agora pela quarta vez. E também para resolver o novo e recente problema da pane elétrica.
Trata-se inequivocamente de uma situação de vício do produto, instituto previsto no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8078/90). Não é admissível que um produto no valor de R$201.990,00 (duzentos e um mil, novecentos e noventa reais), comprado novo, apresente uma sucessão de falhas de qualidade que afetam a confiabilidade do produto e a credibilidade da marca. Propus à Renault o desfazimento do negócio pelo farto conjunto de problemas que o carro vem apresentando. A Renault primeiramente ignorou por duas semanas a minha justa proposta. Depois de muita insistência, respondeu que não se via obrigada a desfazer o negócio. Creio que a Renault acredita ser normal um carro novo de duzentos mil reais apresentar tantos problemas em tão pouco tempo.
Porém, por todo o desgaste emocional, pela frustração e pelos aborrecimentos causados pelo fornecedor Renault, reitero a necessidade de que providências reparatórias sejam tomadas, com amparo legal, para desfazimento do negócio, visto que não confio mais nos produtos do fornecedor Renault, ou no mínimo que seja providenciada a substituição imediata do Renault Boreal cronicamente defeituoso por outro novo, de mesma configuração, e sem vícios / falhas / defeitos, como medida de justiça prevista no direito consumerista brasileiro.