Administradora de imóveis Renascença PROMETE garantia de aluguel e segurança, mas ENTREGA OMISSÃO, FALTA DE TRANSPARÊNCIA E PREJUÍZO!

Reclamação em réplica

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Rio de Janeiro - RJ

15/07/2026 às 16:26

ID: 254007413

Demorei a tornar pública minha indignação com a postura e o atendimento da Renascença Administradora de Imóveis porque, durante os últimos 27 meses, tentei resolver todos os problemas de forma amigável.

Eu e minha esposa contratamos a Renascença em fevereiro de 2024 para administrar o aluguel do nosso imóvel, motivados principalmente pela promessa de segurança na locação e pela garantia de recebimento dos aluguéis em caso de inadimplência.

O contrato foi assinado em fevereiro de 2024 e, já em abril e maio, a inquilina deixou de pagar os aluguéis. Confiávamos que a administradora realizaria uma análise criteriosa dos candidatos, porém, com uma simples pesquisa no Google, encontramos uma ação recente de despejo por inadimplência em nome da própria inquilina. Questionei como essa ficha havia sido aprovada, e somente depois fui informado de que a garantia locatícia utilizada era uma "fiança facilitada" da própria administradora, o que deixa evidente um conflito de interesses.

Solicitei imediatamente o início da desocupação do imóvel e tentei acionar a garantia dos aluguéis. Foi então que descobri que essa garantia só é paga após a desocupação do imóvel, ao final de um processo judicial de despejo. Na prática, isso esvazia completamente a principal promessa utilizada para vender o serviço e caracteriza, em meu entendimento, vício de informação e publicidade enganosa, em desacordo com os artigos 30 e 37 do Código de Defesa do Consumidor.

Como meu objetivo era resolver a situação o mais rápido possível, assinei procuração para que a administradora me representasse, e em 15/05/2024 fui informado de que seriam ajuizadas ações de despejo e de cobrança.

Desde então, passaram-se quase dois anos e meio marcados por falta de informação, omissão e negligência. Foram celebrados acordos de pagamento em meu nome sem que eu fosse informado previamente sobre seus termos. Os acordos não foram cumpridos, e eu também não era comunicado sobre novos atrasos ou providências adotadas.

Durante esse período, enviei dezenas de e-mails solicitando atualização sobre os processos, pagamentos, valores devidos e próximos passos. As respostas sempre foram incompletas, vagas e evasivas. Em diversas ocasiões fui informado de que as advogadas entrariam em contato para prestar esclarecimentos, o que nunca aconteceu. Enquanto isso, o contrato de locação se aproxima do fim (05/08/2026) e meu imóvel continua ocupado pela inquilina inadimplente.

Até hoje não recebi um demonstrativo claro do débito atualizado, com juros, multas e demais encargos. Os poucos repasses realizados consideraram apenas multa de 10%, sem incidência de juros mensais. Em contrapartida, um dos acordos ao qual tive acesso mostrava que apenas cerca de 45% do valor total cobrado da inquilina correspondia aos aluguéis, condomínio e IPTU em atraso, enquanto aproximadamente 55% referia-se a custas do despejo e à garantia locatícia.

Somente em julho de 2026 o juiz expediu o mandado de despejo. Considerando que o pagamento da garantia depende da desocupação do imóvel, é inevitável questionar a demora excessiva na condução do processo. É difícil acreditar que uma ação de despejo conduzida com a devida diligência demoraria tanto para chegar a esse estágio.

Após tomar conhecimento da expedição do mandado, procurei novamente a administradora para entender como ocorreria o pagamento da garantia dos aluguéis. Para minha surpresa, fui informado de que preciso assinar uma nova procuração e enviar novamente meus documentos para que seja proposta uma nova ação de cobrança. Somente depois disso, em até 15 dias úteis, a administradora informará o valor devido, podendo inclusive parcelar esse pagamento.

Não encontrei no contrato qualquer cláusula que autorize o parcelamento da garantia locatícia. Uma alteração dessa natureza modifica as condições originalmente contratadas e somente poderia ocorrer mediante previsão contratual expressa ou concordância do beneficiário da garantia.

Diante de todo o exposto, solicito o envio imediato de:
demonstrativo completo e atualizado dos valores devidos, com discriminação de aluguéis, juros, multas e demais encargos;
cronograma e prazo para pagamento integral da garantia dos aluguéis;
informações sobre a vistoria e os procedimentos para devolução do imóvel após a desocupação.

Após quase dois anos e meio de espera, é inadmissível continuar sem informações objetivas e sem uma solução definitiva para um problema que deveria ter sido tratado com transparência, eficiência e respeito ao cliente.

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Resposta da empresa

15/07/2026 às 18:05

Olá Hugo, boa noite.
Conforme combinado, estamos realizando um levantamento minucioso de todas as informações apresentadas, em conjunto com os setores envolvidos, para que possamos analisar cada um dos fatos relatados e lhe fornecer um retorno fundamentado, com um parecer concreto e o mais completo possível.
Nosso objetivo é que todas as suas solicitações sejam avaliadas com a devida atenção, buscando esclarecer os questionamentos apresentados e reunir as informações necessárias antes de lhe encaminharmos uma posição definitiva.
Entraremos em contato amanhã para apresentar os esclarecimentos e o posicionamento sobre os pontos levantados.
Agradeço por sua compreensão.

Réplica do consumidor

31/08/2026 às 17:45

Aguardei para fazer minha avaliação porque, de fato, no dia seguinte à publicação desta reclamação fui procurado pela Renascença, que se comprometeu a acompanhar o caso e me manter informado de todos os passos dali em diante.

Alguns dias depois, recebi o pagamento de um aluguel que estava atrasado havia cerca de 10 meses, sem qualquer correção, e fui informado de que, até a desocupação, a administradora pagaria um aluguel por mês. Inicialmente entendi isso como uma tentativa de solucionar o problema. Hoje, diante do que aconteceu depois, infelizmente parece ter sido apenas uma medida para amenizar a situação após a exposição no Reclame Aqui.

A prometida mudança no atendimento não aconteceu. Continuei tendo que procurar a Renascença para saber o andamento do processo e da execução do mandado de despejo. Em meu último contato, fui informado de que as advogadas estavam orientando o oficial de justiça para o cumprimento do mandado.

Depois disso, novamente, silêncio.

Passadas várias semanas sem qualquer atualização, consegui, por meios próprios e com ajuda de terceiros, descobrir que o mandado destinado a comunicar o despejo e iniciar o prazo de 15 dias para desocupação foi devolvido com CERTIDÃO NEGATIVA, porque a oficial de justiça não encontrou no imóvel a inquilina que assinou o contrato.
O mais absurdo é que a administradora e suas advogadas sabem desde o início que os ocupantes do imóvel são o filho e a nora da locatária (coisa que eu, proprietário, só fiquei sabendo muito depois da assinatura do contrato). A própria certidão registra que outra pessoa reside no apartamento. Portanto, era absolutamente previsível que ela não fosse encontrada naquele endereço. E não é a primeira vez: nos últimos 2 anos e meio, outras diligências já tiveram problema semelhante porque a inquilina não foi localizada.

Depois de quase dois anos e meio aguardando a retomada do imóvel e de finalmente obtermos uma ordem judicial de despejo, perdemos mais semanas e a etapa necessária para iniciar os 15 dias de desocupação terá de ser novamente providenciada. E, mais uma vez, a Renascença sequer me informou do ocorrido.

Isso se soma a outro problema que venho denunciando há muito tempo. Pedi reiteradamente que não fossem realizados novos acordos com a locatária e que o despejo prosseguisse, pois os acordos anteriores nunca eram cumpridos. Tenho diversos registros desses pedidos. Ainda assim, novos acordos eram celebrados e a ação de despejo suspensa. Eu só descobria isso semanas ou, em algumas ocasiões, meses depois. A justificativa era de que, como havia concedido procuração, as advogadas poderiam tomar essas decisões por mim. Inclusive, semana passada, após questionar, recebi a informação de que as advogadas estavam tentando MAIS UM ACORDO AMIGÁVEL com a inquilina.

Ou seja: eu, proprietário do imóvel e diretamente afetado pelos prejuízos decorrentes da permanência da locatária, pedia expressamente que não fossem realizados novos acordos e que o despejo prosseguisse. Ainda assim, a ação era novamente suspensa por acordos que acabavam descumpridos.

Diante de todo esse histórico, é impossível não questionar o potencial conflito de interesses existente nessa relação: a desocupação do imóvel é justamente o evento que aciona a obrigação da garantia locatícia assumida pela Renascença. Quanto mais tempo o imóvel permanece ocupado, mais tempo esse desembolso é postergado.

Reitero também outro ponto gravíssimo da reclamação original: é legítimo eu questionar que tipo de análise foi realizada para aprovação da ficha da locatária. Uma simples pesquisa pública revelou ação anterior de despejo por inadimplência em seu nome. Ainda assim, sua ficha foi aprovada por meio da chamada fiança facilitada da própria Renascença, pela qual era cobrado mensalmente um valor muito expressivo, equivalente a cerca de 40% do aluguel e bastante superior aos valores normally praticados por seguradoras tradicionais.

E sou eu, como proprietário, quem vem sofrendo as consequências. Os aluguéis pagos pela garantia estão sendo recebidos meses depois e sem qualquer correção, enquanto existe uma dívida expressiva de condomínio, que não está coberta. Se o despejo tivesse prosseguido quando solicitei reiteradamente (a primeira vez apenas três meses após o início do contrato), em vez de sucessivos acordos descumpridos, o período de ocupação e os prejuízos poderiam ter sido muito menores.

O contrato já terminou, meu imóvel continua ocupado, os débitos continuam aumentando e até uma ordem judicial de despejo favorável não conseguiu avançar como deveria.

Depois de aproximadamente 30 meses, não é mais possível tratar o ocorrido como uma simples falha de comunicação. É uma sucessão de atrasos, falta de transparência e decisões cujas consequências financeiras recaem sobre mim, como proprietário.

Não recomendo a Renascença Administradora de Imóveis.

Estamos reunindo e preservando todos os e-mails, mensagens, documentos, acordos e movimentações processuais de todo esse período. Temos plena ciência dos nossos direitos e de tudo o que ocorreu na administração dessa locação e na condução jurídica realizada pelo escritório indicado/contratado pela administradora.

Como não fui atendido pelos canais oficiais, reitero publicamente a solicitação para que seja enviado ao meu e-mail o PDF integral e atualizado do processo de despejo, incluindo todas as petições, decisões, acordos, certidões e demais documentos juntados aos autos.

Não quero novas justificativas genéricas. Espero providências concretas, transparência e a responsabilização pelos prejuízos que forem decorrentes da forma como este caso foi conduzido.

Réplica da empresa

01/09/2026 às 11:47

Olá, Hugo.

Compreendemos a sua manifestação e todos os pontos apresentados em seu relato, especialmente diante do histórico e do tempo de acompanhamento desse caso.
Sabemos o quanto é importante contar com informações claras, atualizadas e um retorno efetivo sobre as solicitações apresentadas.
Diante dos pontos trazidos em sua réplica, já acionei os setores responsáveis e estou cobrando internamente os posicionamentos necessários, para que possamos obter informações concretas sobre cada uma das solicitações mencionadas.
Estou reforçando junto às áreas envolvidas a necessidade de um retorno, justamente para que você não precise continuar buscando informações por conta própria.
Solicitei prioridade às áreas responsáveis e, ainda hoje, você receberá uma atualização sobre suas solicitações, bem como os próximos encaminhamentos.
Seguiremos buscando os esclarecimentos necessários junto aos responsáveis, para que todos os pontos apresentados sejam devidamente verificados e respondidos.
Atenciosamente,
Administradora de Imóveis Renascença