Violação de Direitos e Constrangimento da pessoa com deficiência

Não respondida
São Paulo - SP
22/06/2026 às 16:24
ID: 252055799
É com um profundo pesar que eu faço essa reclamação. Eu estou passando por diagnósticos muito difíceis, entre eles embolia pulmonar séptica, e como o prognóstico não é muito bom, decidi ir até a Fazenda para ter um momento de lazer e espairecer a cabeça. E quando eu cheguei até lá, o banheiro feminino de deficiente estava ocupado, porém como eu não tenho controle total de esfíncter urinário e intestinal, consigo ir ao toalete somente quando o corpo consente o e esperei por pelo menos 10 minutos e a porta do banheiro feminino para deficiente continuava fechada. Informei a um dos garçons o que estava acontecendo e ele me informou que se a pessoa que saísse do toalete não fosse com deficiência eu poderia reclamar com algum gerente que estava de camisa azul clara. Após eu insistir muito batendo à porta saiu uma funcionária uniformizada ( foi no banheiro inclusive com o avental que usa dentro da cozinha )que se negou a se identificar com o celular na mão mexendo. Alegou que estava vomitando porém no banheiro não tinha cheiro de vômito eu questionei a ela porque ela estava usando o banheiro para deficiente sendo que ela não tem deficiência e ela olhou pra mim como se eu fosse uma parede simplesmente não quis falar nada foi ríspida comigo e quando eu falei que queria falar com o gerente de deficiência ela me xingou e foi até ele e falou alguma coisa que eu não consegui. Eu consegui entender, porque como eu ando com mobilidade reduzida, demorei um pouco até chegar até o local. O primeiro gerente que me atendeu foi o gerente que eles chamam de *****, onde eu mostrei para ele o meu documento, informei para ele que eu era deficiente, informei para ele que a funcionária ficou mais de 10 minutos e ela estava mexendo o celular. Ele passou o que estava acontecendo para o gerente *****, que achou que eu estava querendo desconto, quando na verdade eu nunca propus isso. Eu perguntei como ficaria a situação, porque ele teria que conversar com a funcionária para que aquilo não se repetisse, porque afinal de contas banheiro para deficiente é banheiro para deficiente, não é como assento que na ausência dele podem sentar senta ali. O banheiro para deficiente tem que ficar resguardado justamente porque o deficiente tem algumas limitações prévias, por exemplo, no meu caso, o esfíncter. E pelo que o próprio gerente ***** passou, o banheiro de funcionário não é aquele e funcionários não podem usar os toaletes reservados para os clientes. O que aconteceu foi mais surpreendente ainda. Após esbravejar bastante, logicamente, e estava no meu direito de esbravejar, mostrei alguns documentos para o ***** expondo a minha situação de saúde. Ele entendeu e começamos a conversar, pedimos desculpas. Porém, algum cliente da loja se achou no direito de chamar a polícia para ser preta, deficiente, que estava tendo os meus direitos violados. Mediante isso. Estou fazendo uma reclamação para que isso chegue até o ouvido do dono. Procure ver quem é essa funcionária e que ela seja devidamente instruída, orientada e punida porque ela foi extremamente desnecessária e grosseira. Quero acesso às imagens da câmera também e os demais funcionários também. Porque o banheiro de deficiente não é um luxo. Não tem que estar livre para uso se não tiver mais alguém naquela condição, porque não estamos falando de assento, estamos falando de banheiro. É uma circunstância completamente diferente. E eu me senti, logicamente, muito constrangida, porque, além de tudo, o gerente insinuou que eu queria comer de graça. Não quero! Graças a Deus, mesmo com as minhas limitações, eu trabalho e não fui lá para comer de graça ou ganhar desconto. Eu fui lá porque provavelmente foi a última vez que eu saí para comer num restaurante devido ao meu quadro de saúde. Essa parte eu vou esclarecer que o ***** pediu perdão por ter se equivocado em achar que eu quisesse desconto. Eu bem disse para ele está tudo acertado entre nós. Porém se Deus me der graça de eu permanecer viva, eu não boto meus pés ali nunca mais. Mas isso não muda o fato de que houve múltiplas violações dos meus direitos e eu quero uma solução digna e justa. Eu não quero cuponzinho de desconto, Eu não quero entrar da vip eu não quero dinheiro mas eu exijo uma retratação pública de vocês nas redes sociais. Se não houver essa retratação pública e não forem adotadas medidas protetivas aos direitos das pessoas com deficiência, aí sim, eu vou levar o caso para justiça e a gente vai resolver lá.