Falta de suporte da incorporadora em problema construtivo que causou danos ao meu imóvel

Em réplica
São Paulo - SP
17/07/2026 às 10:28
ID: 254157223
Sou proprietária de um apartamento entregue por esta incorporadora e estou enfrentando um problema decorrente de um vazamento de esgoto proveniente da unidade superior, cuja tubulação passa pelo shaft da minha cozinha.
Desde o início comuniquei a síndica, a incorporadora e a empresa de engenharia responsável, buscando solucionar a situação de forma amigável. Para que fosse possível identificar a origem do vazamento, foi necessária a desmontagem da marcenaria planejada da cozinha, gerando um custo imediato de R$ 2.000,00, além da perda da garantia dos móveis e dos danos inevitáveis decorrentes da desmontagem.
Durante a vistoria técnica realizada pela P4 foi identificado um desencaixe na tubulação de esgoto. No local, o representante da empresa informou que o problema decorria de um encaixe inadequado da tubulação. Posteriormente, porém, meu pedido de ressarcimento foi negado sob a alegação de que o problema teria sido causado por alterações realizadas pelo morador da unidade superior, sem que fosse apresentado qualquer laudo técnico ou documento que fundamentasse essa conclusão.
Ao longo de todo esse processo, mantive contato telefônico com um representante da incorporadora, o Sr. Marcos, que sempre me atendeu de forma cordial. No entanto, apesar desse contato, a incorporadora não adotou qualquer medida concreta para auxiliar na solução do problema, não apresentou posicionamento formal, não intermediou a situação e tampouco prestou suporte efetivo para a resolução dos prejuízos que venho suportando.
Atualmente, além dos R$ 2.000,00 já desembolsados para a desmontagem dos armários, recebi o orçamento para reposição da marcenaria, no valor de R$ 5.900,00, prejuízo decorrente da necessidade de acesso ao shaft e dos danos causados pela infiltração. Ainda haverá, também, os custos para recomposição do acabamento da cozinha.
Minha expectativa é que a incorporadora deixe de se omitir diante da situação, apresente um posicionamento formal sobre o caso e atue para viabilizar o ressarcimento dos prejuízos comprovadamente sofridos, que até o momento somam R$ 7.900,00 apenas com a desmontagem e a reposição da marcenaria.
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Resposta da empresa
17/07/2026 às 11:11
Olá, Valéria, sou o Marcos da Curadoria de Relacionamento da REV3.
Lamento sinceramente os transtornos enfrentados e compreendo os impactos que essa situação trouxe.
Conforme você relatou, estivemos presentes em sua unidade juntamente com a equipe técnica responsável pela assistência da P4, acompanhando a vistoria para compreender a origem da ocorrência e buscar a melhor solução para o caso.
Após tomarmos conhecimento do indeferimento do pedido de ressarcimento pela empresa responsável pela assistência técnica, a REV3 realizou uma nova análise dos fatos e apresentou formalmente seu entendimento de que a decisão deveria ser revista.
Entendemos que a remoção da marcenaria foi necessária para possibilitar o acesso ao shaft e a execução do reparo, não tendo ocorrido por iniciativa da proprietária. Por esse motivo, encaminhamos manifestação formal à empresa responsável pela assistência técnica recomendando a revisão da decisão, o ressarcimento das despesas comprovadas e a execução dos reparos decorrentes da ocorrência.
**Inclusive, para garantir total transparência, estamos reenviando essa manifestação à empresa responsável, com ciência à senhora, para que acompanhe o posicionamento adotado pela REV3 e as providências que estamos solicitando para a solução do caso.**
Nosso compromisso é acompanhar essa tratativa até sua conclusão, buscando uma solução técnica e justa para todas as partes.
Permaneço à disposição como sempre estive para quaisquer esclarecimentos.
Atenciosamente,
Marcos
Curadoria de Relacionamento REV3
Réplica do consumidor
17/07/2026 às 11:53
Marcos, agradeço o retorno e a atenção dispensada ao caso.
Fico satisfeita em saber que a REV3 entende que a remoção da marcenaria não decorreu de uma escolha minha, mas foi necessária para possibilitar o acesso ao shaft e o reparo do vazamento, bem como que recomendou à P4 a revisão da decisão e o ressarcimento das despesas comprovadas.
No entanto, após essa manifestação, o único posicionamento formal que recebi foi da própria P4, que encaminhou um parecer técnico reafirmando o indeferimento do meu pedido de ressarcimento e atribuindo a responsabilidade exclusivamente ao proprietário da unidade *****.
Assim, embora a REV3 informe que adotou um posicionamento favorável ao meu pleito, até o momento não houve qualquer solução prática para o caso, permanecendo inalterada a negativa da P4 e todos os prejuízos suportados por mim.
Também não tenho conhecimento se o proprietário da unidade ***** foi formalmente comunicado sobre essa conclusão, sobre os prejuízos causados ou sobre a expectativa de que arque com os respectivos ressarcimentos. Até o momento, não houve qualquer contato por parte dele, o que aumenta minha insegurança quanto à efetiva solução do problema.
Além disso, as tratativas administrativas vêm sendo conduzidas por e-mail desde o início da ocorrência e, nesse canal, a REV3 não apresentou qualquer manifestação formal acerca do seu entendimento, o que dificulta o acompanhamento das providências efetivamente adotadas pela incorporadora.
Diante disso, gostaria de saber quais serão os próximos passos da REV3 diante da manutenção da negativa pela P4. A incorporadora pretende adotar alguma medida concreta para buscar a revisão dessa decisão ou entende que o caso está encerrado? Caso o entendimento permaneça sendo de que a responsabilidade é do proprietário da unidade *****, solicito também que seja esclarecido se ele foi formalmente notificado e quais providências foram adotadas para cientificá-lo dessa conclusão.
Continuo aguardando uma solução efetiva para o ressarcimento dos prejuízos que tive em razão da desmontagem da marcenaria e dos demais danos decorrentes do vazamento.