Reclamação sobre falha grave na assistência e higiene no Hospital Rio's D'Or durante internação por pneumonia

Reclamação não resolvida

Não resolvido

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Rio de Janeiro - RJ

11/04/2026 às 13:32

ID: 245790819

Venho, por meio deste, registrar formalmente minha reclamação e indignação com o atendimento prestado durante minha internação no Hospital Rios DOr.

Fui internada no dia 08/04/2026, pela manhã, após minha segunda ida à emergência em menos de 48 horas, ocasião em que fui diagnosticada com pneumonia, encontrando-me, portanto, em estado de saúde fragilizado e necessitando de acompanhamento contínuo.

Desde a primeira noite de internação, passei a enfrentar uma situação extremamente grave: o botão de emergência localizado ao lado do leito simplesmente não funcionava. Acionei o dispositivo diversas vezes, sem obter qualquer resposta da equipe de enfermagem.

Diante da ausência de atendimento, tentei contato por telefone com o setor de enfermagem da ala verde adulta, onde me encontrava internada. No entanto, o ramal permanecia constantemente ocupado ou não era atendido, inviabilizando completamente qualquer solicitação de ajuda.

Durante os três dias de internação, o cenário foi de total descaso e abandono assistencial, sendo recorrentes as seguintes situações:

Medicações intravenosas e soros finalizavam sem que qualquer profissional comparecesse ao quarto para retirada ou substituição;
Permaneci por diversas vezes com o acesso conectado a equipamentos já sem medicação, inclusive com retorno de sangue no tubo, o que evidencia ausência total de monitoramento;

Diante da falta de assistência, fui obrigada, em diversas ocasiões, a abrir a porta do quarto e procurar ajuda no corredor, mesmo estando debilitada.

Em determinado momento, após minhas reiteradas reclamações, uma médica e uma enfermeira compareceram ao quarto e testaram o botão de emergência, constatando que o equipamento estava, de fato, com defeito. Ainda assim, nenhuma providência efetiva foi adotada: não fui transferida de quarto, tampouco foi realizada manutenção no equipamento, sendo orientada apenas a utilizar o ramal telefônico que, conforme já relatado, não funcionava adequadamente.

Ressalto a gravidade da situação: eu estava internada, sem acompanhante, com pneumonia, sem acesso a um mecanismo funcional de emergência, dependendo exclusivamente de um sistema que não funcionava.

A situação se agravou significativamente quando fui submetida à administração de antibiótico e soro por meio de bombas de infusão. Após o término do antibiótico, o equipamento passou a emitir um alarme sonoro contínuo e extremamente desconfortável, permanecendo nessa condição por cerca de 20 minutos, até que, por intervenção de uma visita que estava no quarto e acionou o ramal, uma técnica de enfermagem compareceu para desligar o aparelho.

Na mesma ocasião, questionei o fato de o soro estar sendo administrado em gotejamento extremamente lento, incompatível com meu estado clínico (pneumonia, febre e dificuldade de hidratação oral), sendo informada, de forma superficial, que era assim mesmo.

Horas depois, a bomba de infusão responsável pelo soro passou a emitir sinal de bateria fraca. Liguei para o ramal da enfermaria, sendo atendida após demora pela funcionária identificada como Michele, a quem relatei detalhadamente a situação e o incômodo causado pelo alarme.

Para minha surpresa e indignação, ninguém compareceu ao meu leito após essa solicitação.

O equipamento, então, parou completamente de funcionar devido ao esgotamento da bateria, interrompendo a administração do soro. Permaneci, assim, sem hidratação intravenosa, sem qualquer assistência.

Algum tempo depois, ao me dirigir ao banheiro para realizar lavagem nasal (conforme orientação médica), tive um episódio de tontura intensa, com quase desmaio, acompanhado de estalo e zumbido no ouvido esquerdo.

Mesmo debilitada, consegui retornar ao telefone e novamente acionar a enfermagem, relatando o ocorrido e reforçando a urgência da situação.

Aguardei aproximadamente 30 minutos e, mais uma vez, ninguém compareceu ao quarto.

Importante destacar: nesse momento, eu já estava há mais de uma hora sem receber soro, após falha do equipamento, tendo apresentado quadro de quase síncope, sem qualquer tipo de assistência.

Diante do completo abandono, liguei novamente para o ramal. Desta vez, a ligação foi atendida em meio a conversas paralelas, falatório e gargalhadas, o que demonstra total desrespeito e insensibilidade com pacientes internados e em situação de vulnerabilidade.

Somente após elevar o tom de voz e exigir, de forma firme, a presença imediata de um médico, informando que não havia condições mínimas de permanência no hospital, é que houve resposta.

De forma extremamente reveladora, em menos de 15 segundos após essa ligação, compareceram ao quarto duas médicas, a chefe da enfermagem e uma técnica, o que evidencia que havia plena capacidade de atendimento inexistindo, portanto, justificativa para as reiteradas omissões anteriores.

Ao relatar todos os fatos, fui informada de que receberia alta à revelia, o que contesto veementemente, uma vez que minha decisão de deixar a unidade decorreu exclusivamente da falha grave na prestação do serviço e da ausência de segurança assistencial.

Após insistência, e diante da gravidade dos fatos, houve contato com a coordenação, sendo então concedida alta regular, reconhecendo-se, ainda que implicitamente, a inadequação do atendimento.

Além das falhas assistenciais, registro ainda:

Alimentação inadequada, sendo servido jantar frio, com presença de corpo estranho no feijão (semelhante a pedra), além de carne com aspecto e sabor impróprios, incluindo substância esbranquiçada (dia 10/04);
Condições precárias de higiene no banheiro, com presença de mofo, lodo entre azulejos e ferrugem no teto, incompatíveis com ambiente hospitalar;
Necessidade de deixar o hospital à noite, sob chuva, por meios próprios, em razão da total perda de confiança na assistência prestada.

Diante de todo o exposto, resta evidente a ocorrência de falha grave na prestação do serviço de saúde, com exposição da paciente a risco desnecessário, ausência de assistência mínima e violação de direitos básicos.

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Resposta da empresa

17/04/2026 às 15:11

Prezada Sra. Vivianne, boa tarde!


Informamos que foi realizado contato telefônico, momento em que foram prestados os esclarecimentos necessários acerca da reclamação.

Permanecemos à disposição para eventuais esclarecimentos que se façam necessários e agradecemos a compreensão.


Cordialmente,

Ouvidoria Rede DOr.

Consideração final do consumidor

17/04/2026 às 19:43

Descaso total com o paciente internado e a única resposta que tive foram meras desculpas! Isso não desfaz os momentos terríveis que passei nesse hospital!! Não procurem a emergência desse local para internação!

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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