Propaganda enganosa e financiamento [Editado pelo Reclame Aqui] em compra de veículo na concessionária

Não respondida
Volta Redonda - RJ
18/08/2026 às 19:48
ID: 256340353
FUI VÍTIMA DE [Editado pelo Reclame Aqui] DA CONCESSIONÁRIA BYD RIOZIN (Barra Mansa/RJ)
Em setembro de 2025 comprei um Mitsubishi Eclipse Cross por R$ 200 mil. Estava satisfeito com o carro, mas, acompanhando o avanço dos elétricos e híbridos no mercado, resolvi pesquisar uma troca.
No dia 23 de maio de 2026 fui até a concessionária RIOZIN, uma das autorizadas BYD no Rio de Janeiro, em Barra Mansa. Fui atendido pelo vendedor André, que me apresentou o BYD Song Pro GS por R$ 198.000, garantindo que se tratava do modelo 26/27. Quando perguntei se haveria mudança de versão, ele foi categórico: "não, cara, esse já é 26/27; se mudar, só em 28". Era mentira e eles sabiam.
Como fui empurrado para um financiamento sem nunca ter assinado um contrato de verdade
Como meu Eclipse ainda estava financiado (faltavam R$ 120 mil), pedi para aguardar. O vendedor insistiu em simular: entrada de R$ 60 mil + R$ 138 mil financiados. Disse que daria a entrada em balões de 15 em 15 dias, ou quitaria tudo de uma vez se vendesse meu carro antes. O setor financeiro da empresa aceitou essa condição.
No dia 29 de maio, ao dar o primeiro balão de R$ 15 mil, recebi por e-mail um link para assinatura sem nenhum contrato anexado, sem nada para eu ler. Foi apresentado apenas como "compromisso de compra e venda".
No dia seguinte o vendedor André me ligou dizendo que o gerente Robson avaliara meu carro em R$ 150 mil uma perda de mais de R$ 50 mil em 10 meses de uso. Mesmo assim segui em frente, confiando na palavra da empresa.
A cada semana, um novo [Editado pelo Reclame Aqui]
17 de junho: André avisa que a empresa só pagaria R$ 110 mil pelo meu carro valor que nem cobria a quitação do financiamento antigo. Cancelei a compra na hora.
Dias depois: recebo um boleto de R$ 4.330,00, com vencimento em 29/06. Ao ligar para o banco, descubro a [Editado pelo Reclame Aqui]: aquele "compromisso de compra e venda" que assinei por e-mail era, na verdade, um contrato de financiamento de um carro que eu nunca recebi e para o qual nunca dei entrada.
Ou seja: passei a pagar DOIS carros ao mesmo tempo, sem jamais ter concordado com isso. E a parcela combinada de R$ 3.900 veio cobrada em R$ 4.350, com seguros que eu nunca contratei inclusive um "seguro premiado".
Liguei para a BYD do Brasil. Resposta oficial: "que pena, mas vamos pontuar essa empresa". Ou seja: uma estrela negativa para a concessionária, e o prejuízo inteiro fica comigo.
A ameaça na concessionária
Fui até a loja cobrar satisfações. O gerente Robson, em tom de ameaça, disse: "aqui todo mundo vai perder; eu e o André seremos demitidos, e você vai ter que arcar com 20 mil de quebra de contrato". Resultado: eu, cliente enganado desde o início, ainda seria cobrado por rescindir um contrato que nunca deveria ter sido montado daquela forma.
Vendi meu carro às pressas para sair da armadilha
Como judicializar levaria tempo e eu já estava pagando dois financiamentos, vendi meu Eclipse por R$ 128 mil numa concessionária vizinha só para quitar a dívida. Já tinha dado R$ 15 mil, então paguei os R$ 45 mil restantes entre cartão e dinheiro.
Mas o [Editado pelo Reclame Aqui] não parou aí. Ao retirar o carro, em 13 de julho, a nota fiscal mostrava o veículo como modelo 25/26 não o 26/27 pelo qual eu havia pago. Quando reclamei, o gerente disse que "é o mesmo carro, só muda o chassi", e que por isso estaria me "dando de brinde" IPVA, emplacamento e revisão grátis.
Mentira também. Na hora de fechar a conta, os R$ 45 mil restantes viraram R$ 48.500 ou seja, paguei do próprio bolso pelo "brinde" que prometeram de graça. E o contrato registra entrada de R$ 60 mil, quando na prática paguei R$ 63.500.
O [Editado pelo Reclame Aqui] final: 16 dias depois, descobri que fui enganado desde o início
No dia 30 de julho apenas 16 dias após retirar o carro vi na imprensa que naquele mesmo dia chegava ao Brasil o Song Pro 26/27, com diversas melhorias e, principalmente, motor flex. Ou seja, o carro que me venderam como "26/27, sem previsão de mudança até 2028" era, na verdade, a versão anterior, prestes a ser descontinuada.
Cobrei o gerente e o vendedor. Robson disse que "não sabia de nada" inaceitável para o gerente da maior distribuidora da marca no estado. André, já demitido, admitiu por mensagem que fui enganado, mas disse que nem a equipe de vendas sabia da mudança e que "não podia mais fazer nada".
Liguei de novo para a BYD do Brasil. De novo, a resposta foi que a culpa não era deles.
Resultado final
Em menos de dois meses, através de mentiras encadeadas sobre o modelo, sobre o contrato, sobre os valores e sobre o financiamento que assinei sem saber perdi:
R$ 30 mil, no mínimo, ao vender meu carro antigo às pressas;
R$ 50 mil em desvalorização, com o lançamento do novo modelo 16 dias depois;
Além dos R$ 3.500 cobrados a mais na entrada e no "brinde" que nunca foi de graça.
Fui enganado pela concessionária RIOZIN em todas as etapas do processo, e a BYD do Brasil se recusa a assumir qualquer responsabilidade, tratando um [Editado pelo Reclame Aqui] estruturado como simples "insatisfação com o atendimento". Exijo explicação formal, ressarcimento dos valores pagos indevidamente e revisão do meu contrato e alerto qualquer consumidor que pensar em comprar na RIOZIN: cuidado, você pode ser o próximo.