Negligência e má orientação pós-extração de siso resultam em infecção e sofrimento

Não respondida
Santo André - SP
28/01/2026 às 09:19
ID: 239051605
No dia 05 de janeiro, procurei a clínica para realizar a extração de um dente do siso, que já estava inflamado, e mesmo assim indicaram que era necessário realizar a extração. Paguei R$1800,00 para a extração dos dois sisos, e pelo trauma consegui retirar apenas 1. A princípio, o procedimento aparentou ter ocorrido normalmente. Após a extração, o dentista responsável prescreveu apenas dipirona associada à dexametasona, sem fornecer maiores orientações sobre cuidados pós-operatórios ou higiene adequada da região.
Com o passar dos dias, o inchaço aumentou progressivamente, ao invés de melhorar. Diante disso, retornei à clínica mais de cinco vezes, buscando atendimento e solução para o problema. Em nenhuma dessas visitas meu quadro foi resolvido de forma adequada. Tomei varias medicações orientadas por eles, no qual não tive nenhuma melhora.
Em uma dessas consultas, um dentista chegou a passar cravo diretamente no dente, dentro do consultório, sem qualquer explicação técnica clara. Além disso, o mesmo profissional afirmou que eu deveria resolver meu problema com quem realizou a extração, se eximindo da responsabilidade pelo atendimento, mesmo eu estando em acompanhamento na própria clínica.
Após esse episódio, meu estado piorou ainda mais. Em um novo retorno, minha mãe precisou intervir e discutir para que eu fosse atendida, momento em que duas dentistas entraram na sala. Durante a consulta, uma delas me perguntou de forma inadequada:
Você não está escovando os dentes, né?
Constrangida, respondi que estava escovando, porém tinha medo de higienizar a área com algodão ou gaze, pois a escova não alcançava o local do inchaço e em nenhum momento fui orientada corretamente sobre como deveria fazer a higienização da região operada. Ressalto que, apesar de nesse momento as profissionais terem sido pacientes no atendimento, isso não anula a negligência anterior e a falta de acompanhamento adequado desde o início.
Com o passar do tempo, o quadro se agravou ainda mais, surgindo uma grande bolsa de pus, infeccionada, e infecção estava em andamento para outras partes do meu rosto. Ao retornar novamente à clínica, fui encaminhada ao pronto-socorro para realização de uma drenagem, procedimento que posteriormente descobri não ser necessário naquele momento, sendo indicado apenas como último recurso.
A infecção já persistia há 22 dias, quando procurei atendimento em uma UPA. O dentista que me atendeu no serviço público demonstrou muito mais competência e atenção do que a clínica particular. Em apenas um dia, com a troca correta da medicação, meu rosto desinchou significativamente e o problema começou a ser resolvido.
Esse profissional deixou claro que a drenagem não era necessária, sendo indicada apenas em último caso, pois poderia deixar uma cicatriz grande e permanente. Felizmente, não realizei o procedimento invasivo recomendado pela clínica particular.
Durante todo esse período, tive gastos excessivos com medicamentos desnecessários, além de sofrimento físico, emocional e insegurança. O que deveria ter sido um procedimento simples se transformou em um verdadeiro caos, causado pela falta de diagnóstico correto, negligência, má orientação e condutas inadequadas por parte da clínica.
Diante de tudo isso, considero que houve falha grave na prestação do serviço, colocando minha saúde em risco e causando prejuízos financeiros e psicológicos.