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São José dos Pinhais - PR

24/07/2026 às 18:58

ID: 254784343

Adquiri um apartamento no condomínio MEO Neoville, da construtora Rottas, acreditando que, por se tratar de uma construtora reconhecida, eu teria a tranquilidade de residir em um empreendimento bem planejado. Infelizmente, o que vejo é o contrário.
A começar pela entrega do empreendimento, que foi sucessivamente adiada. Sempre que eu buscava informações, recebia um novo prazo. A impressão era de que o cronograma era atualizado conforme a conveniência, e não conforme o andamento da obra.
Na vistoria da unidade, constatamos que o piso bruto estava completamente desnivelado, com áreas mais fundas e excesso de massa. Ao questionarmos os engenheiros da construtora, fomos informados de que aquele era o "padrão da Rottas", sob a justificativa de que "quem for instalar porcelanato não precisará fazer contrapiso". Uma justificativa bastante curiosa, considerando que parte do pressuposto de que todos os compradores optarão pelo mesmo tipo de revestimento. Como escolhi piso laminado, precisei arcar integralmente com material e mão de obra para executar um contrapiso adequado antes mesmo de conseguir morar no imóvel.
Após a mudança, veio mais uma surpresa. Durante a instalação dos chuveiros, descobrimos que a suíte simplesmente não possui cabeamento elétrico para o chuveiro. Sim, um apartamento entregue sem infraestrutura elétrica completa para um item básico. Precisei solicitar autorização da própria construtora para realizar uma adequação que deveria ter sido entregue pronta e, naturalmente, desembolsar mais dinheiro com disjuntor, fiação, materiais e mão de obra.
Bastou um mês morando no condomínio para perceber que os problemas vão muito além da minha unidade. Os elevadores apresentam falhas constantes. Moradores e prestadores de serviço já ficaram presos diversas vezes devido a panes. No bloco em que moro, um prestador de serviço informou que o elevador chega a parar quando são ligados equipamentos nos corredores que exigem maior carga elétrica, pois a instalação aparentemente não suporta o funcionamento simultâneo. Espero sinceramente que essa informação não seja verdadeira, porque, se for, é alarmante que um empreendimento recém-entregue apresente uma limitação dessa natureza.
E o que falar da nossa central de lixo? O acesso possui um degrau no meio do percurso e não conta com qualquer iluminação, criando um risco evidente de acidentes, especialmente durante a noite. Como se isso não bastasse, as portas de acesso externo, utilizadas para a coleta de lixo, não possuem chave, fechadura ou qualquer outro mecanismo de travamento. Na prática, qualquer pessoa que esteja na rua consegue entrar no condomínio simplesmente abrindo a porta da central de lixo. Inclusive, coletores e transeuntes já acessaram a área das lixeiras dessa forma, causando preocupação e insegurança aos moradores. Um conceito bastante inovador de controle de acesso, não é?
Enquanto isso, a própria Rottas permaneceu responsável pela coleta do lixo até a instituição formal do condomínio. Ainda assim, foi necessário cobrar repetidamente para que a coleta fosse realizada. Além disso, os muros do empreendimento são extremamente baixos e os blocos não tem chaves ou travamento, o que apenas reforça a sensação de insegurança proporcionada pelas demais falhas.
Na minha unidade, a tubulação destinada à passagem dos cabos de internet estava obstruída, problema que já foi resolvido, porém a antena de televisão, cuja instalação havia sido prometida, ainda não foi instalada. Também enfrentei diversos outros problemas técnicos internos que, felizmente, foram solucionados com rapidez pela equipe de manutenção mas apenas depois que recorri diretamente ao engenheiro regional. Isso porque, segundo o atendimento ao cliente da própria construtora, o prazo para retorno dos chamados é de até 30 dias. Convenhamos: para quem acabou de receber um imóvel novo, esperar um mês para o primeiro atendimento de problemas construtivos parece um conceito bastante peculiar de pós-venda.
Sabemos que todo empreendimento necessita de ajustes após a entrega. O que causa indignação é a quantidade de falhas, os custos e dor de cabeça gerados aos proprietários. Infelizmente, a sensação é de que estamos pagando, além do valor considerável do apartamento, pela correção de problemas que jamais deveriam existir em um empreendimento recém-entregue.
Espero sinceramente que a Rottas assuma sua responsabilidade e apresente soluções efetivas para esses problemas. Afinal, quem compra um imóvel espera investir seu tempo arrumando a mudança, não contratando advogados para exigir o cumprimento do que foi prometido.

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