Moto 0km apresenta rodas desalinhadas e desbalanceadas comprometendo a segurança

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Cotia - SP

19/01/2023 às 20:47

ID: 157788535

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Em meados de dezembro de ******* adquiri uma Continental GT com a Samira e gostaria de deixar pontuado aqui minha total satisfação quanto ao atendimento da mesma. Logo após retirar a moto notei que a frente dela estava apresentando instabilidade acima dos ******* km/hora, mas aguardei a primeira revisão para sinalizar este ponto e pedir que fosse verificado. Na última sexta-feira (13/01/*******) me desloquei até a concessionária para realização da primeira revisão (500km) onde avisei para a Vanessa do pós venda o problema para que fosse verificado pelos mecânicos.

O chefe da oficina (Maurício) deu um reaperto na caixa de direção e realizou um teste na moto, me sinalizando que o problema havia sido sanado. Além disso, ao ser questionado sobre a possibilidade da moto ter vindo desbalanceada de fábrica, me sinalizou que este tipo de problema não era coberto por garantia e que eu teria que ver por conta. Ao sair da concessionária e entrar na castelo percebo que a trepidação e instabilidade persistia, mas, como já era quase 18:00 horas, peguei a estrada para casa com muita cautela e assim que cheguei sinalizei novamente por whatsapp ao Maurício, o qual se mostrou solicito me pedindo para levar a motocicleta novamente para a concessionária e deixa-la lá por alguns dias para averiguarem melhor o caso. Como ele mesmo me sinalizou que o balanceamento não era coberto por garantia e como tenho ciência de ser algo simples e barato, decidi levar a moto em um local especializado e, se fosse o caso, arcar com o custo (algo em torno de R$******* reais), mesmo sabendo que a motocicleta veio assim de fábrica e apresentou defeitos desde o primeiro dia.

Hoje pela manhã tive que ir para São Paulo com a moto e aproveitei para passar no Alemão Pneus em Santo Amaro (oficina referência em rodas e pneus em SP), o qual constatou que as rodas estavam desalinhadas e desbalanceadas. O valor do serviço ficou então em R$******* por roda ou R$******* reais no total e, da oficina, entrei em contato com a Vanessa para entender se vocês poderiam arcar com esse custo.

A Vanessa então me informou que este tipo de problema é considerado desgaste de uso e que provavelmente não cobririam em garantia, mas que caso fosse aprovado pela gerente em caráter de exceção, eu teria que levar a moto para vocês para que o serviço fosse feito por um parceiro credenciado da concessionária. ******* que a gerente estava em reunião e não conseguiria me atender no mesmo dia, nesse meio tempo eu fico arriscando minha vida?

Como se trata de um problema que envolve segurança, mandei fazer o serviço e inclusive tive que voltar para casa de uber uma vez que esse procedimento leva 2 dias. Solicitei então que a gerente Nanda arcasse com ao menos parte desse custo uma vez que não tive culpa alguma do ocorrido.

Gostaria de reiterar que ao falar com os técnicos e com a Vanessa do pós vendas, fui informado que serviços como balanceamento de rodas não era coberto pela garantia, por esse motivo busquei levar em uma oficina referência em rodas não só de SP, mas do país como um todo (inclusive me admira saber que, conforme dito pela Vanessa, vocês desconhecem o Alemão Pneus na av Santo Amaro).

Além disso, conforme áudio do Maurício que me foi enviado por whatsapp, me pediram para me deslocar até Sorocaba e deixar a moto para que fosse procurado o motivo do problema relatado, mas em momento algum me foi oferecido o suposto serviço leva e traz gratuito comentado posteriormente pela gerente em troca de e-mails, portanto, eu teria que colocar minha vida em risco durante mais de uma hora de estrada e ficar dias sem a moto por um problema que não foi criado por mim. Gostaria de entender então quem arcaria com os custos (materiais e morais) de um possível acidente?

Reforço que a moto apresentou o problema desde o primeiro dia, ou seja, o problema não foi criado por mim e, posso provar isso em um laudo do inmetro, uma vez que um suposto mal uso como um buraco não causaria um desalinhamento da roda como o que foi constatado pelo Alemão Pneus. Isso é característico de um defeito de fabricação!

Após algumas trocas de e-mails com a gerente do pós vendas, fui contatado pela Vanessa do pós vendas à qual buscou um acordo amigável me oferecendo a segunda revisão como "cortesia" (termo utilizado por ela"). Sinalizei a ela de forma educada que não achava justo uma vez que essa revisão tem o preço fixo de R$******* reais para o cliente, o que para eles não deve custar nem R$******* reais de custo, ou seja, 1/8 do custo que tive com o conserto (vide nota fiscal), fora os custos com deslocamento de uber e dias sem minha motocicleta 0km. Ao final da ligação, pedi a ela que a gerente entrasse em contato comigo e sinalizei que estava disponível a fazer um acordo que fosse mais justo.

No dia seguinte a gerente me ligou, esclareci novamente os pontos a ela e pedi que me ajudassem com a terceira revisão e não com a segunda, uma vez que o valor se aproxima mais do custo que tive. A terceira revisão tem um custo fixo próximo dos ******* reais ao cliente e acredito que seria mais justo para ambas as partes. Recebi então a negativa da Nanda (gerente) e me senti injustiçado. Busco então algum respaldo da Royal Enfield quanto ao gasto material que tive.

Obs: Possuo nota fiscal e laudo do serviço realizado, bem como vídeo comprovando rodagem disforme das rodas antes da realização do alinhamento e balanceamento.

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Resposta da empresa

23/01/2023 às 15:40

Em resposta a reclamação apresentada, a qual causou a empresa enorme surpresa, principalmente diante da boa relação comercial mantida com o cliente, a qual inclusive, foi motivo da manifestada satisfação por parte dele, cumpre esclarecer o quanto segue.

Como já exaustivamente esclarecido ao consumidor, a motocicleta por ele adquirida ainda se encontra no período de garantia e para que esta seja acionada é preciso que a avaliação seja realizada por uma concessionária ou oficina autorizada, ou seja, devidamente credenciada junto à fabricante, e por esse motivo o cliente, tão logo tenha relatado que o problema permanecia, foi orientado a retornar com o veículo para nova verificação.
Logo após sua saída de nossa oficina em 13/01, o cliente relatou ter notado que o problema ocorrera novamente, o que, como se poderá demonstrar pelas conversas mantidas entre e ele e o chefe da oficina, caso necessário, não condizia com o quanto por ele (técnico) apurado nos testes realizados, dentre eles, o uma vez que, o teste de rodagem completo, chegando a atingir com a motocicleta a velocidade de 140km/h, sem que a mesma chimasse, o que o levou a conclusão de que o problema estaria resolvido.

Contudo, mesmo ciente do problema, bem como, da disponibilidade da oficina em atendê-lo com a prontidão e urgência necessárias, optou o cliente por se deslocar até São Paulo com a motocicleta, na segunda feira (16/01), comunicando à fornecedora somente quando lá já se encontrava, e, requerendo que esta assumisse os custos dos serviços por ele contratados junto a uma oficina terceira, não autorizada pela fabricante.

Nesse momento, foi o consumidor devidamente orientado para que retornasse com o veículo ou o enviasse por meio de um guincho, se o caso, esclarecendo-lhe que serviços realizados por oficinas não autorizadas não seria cobertos pela garantia de fábrica, e, caso fossem realizados por profissionais não habilitados, poderiam ocasionar, inclusive a perda de tal benefício.
Prosseguiu-se explanando ao consumidor que possuindo a marca uma rede de concessionárias e oficinas credenciadas para proporcionar a seus clientes o melhor e mais rápido atendimento, não haveria cobertura da garantia a qualquer serviço realizado por outras oficinas.

Cumpre enfatizar que, ao contrário do alegado pelo cliente, em nenhum momento ficou ele sem o devido atendimento, quiçá sem receber informações sobre as opções para a solução de seu problema, ao invés, tão logo o problema foi relatado, profissionais efetivamente habilitados foram disponibilizados para o seu atendimento e realizaram os ajustes necessários, confirmando ao final, ter sido solucionado o problema com a realização do alhures mencionado, teste de rodagem.

E, repise-se, quando relatado que o problema permanecia, foi pedido ao cliente que retornasse imediatamente, disponibilizando-lhe atendimento de urgência.
Nesse sentido, inclusive importa observar que todos os profissionais colocados à disposição de nossos cliente, estão devidamente habilitados a constatar problemas como o da motocicleta do cliente, e imediatamente saná-los, ou, sendo necessário, acionar à fábrica, e, por tal motivo, é possível afirmar que a alegação de que o problema permanece, causou muita estranheza, ensejando, uma análise mais aprofundada do caso, o que seria feito com o retorno da motocicleta à nossa oficina.
Ocorre que, como já antes mencionado, embora ciente da ausência de cobertura para os serviços realizados em oficina fora da lista de credenciadas oferecidas pela fabricante, optou o cliente por autorizar a realização dos mesmos em oficina de sua escolha, e, conforme se constata pela Nota Fiscal anexada à presente reclamação, a mesma foi emitida em 19/01/*******, ou seja, dias após as orientações de nossos profissionais, o que reforça o fato de que o cliente poderia sim, ter retornada com a motocicleta para os devidos reparos, utilizando-se da garantia oferecida pela fábrica.

Aliás, cabe aqui um parêntese para ressaltar as falas do próprio cliente em sua reclamação:

Como ele mesmo me sinalizou que o balanceamento não era coberto por garantia e como tenho ciência de ser algo simples e barato, decidi levar a moto em um local especializado e, se fosse o caso, arcar com o custo

Em relação ao pedido de reembolso de suas despesas, também já era do conhecimento do cliente, não ser possível, pois não é permitido à concessionária ou à oficina autorizada, cobrir gastos com oficinas terceiras, uma vez que a fábrica oferece a devida garantia à motocicleta.

Ademais, se os serviços fossem realizados em nossa oficina os custos não ultrapassariam a importância de R$ *******,00, ou seja, muito inferior ao valor pago (R$ *******,00), o que também seria um forte empecilho para o pedido de reembolso. Novamente cabe aqui, enfatizar a fala do próprio cliente: se ele mesmo sabia que o valor médio de tal serviço era de R$ *******,00 (cem reais), nada justifica, ter ele concordado em pagar a importância de R$ *******,00 (oitocentos reais), a qual se mostra deveras excessiva.
Contudo, a fim de demonstrar a boa-fé desta empresa e, principalmente, no intuito de manter a ótima relação comercial havia com o cliente, foi-lhe oferecida como contrapartida, a cortesia da segunda revisão, a qual teria um custo semelhante ao que seria gasto para o alinhamento e balanceamento das rodas em nossa oficina, sendo certo que, qualquer valor acima disso, seria injustificado perante a fábrica.
Assim sendo, por qualquer ângulo que se analise as solicitações do cliente, não é possível fazer uso dos benefícios da garantia oferecida para a cobertura dos gastos por ele suportados com os serviços contratados com oficina não credenciada, nem tampouco, frise-se novamente, em valor tão superior ao praticado em nossa oficina.
Diante disso, restando devidamente demonstrada a ausência de falhas na prestação dos serviços oferecidos ao cliente, nos cabe apenas reiterar, não estarmos autorizados a reembolsar os valores por ele despendidos, por sua livre e espontânea vontade, restando-nos apenas a possibilidade de oferecer-lhe como cortesia a segunda revisão(reaperto geral e lubrificação) de forma gratuita.

Por fim, certos de termos prestado os devidos esclarecimentos, e, restando rechaçados todos os termos da presente reclamação, permanecemos à inteira disposição do cliente para continuar atendendo-lhe da melhor forma possível, mantendo a boa relação comercial e satisfação por ele manifestadas desde o momento em que nos procurou para a compra de nosso produto.