Experiência frustrante no Royal Palm Plaza: recreação infantil ruim, barulho excessivo e evento inadequado perturbam descanso familiar.

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São Paulo - SP
08/01/2026 às 08:45
ID: 237013873
Sou hóspede frequente do Royal Palm Plaza e registro aqui minha reclamação referente a uma hospedagem de três dias realizada recentemente durante período de férias. Justamente por já conhecer o hotel e seu histórico, a frustração foi ainda maior, pois a experiência ficou muito aquém do padrão que sempre associei à marca.
Começo destacando os pontos positivos, que seguem consistentes: cordialidade dos funcionários, sempre educados e solícitos, além da limpeza e manutenção das áreas comuns. O café da manhã também permanece como um diferencial.
Infelizmente, os problemas enfrentados foram graves e comprometeram completamente a proposta de descanso e ambiente familiar que o hotel divulga.
A recreação infantil para crianças de 3 a 6 anos foi péssima. Os monitores demonstraram falta de afeto, envolvimento e estímulo, com atividades repetitivas e pouco motivadoras. Para crianças de 7 a 12 anos, a recreação funcionou bem, o que evidencia uma falha específica no atendimento aos menores.
Fui acomodada em um quarto conjugado, mesmo sem utilização do quarto ao lado. O isolamento acústico é extremamente ruim e, aliado à posição invertida das camas, permitia a passagem de luz pela fresta da porta, incidindo diretamente no rosto durante toda a noite. A alimentação ao longo da estadia foi muito semelhante, com pouca variedade. As piscinas, diferentemente do padrão habitual do hotel, não estavam aquecidas.
O ponto mais crítico foi a realização de um evento exclusivamente masculino, com hóspedes majoritariamente jovens e consumo excessivo de bebidas alcoólicas, inclusive com garrafas de vidro levadas para a área da piscina, o que representa risco evidente à segurança. O uso das áreas comuns tornou-se impraticável, com gritaria, cantorias e [Editado pelo Reclame Aqui] constantes.
Durante toda a madrugada houve barulho intenso nos corredores. A segurança foi acionada diversas vezes e, às 2h15, foi realizado registro de reclamação via telefone, atendido pela Sra. Dayane. Ainda assim, nenhuma medida efetiva foi adotada, e uma das festas se estendeu até aproximadamente 6h da manhã, resultando em noite de sono completamente perdida. Mesmo após isso, a partir das 7h, carrinhos de serviço passaram a circular pelos corredores com barulho extremamente alto, inviabilizando qualquer tentativa de descanso.
Após esse episódio, minha esposa e minha filha se recusaram a retornar à piscina, assim como diversos outros hóspedes, que passaram a evitar as áreas comuns. A indignação geral era evidente.
Em conversa com a gerência, fui informada de que o combinado com o evento seria a entrada dos participantes a partir das 17h, com saída para o local do evento às 18h, mas não foi previsto que chegariam antes. Enquanto os participantes ocuparam antecipadamente as áreas comuns, nós, hóspedes frequentes, sequer conseguimos acessar os quartos antes do horário oficial de check-in.
Chama atenção a incoerência na gestão: o hotel demonstra rigor para regulamentar horários de check-in e check-out e para cobrar taxa de rolha nos restaurantes, mas não aplica a mesma firmeza para coibir excessos de uma maioria que compromete a experiência dos demais hóspedes. Não se trata de ser ou não democrático, mas de respeito ao espaço coletivo.
O Royal Palm Plaza vende uma proposta clara de hotel voltado ao descanso familiar. Incluir, em plena alta temporada, um evento com esse perfil foge completamente do que é apresentado no marketing e nas redes sociais.
Ressalto que estou anexando algumas imagens retiradas das redes sociais oficiais do hotel, que mostram um ambiente completamente diferente daquele vivenciado nos dias em questão. Durante o período do ocorrido, também foram feitas postagens pelo hotel, porém nenhuma delas retrata a realidade enfrentada pelos hóspedes. Gostaria de entender por qual motivo essa realidade não é mostrada, considerando que existem registros claros de como o ambiente realmente se encontrava.
Minha reclamação não é isolada; há outros relatos semelhantes de hóspedes. Não anexarei fotos feitas por mim ou por terceiros durante o evento por respeito à privacidade dos demais hóspedes, mas os fatos relatados podem ser facilmente confirmados internamente.
Ressalto ainda que o dano causado não é apenas material. Muitas vezes, o dano imaterial é muito maior, pois envolve tempo, expectativa e qualidade de vida. Hoje, tempo não tem preço. Imagine uma família que enfrenta um ano conturbado, consegue separar poucos dias de férias para descansar e acaba vivenciando mais estresse, frustração e constrangimento do que prazer.
Aguardo posicionamento formal do hotel e esclarecimento sobre quais medidas serão adotadas para que situações como essa não se repitam, especialmente em períodos de alta temporada.