Agressão, ameaças e omissão de segurança em festa de formatura

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Campinas - SP

09/08/2026 às 09:42

ID: 255984637

RECLAMAÇÃO FORMAL AGRESSÃO, AMEAÇAS E OMISSÃO DE SEGURANÇA EM EVENTO DE FORMATURA

Venho, por meio desta, manifestar minha profunda indignação, revolta e sentimento de injustiça diante dos gravíssimos acontecimentos ocorridos durante a festa de formatura do curso de Odontologia da UNIP unidade Alphaville.

O que deveria ser uma noite de celebração e realização de um sonho acadêmico tornou-se uma situação de violência, humilhação, ameaças e extremo medo, envolvendo não apenas alunos do próprio curso, mas também profissionais responsáveis pela segurança do evento.

O evento contou com alunos de três turmas do curso de Odontologia, sendo que a comissão de formatura contratou a empresa RUB Formaturas, CNPJ n 20.018.183/0001-80, responsável, entre outras funções, pela segurança e organização do evento.

Durante a festa, fui agredida por diversos homens, estudantes do próprio curso de Odontologia, em uma situação na qual me senti completamente intimidada, coagida e sem qualquer proteção.

A situação teve início após um dos alunos envolvidos no tumulto apontar o dedo para o rosto do meu marido, em uma atitude claramente intimidatória e provocativa. Diante disso, fui tentar defendê-lo, pois naquele momento me senti oprimida, ameaçada e em situação de risco.

A partir de então, a situação se agravou. Fui cercada e agredida por homens, enquanto deveria existir uma equipe de segurança justamente para impedir que situações como essa acontecessem.

O que torna o episódio ainda mais grave é a conduta de um dos seguranças contratados para o evento. Esse homem afirmou ser polícia e polícia civil, utilizando essa suposta condição para nos intimidar. Em determinado momento, afirmou que iria nos espancar e agredir de todas as formas, além de fazer menções à arma que portava.

Mesmo após eu já ter sido agredida, esse segurança determinou que eu e meu marido deixássemos imediatamente o local, utilizando inclusive a expressão meio dentista, em uma atitude extremamente humilhante e desrespeitosa.

Não bastasse toda a violência que já havia ocorrido, o segurança que dizia ser policial civil seguiu a mim e ao meu marido para fora do local, continuando as ameaças e intimidações.

Em seguida, esse mesmo homem desferiu um soco no rosto do meu marido, causando ferimentos.

Durante todo esse episódio, diante do medo e da gravidade da situação, liguei diversas vezes para a Polícia Militar, aproximadamente entre três e quatro vezes, buscando ajuda e proteção, enquanto o indivíduo que se apresentava como policial civil continuava nos ameaçando, dizendo que iria nos agredir e, segundo minha percepção, levando a mão à arma em diversas ocasiões.

É inadmissível que uma pessoa contratada para exercer a função de segurança em um evento de formatura, cuja obrigação deveria ser proteger e garantir a integridade física dos participantes, tenha adotado uma postura de ameaça, intimidação e violência contra mim e meu marido.

Nós fomos tratados como se fôssemos os responsáveis pelo conflito, quando, na realidade, fomos vítimas de agressões, ameaças e constrangimentos.

O sentimento que fica é de completa injustiça e abandono. Confiamos que estaríamos em um ambiente seguro, especialmente por se tratar de uma festa de formatura organizada por uma comissão de estudantes e por uma empresa especializada. No entanto, o que recebemos foi violência justamente daqueles que deveriam garantir nossa segurança.

Não aceito que esse episódio seja simplesmente ignorado ou tratado como um mero desentendimento entre participantes de uma festa.

Houve agressão física. Houve ameaça. Houve intimidação. Houve violência contra mim e contra meu marido. Houve um homem que se apresentou como policial e utilizou essa alegação para nos intimidar, inclusive fazendo menções à arma. E houve um soco desferido contra o rosto do meu marido.

Quero deixar claro que não estou buscando conflito, estou buscando JUSTIÇA.

Exijo que os fatos sejam devidamente apurados, que sejam identificados os alunos envolvidos, os profissionais de segurança presentes no evento e, especialmente, o indivíduo que se apresentou como policial civil, bem como que sejam verificadas as circunstâncias envolvendo a suposta arma e todas as ameaças realizadas.

Solicito ainda a preservação e disponibilização das imagens das câmeras de segurança do evento, registros da equipe de segurança, identificação dos profissionais contratados, eventuais relatórios de ocorrência e demais provas que possam contribuir para esclarecer integralmente o ocorrido.

Também considero indispensável que a empresa RUB Formaturas CNPJ n 20.018.183/0001-80, bem como a comissão responsável pela contratação e organização do evento, prestem esclarecimentos formais sobre o ocorrido e sobre quais providências foram tomadas diante das agressões.

O que aconteceu não pode ser normalizado.

Uma festa de formatura deveria representar a conclusão de anos de esforço, dedicação e estudo. Em vez disso, fui agredida, humilhada e ameaçada, e meu marido também foi fisicamente agredido.

Não vou aceitar que a violência sofrida por nós seja minimizada, omitida ou colocada na conta de um simples desentendimento.

Quero que os responsáveis sejam identificados e que todas as medidas cabíveis sejam tomadas para que esse episódio seja devidamente investigado e para que situações semelhantes não voltem a acontecer.

Eu fui vítima. Meu marido foi vítima. E nós queremos justiça.

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