Suspeita de [Editado pelo Reclame Aqui]: Cobrança abusiva e serviço de desentupimento não autorizado

Não respondida
São Paulo - SP
11/03/2026 às 11:51
ID: 242960611
Relato para Boletim de Ocorrência Suspeita de [Editado pelo Reclame Aqui] / [Editado pelo Reclame Aqui]
Recebi contato do meu inquilino, Sr. Felipe, que havia acabado de se mudar para um imóvel de minha propriedade localizado na cidade de Bragança Paulista/SP. Ele me informou que o ralo do lavabo estava transbordando e que naquele momento estavam sendo instalados móveis no local, havendo risco de molhar e danificar os itens.
Diante da urgência, informei que tomaria providências e realizei uma busca no Google por empresas desentupidoras na cidade de Bragança Paulista. Encontrei o contato de uma empresa denominada Higitec, para a qual liguei. A atendente anotou meus dados e informou que um técnico iria ao local em aproximadamente 40 minutos para avaliar o problema e apresentar um orçamento, ressaltando que, caso o orçamento não fosse aprovado, não haveria qualquer cobrança.
Cerca de 20 minutos depois, recebi ligação de um técnico chamado Allan, informando que só conseguiria chegar ao local em aproximadamente duas horas e meia. Informei a ele que a empresa havia me passado outra orientação quanto ao prazo. Ele respondeu que aquela era a nova orientação e que eu deveria aguardar, alegando que a central apenas repassava os chamados e não conhecia a prática do mercado.
Diante disso, informei que retornaria à empresa para solicitar um técnico da região. Ele respondeu que era o único técnico da região e pediu que eu aguardasse cinco minutos, pois entraria em contato com a empresa para informar que eu não concordava com os novos termos.
Como a situação era urgente, realizei nova busca no Google por desentupidora em Bragança Paulista e entrei em contato com a empresa Desentupidora Bragança P 24 Horas, que informou que poderia chegar ao local em cerca de 20 minutos. Eles solicitaram informações sobre o ocorrido e pediram que eu enviasse um vídeo do problema. Informei que o imóvel ficava em Bragança Paulista, que meu inquilino estava no local e que eu me encontrava na cidade de Socorro/SP. Encaminhei um vídeo enviado pelo meu inquilino, forneci os dados do imóvel e informei que haveria pessoas no local até aproximadamente às 17h. A empresa confirmou que o atendimento estava agendado em rota.
Às 17h27, recebi ligação de um técnico identificado como Maicon, informando que estava no local e que o problema era um ralo entupido. Ele explicou que seria realizado um serviço utilizando cabo e água injetora. Informou que o valor seria de R$ 289,00 por metro, e que provavelmente seriam necessários no máximo 1 metro ou 1 metro e meio para resolver o problema. Perguntei como seria definido o valor final, e ele reiterou que dificilmente passaria de 1,5 metro, além de informar que o serviço teria garantia de 3 meses.
Perguntei novamente se poderia ultrapassar esse limite, e ele respondeu que poderia, mas que seria no máximo até cerca de 1,5 metro. Diante dessas informações, autorizei a realização do serviço.
Após algum tempo, o técnico enviou mensagem perguntando se havia uma caixa de esgoto no imóvel e onde ela se localizava. Ele enviou um vídeo para confirmar o local e informou que seria necessário abri-la. Autorizei o procedimento.
Por volta das 20h, o técnico entrou em contato informando que o serviço havia sido concluído e que haviam sido utilizados 40 metros de cabo, totalizando um valor de aproximadamente R$ 11.000,00.
Fiquei extremamente surpresa e questionei como aquele valor havia sido alcançado, pois o combinado inicialmente era de cerca de 1 metro a 1,5 metro de serviço. O técnico respondeu que o serviço havia sido mais difícil do que o esperado e que precisaram passar 20 metros para ir e 20 metros para voltar, justificando assim o valor apresentado.
Informei que jamais teria autorizado o serviço nesses termos, caso tivesse sido informada previamente sobre um valor dessa magnitude. Solicitei então o telefone do responsável pela empresa para tratar da situação.
O técnico disse que entraria em contato com seu supervisor para verificar a possibilidade de um desconto. Informei que não se tratava de desconto, mas sim de uma cobrança incompatível com o que havia sido previamente informado e autorizado.
Posteriormente, um indivíduo identificado como Rafael, que se apresentou como supervisor, entrou em contato. Ele afirmou que o serviço havia sido executado e que, caso eu não efetuasse o pagamento, o valor seria cobrado do meu inquilino, que estava no imóvel. Informou ainda que poderia conceder um desconto de cerca de 30%, reduzindo o valor para aproximadamente R$ 7.000,00.
Reiterei que não havia autorizado qualquer serviço nesse valor e que jamais concordaria com algo dessa natureza sem orçamento prévio claro. Solicitei o endereço da empresa e o CNPJ, pois pretendia verificar as informações e buscar orientação.
Durante a conversa, o referido supervisor insistiu que os técnicos precisavam receber e voltou a afirmar que, caso eu não pagasse, a cobrança seria direcionada ao meu inquilino, alegando que havia um laudo em nome dele. Considerei essa conduta como [Editado pelo Reclame Aqui] e tentativa de [Editado pelo Reclame Aqui], uma vez que meu inquilino não contratou qualquer serviço.
Após desligar, fui informada pelo meu inquilino de que o supervisor disse que não falaria mais comigo e que só trataria do assunto se eu tivesse algum marido para falar com ele, o que considerei uma atitude desrespeitosa.
Solicitamos novamente o endereço e o CNPJ da empresa, porém as informações eram contraditórias: em um momento disseram que a empresa ficava em Campinas/SP e, posteriormente, afirmaram que ficava no Rio Grande do Sul, sem fornecer dados concretos.
Foi informado ainda que seria emitida nota fiscal e cobrança em nome do meu inquilino, o que ele prontamente recusou, pois não realizou qualquer contratação ou negociação, tendo apenas acompanhado a presença dos técnicos no imóvel.
Na manhã seguinte, por volta das 7h, o mesmo indivíduo voltou a entrar em contato insistindo na cobrança e reiterando que emitiria a nota fiscal em nome do meu inquilino caso o pagamento não fosse realizado.
Diante da situação, informei que registraria Boletim de Ocorrência, além de buscar orientação junto ao Procon e outros órgãos competentes, por entender que fui vítima de prática abusiva, possível [Editado pelo Reclame Aqui] e tentativa de [Editado pelo Reclame Aqui] para pagamento de valor indevido.
Após isso, bloqueei o contato, porém meu inquilino continuou recebendo mensagens insistindo na cobrança.
Diante de todos os fatos narrados, compareço à delegacia para registrar ocorrência e solicitar apuração dos fatos, por entender tratar-se de possível [Editado pelo Reclame Aqui], cobrança abusiva e tentativa de [Editado pelo Reclame Aqui]