Repelente Exposis Não Funciona Com Aedes Aegypti

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Uberlândia - MG

17/01/2016 às 20:41

ID: 16368156

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Passei uma semana na casa dos pais no interior de MG, e utilizei repelente Exposis TODOS OS DIAS pela manhã e à tarde, por volta de 7h e depois por volta de 15h, buscando proteger de vários insetos Aedes Aegypti que picam na região. Acontece que meu filho de 5 anos foi picado TODOS OS DIAS por volta de 9h da manhã, justamente na planta do pé, lugar onde passamos até com exagero o produto.



Além disso, mantive repelente elétrico SBP Líquido ligado na intensidade máxima 24h no local. Trata-se de uma sala de cerca de 10m², temperatura por volta dos 34º entre o Natal de Ano-novo últimos (******* p/ *******).



E a criança não estava suada e posso garantir que o produto foi passado com generosidade.



Sei que trata-se do mosquito Aedes Aegypti, pois pesquisei na Internet as diferenças entre eles, e analisei com uma lupa as listras nas patas e no tórax.



O que me parece óbvio é que o mosquito, pelo menos na região citada, adquiriu resistência tanto ao produto Exposis quanto ao SBP elétrico líquido. Ou os fabricantes das duas empresas estão vendendo gato por lebre.



A única coisa que ainda funcionou para combater o mosquito foi o inseticida: SBP e Raid. O problema é que eu teria que dedetizar a casa diariamente.



E não adianta nenhuma das empresas me ligar pra trocar o produto, como se fosse um problema de controle de qualidade. Esto cadastrando isso aqui para alertar quem visualizar, de que o mosquito não pode ser combatido com os repelentes vendidos no mercado.



Qualquer informação de que os produtos tenham sido desenvolvidos e testados com quantas comunidades científicas forem, será mais válido que a observação prática da ineficiência.



Sinto muito.



OBS: Não encontrei repelente na lista de categorias/produtos aqui no site, nem o tipo de reclamação, então selecionei qualquer um. Fique uma reclamação ao próprio ReclameAqui também.

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Resposta da empresa

18/01/2016 às 14:27

Prezado Sr. Andre,



Em primeiro lugar agradecemos imensamente seu contato através de nosso Sac. Só com relatos como o seu é que podemos melhorar nossos produtos e serviços.



Nosso trabalho se baseia em evidências médicas, ou seja, desenvolvemos nossos produtos obedecendo aquilo que a ciência determina como mais seguro e eficaz possível.



Por este motivo escolhemos a icaridina como princípio ativo de nossos repelentes, nas concentrações entre 20 e 25% e sem perfume na fórmula. Aprovado pela ANVISA com proteção de até 10 horas.



Entretanto, são inúmeras variáveis que podem contribuir para a eficácia de qualquer medida de proteção.



Desde a aplicação adequada do produto quanto sua fabricação e condições de armazenagem e transporte.



Qualquer alteração em algum desses processos pode contribuir para alterar a eficácia dos repelentes.



Sobre a aplicação, temos alguns questões que podem ser observadas:



- aplicação generosa do produto a tendência natural é aplicar menos que o necessário.

- aplicação homogênea: a eficácia dos repelentes se limita a 4 centímetros. Uma aplicação no rosto não protege a nuca, por exemplo.

- repetitivamente: deve se aplicar o repelente sempre que necessário e quando se molhar ou tomar banho.

- não aplicar na pele que será coberta pelas roupas: repelentes evaporam. Cobrir a pele com repelente aplicado impede a evaporação. Deve-se, portanto, aplicar o repelente (spray) na face externa das roupas já que, segundo a literatura, aproximadamente 40% das picadas ocorrem através das roupas.



Outra questão do uso é durante o sono. Os repelentes de insetos não são recomendados pela literatura médica para a proteção durante a noite enquanto a criança ou mesmo o adulto dormem.

Repelentes DEVEM evaporar, para manter uma nuvem em volta da área aplicada. Aplicar o repelente e cobrir a criança impede essa evaporação.

Além disso, o próprio atrito dos lençóis e cobertas retira o produto da pele tornando-o ineficaz.



A literatura médica indica o uso de outras medidas de proteção como: uso de mosquiteiros, inseticidas de tomada.



Observador essas recomendações, devemos investigar as outras etapas do processo:



1) Fabricação: o que pode variar no processo de fabricação é o teor de ativo, ou seja, a concentração da substância repelente. Todos os lotes passam por um controle de qualidade com testes de teor de ativo. Se houver qualquer alteração, para mais ou para menos, o produto não é aprovado para venda.



2) Armazenagem e transporte: todas as etapas de armazenagem e transporte são monitoradas por nós, mesmo das empresas prestadoras de serviços que devem ter autorização para o trabalho com produtos cosméticos.



Para rastrearmos todo esse caminho, é necessário que você nos informe o lote e data de fabricação do produto que usou.





Mais uma vez, agradecemos o envio das suas informações e aguardamos as informações para rastrearmos o produto.





Qualquer dúvida estamos à disposição.



Cordialmente,



Equipe Osler do Brasil

Tel: *******

*******

Réplica do consumidor

18/01/2016 às 20:47

Bom, a eficácia no caso foi a zero. Deixe-me acrescentar mais detalhes ao cenário: a criança acordava todos os dias por volta de 7h. Após sair do quarto ia para o sofá de courino/napa da sala, onde o repelente elétrico SBP já ficava 24h na potência máxima (comprei vários e espalhei pela casa no Natal). Ali mesmo, após a aplicação de MUITO repelente, em especial nas pernas e pés, os mosquitos picavam todos os dias por volta de 9h. Levantava um pequeno calombo. Sabemos que o Aedes tem anestésico na saliva, portanto não é sempre nem em qualquer pessoa que ocorre essa reação, mas pude pegar alguns flagrantes de picadas e após matar o mosquito com a mão, verifiquei com lupa se tratar do Aedes Aegypti. Inclusive, na nossa região (triângulo mineiro) nunca mais vemos o já antigo Culex, todos que verificamos são Aedes Aegypti (o que mais me preocupa). Não é esse mosquito que sofre constantes mutações e readaptações, inclusive já resiste a outros tipos de inseticidas, como o fumacê dos municípios? As picadas ocorriam sempre por volta de 9h (ou algo entre 8h e 10h).

2 frascos já foram para o lixo. Sobraram 2 aqui. 1 Extreme (preto) e 2 Infantil (amarelo). Os que já descartamos após o fim, foram dos 2 modelos, comprados com diferença de cerca de 1 mês.
Dos que estão ainda aqui, o Extreme está com lote e fabricação ilegíveis, parece que borraram. Só consegui interpretar os últimos dígitos do lote,A5 e a fabricação só consegui (embora não com certeza) ver mês 10 ou 11 do ano de *******.
Os 2 Infantil são do mesmo lote: ******* B5 e fabricação 09/12/*******. Todos foram comprados na farmácia Drogasil (em lojas de Uberlândia e Ituiutaba).

E todos (inclusive os já descartados) foram comprados em Dezembro, após a explosão de procura e filas de espera nas farmácias.

Eu já comprava desde o início da distribuição, antes da maioria das pessoas saber da existência do produto. Mas como a esposa está grávida, tive que intensificar o uso para a família toda, o que me levou a comprar um atrás do outro (filas de espera) no final do ano. Afinal, todos da família usando 2x por dia, o produto acaba rápido.

Detalhe: utilizamos o spray a cerca de 10cm da pele, acreditamos ser uma distância suficente, certo? Notei inclusive que o modelo em gel não conseguimos encontrar, imaginei que a fábrica estaria num regime de contingência fabricando apenas o modelo mais usado, spray.

Aproveito pra sugerir, caso o produto ainda seja eficiente de alguma forma, a comercialização de uma versão aerosol, uma vez que o spray atual gera certa dificuldade de aplicação conforme o ângulo e a parte do corpo.

Réplica da empresa

22/01/2016 às 10:49

Prezado Sr. André,



Conforme contato telefônico com o cliente já foi esclarecido o ocorrido.



Se o senhor tiver mais alguma dúvida estamos à disposição através de nosso Sac: ******* ou pelo telefone: 0*******.



Cordialmente,



Equipe Osler

Consideração final do consumidor

15/06/2016 às 21:00

como ninguém na empresa entendeu por que o repelente não funcionava na ocasião, a sugestão foi aplicar o repelente spray na mão e então passar na pele, a suspeita é que a aplicação a alguns centímetros que eu fazia não estaria sendo suficiente. bom, nada prático borrifar o spray na mão e aplicar, então comprei a versão GEL, que inclusive não tem o problema da inalação (que faz a gente tossir) ou da bombinha ficar falhando. sigo usando o GEL, embora nunca mais estive na cidade/local que relatei. talvez no final desse ano, com nova infestação de mosquitos eu possa verificar a eficência do GEL sob condições extremas.

O problema foi resolvido?

Reclamação resolvida

Resolvido

Voltaria a fazer negócio

Sim

Nota do atendimento

5