atendimento na emergência

Não resolvido
Rio de Janeiro - RJ
27/07/2026 às 17:59
ID: 254966039
Reclamação sobre atendimento na emergência do Hospital Base SAMOC Casa de Saúde São João de Deus
Assunto: Reclamação sobre atendimento na emergência do Hospital Base SAMOC Casa de Saúde São João de Deus
Boa tarde.
Venho, por meio desta, registrar uma reclamação formal sobre o atendimento prestado à minha avó, titular do plano de saúde SAMOC, na emergência do Hospital Base SAMOC Casa de Saúde São João de Deus, no dia 25/07, em razão da precariedade da assistência recebida.
Demos entrada na unidade às 17h48, pois minha avó, idosa, apresentava um quadro de hipertensão arterial, com pressão aferida em 17x10, situação que, diante de sua idade e histórico de saúde, nos preocupava e justificava a busca por atendimento de urgência.
Após um longo período de espera, ela foi atendida por uma médica que, ao avaliar o caso, afirmou que pacientes com hipertensão não deveriam procurar o hospital de emergência. Tal posicionamento causou estranheza, considerando o quadro clínico apresentado. Foi administrada uma medicação e orientado que aguardássemos uma hora para nova aferição da pressão arterial.
Seguimos rigorosamente as orientações. No entanto, durante esse período ocorreu a troca de plantão e a situação se tornou ainda mais grave. A nova aferição da pressão, que deveria ocorrer após uma hora, demorou mais de duas horas para acontecer. Nesse momento, descobrimos que havia apenas um médico e uma enfermeira responsáveis por todo o complexo hospitalar, incluindo o atendimento da emergência e dos pacientes internados.
Considero inadmissível que um hospital desse porte funcione com um quadro de profissionais tão reduzido durante o plantão noturno. Humanamente, é impossível que um único médico consiga prestar assistência adequada aos pacientes da emergência e, simultaneamente, atender todas as intercorrências dos pacientes internados.
Durante boa parte do tempo, o médico e a enfermeira estavam dedicados ao atendimento de um paciente internado em estado grave, enquanto minha avó e diversos outros idosos permaneciam aguardando atendimento, sem qualquer previsão. Em nenhum momento atribuo a responsabilidade aos profissionais que estavam de plantão. Pelo contrário, o médico demonstrou competência, atenção e dedicação, fazendo o possível diante das limitações impostas pela falta de estrutura e de recursos humanos.
Quando finalmente conseguiu reavaliar minha avó, administrou nova medicação, prescreveu comprimidos e solicitou que permanecêssemos por mais uma hora para nova aferição da pressão arterial. Assim, uma paciente idosa, com quadro de hipertensão, permaneceu por mais de três horas aguardando, enquanto o médico era constantemente chamado para atender outras ocorrências no hospital.
Além da evidente insuficiência de profissionais, a unidade apresentava condições estruturais incompatíveis com um hospital da rede privada. Como exemplo, sequer havia papel higiênico nos banheiros destinados aos pacientes e acompanhantes, demonstrando falta de itens básicos de atendimento e higiene.
Ao todo, permanecemos na unidade das 17h48 até aproximadamente 1h15 da manhã, ou seja, mais de sete horas de permanência para um atendimento relacionado a um quadro hipertensivo, marcado por longas esperas, falta de organização e evidente sobrecarga da equipe assistencial.
Registro esta manifestação não apenas em defesa da minha avó, mas também em respeito aos demais pacientes e aos próprios profissionais de saúde, que trabalham em condições claramente insuficientes para oferecer um atendimento digno e seguro.
Diante dos fatos narrados, solicito que esta Ouvidoria apure rigorosamente o ocorrido e adote as providências cabíveis, especialmente no que diz respeito:
À revisão da escala de plantão da emergência, com aumento do número de médicos e profissionais de enfermagem, principalmente no período noturno;
À verificação das condições estruturais da unidade, garantindo o fornecimento de materiais básicos de higiene e atendimento;
À adoção de medidas que assegurem atendimento digno, seguro e humanizado aos beneficiários do plano de saúde.
Solicito, ainda, um posicionamento formal desta Ouvidoria informando as providências que serão adotadas para que situações como essa não voltem a ocorrer.
Atenciosamente,
Andressa Fernandes
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[titular do plano : ***** numero da carteirinha : *****
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Resposta da empresa
31/07/2026 às 14:32
Prezada Sra. Andressa,
Compreendemos a sua preocupação e lamentamos os transtornos relatados durante o atendimento de sua avó.
Após análise preliminar, verificamos que a Sra. Maria Aparecida foi acolhida, avaliada pela equipe médica, medicada e permaneceu em observação, conforme sua condição clínica. Informamos que, durante o atendimento, tivemos que priorizar os pacientes com maior gravidade, seguindo os protocolos de classificação de risco adotados em serviços de urgência e emergência.
Os pontos relatados em sua manifestação foram encaminhados às áreas responsáveis, para avaliação e acompanhamento. Os registros serão utilizados como oportunidade de melhoria, visando a aperfeiçoamento contínuo da assistência e da estrutura oferecida aos nossos pacientes e familiares.
Agradecemos os seus apontamentos e nos colocamos à disposição para mais informações.
Atenciosamente,
Flavia Silva
Ouvidoria Casa de Saúde São João de Deus.
Consideração final do consumidor
31/07/2026 às 16:20
[Editado pelo Reclame Aqui]
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
1