Alerta sobre possível conflito de interesses e uso indevido de informações estratégicas envolvendo a ALUGAI e Sanchez Brasil

Reclamação em réplica

Em réplica

Reclamar dessa empresa

Hortolândia - SP

21/01/2026 às 13:41

ID: 238375943

Registro este alerta público diante de um cenário extremamente preocupante do ponto de vista estratégico, ético e concorrencial, envolvendo a empresa ALUGAI e a agência Sanchez Brasil.

A empresa ALUGAI, criada por ex-colaborador estratégico, encontra-se formalmente constituída (CNPJ) no mesmo endereço físico da agência Sanchez Brasil, operando dentro de sua estrutura.

Esse fato, por si só, já representa um risco relevante. Contudo, o contexto torna a situação ainda mais grave, considerando que:

A agência Sanchez Brasil atuou diretamente por anos na empresa anterior onde esse ex-colaborador exercia função estratégica
Teve acesso amplo a informações estratégicas, dados sensíveis, estrutura interna, processos e fragilidades do negócio
O ex-colaborador envolvido possuía acesso privilegiado e poder de influência operacional

A criação de uma empresa substancialmente similar, operando dentro da mesma agência que detinha informações confidenciais, configura um cenário de altíssimo risco, especialmente no que se refere a:

Confidencialidade
Proteção de informações sigilosas
Ética profissional
Lealdade nas relações comerciais

Ainda que não haja transparência suficiente sobre a relação societária entre as partes, a estrutura adotada, a sobreposição operacional e o compartilhamento de endereço geram preocupação legítima quanto à existência de interesses comuns e ao possível uso indevido de conhecimento estratégico obtido em relações profissionais anteriores.

Diante desse contexto, deixo este registro como alerta ao mercado, para que empresas e consumidores avaliem com extrema cautela antes de se vincularem à empresa ALUGAI ou à agência envolvida.

Compartilhe

Resposta da empresa

21/01/2026 às 14:59

A Sanchez esclarece que repudia integralmente as acusações apresentadas, as quais são genéricas, desprovidas de lastro probatório e já se encontram sendo discutidas no âmbito judicial com a empresa IMOVPAGO e seus representantes legais, onde os fatos vêm sendo analisados com base em documentos e na legislação aplicável.

A Sanchez sempre atuou de forma ética, profissional e dentro dos limites contratuais, não tendo jamais compartilhado, utilizado ou repassado informações estratégicas, operacionais ou confidenciais de qualquer cliente, tampouco participado de estruturação, operação ou gestão de empresas concorrentes, atuando unicamente dentro do seu ramo de expertise - comunicação.

Esclarece-se, ainda, que não existe cláusula contratual de exclusividade, tampouco qualquer vedação legal que impeça uma agência de comunicação de atender empresas de um mesmo segmento, desde que respeitados os deveres de confidencialidade os quais sempre foram rigorosamente observados.

As alegações de conflito de interesses, uso indevido de informações ou participação em empresa concorrente não são acompanhadas de qualquer prova concreta, como documentos, comunicações, contratos ou demonstração de dano efetivo, permanecendo, portanto, no campo da mera especulação.

A Sanchez permanece à disposição para esclarecimentos objetivos, sempre pautada pela verdade dos fatos, pela ética profissional e pelo respeito às instituições.

Réplica do consumidor

21/01/2026 às 19:56

A resposta apresentada pela Sanchez Brasil concentra-se em negar intenções e qualificar o alerta como genérico ou especulativo, sem enfrentar o ponto central do registro: o risco objetivo gerado pela convergência de pessoas, estruturas, histórico de atuação e endereço operacional.

Cabe esclarecer, inclusive para correta informação do mercado, que a iniciativa de ingresso da ação judicial mencionada partiu da empresa IMOVPAGO, e não o contrário. A referência à existência de discussão judicial não altera os fatos objetivos aqui descritos, tampouco descaracteriza o direito e o dever de alerta preventivo.

Este registro não afirma, em nenhum momento, que exista decisão judicial reconhecendo uso indevido de informações ou ilicitude formal. O que se aponta é um cenário de risco concreto e verificável, que qualquer empresário diligente deve considerar antes de se vincular comercialmente.

São fatos objetivos:
a empresa ALUGAI foi criada por ex-colaborador estratégico de empresa do mesmo segmento;
a agência Sanchez Brasil atuou por anos diretamente nessa empresa anterior, com acesso amplo à sua estrutura, processos e informações sensíveis;
a nova empresa passou a operar no mesmo endereço físico da agência, dentro de sua estrutura.

Independentemente da existência ou não de cláusula contratual de exclusividade ponto que não foi objeto deste alerta , a situação descrita ultrapassa o debate jurídico formal e se insere no campo da governança, ética concorrencial, prevenção de conflitos de interesse e gestão de risco.

Empresas responsáveis sabem que:
confidencialidade não se avalia apenas por contratos, mas também por ambiente, proximidade e segregação operacional;
a ausência de decisão judicial não elimina a necessidade de cautela preventiva;
alertas de mercado existem justamente para permitir avaliação antes que eventuais danos se materializem.

O fato de haver discussão judicial em curso proposta pela IMOVPAGO apenas reforça a sensibilidade e relevância do tema. Este registro não busca imputar culpa, mas informar o mercado sobre um contexto que exige diligência ampliada.

Reitero, portanto, que este alerta permanece válido enquanto os fatos objetivos históricos, estruturais e operacionais assim o forem. Cabe a cada empresa, parceiro ou consumidor avaliar, com seus assessores jurídicos e de compliance, se a estrutura apresentada transmite o nível de segurança, independência e governança esperados.