Vistorias Reprovadas desfavorável ao cliente, reformas superfaturadas para primeira locação.

Não resolvido
Contagem - MG
19/01/2026 às 23:08
ID: 238192141
Vistorias que nunca aprovam, pintura superfaturada e pressão psicológica ao inquilino
Estou profundamente indignado com a forma como a SANCRUZA CONSULTORIA IMOBILIÁRIA conduziu a entrega do apartamento que eu ocupava em Contagem/MG, pois o que deveria ser um procedimento técnico e transparente se transformou em um processo desgastante, injusto e claramente desequilibrado contra o consumidor.
Foram realizadas duas vistorias de saída, em 05/01/2026 e 13/01/2026, ambas reprovadas por critérios extremamente subjetivos, sempre relacionados à pintura: falhas, necessidade de outra demão, manchas de uso. Em nenhuma delas há apontamento de dano estrutural, deterioração grave ou algo que extrapole desgaste natural, o que inclusive é protegido pela Lei do Inquilinato.
Mesmo assim, parece que nada nunca está bom. As vistorias simplesmente não passam. Sempre há um novo detalhe, um novo crivo, uma nova exigência. Isso levanta um questionamento inevitável:
Me pergunto, quantas vistorias essa imobiliária aprova de primeira sem reprovações sucessivas?
Logo após essas reprovações, em 16/01/2026, fui surpreendido com um orçamento genérico de R$ 1.700,00 para pintura interna geral de paredes e tetos. Um valor completamente desproporcional, sem metragem, sem detalhamento por cômodo e totalmente desconectado do que os próprios laudos apontam. Não eram correções pontuais era uma pintura geral imposta ao inquilino.
O mais grave:
não houve opção real de contestação;
o valor foi diretamente transformado em cobrança;
não existe vistoria de finalização da pintura para comprovar se o serviço foi feito, como foi feito ou se o valor cobrado corresponde a algo real.
Ou seja, quando a pintura é exigida do inquilino, não há vistoria final. Isso beneficia exclusivamente a imobiliária e o prestador indicado por ela, retirando qualquer transparência do processo.
Durante toda essa tratativa, me senti pressionado psicologicamente, acuado por cobranças e prazos, sem abertura para diálogo equilibrado. O nível de estresse e injustiça foi tão alto que estou em uso de medicação para conseguir lidar emocionalmente com toda essa situação, algo que jamais deveria ocorrer em um simples encerramento de contrato de locação.
A sensação é clara:
vistorias reprovadas sucessivamente;
exigências que nunca se encerram;
orçamento superfaturado;
ausência total de controle posterior do serviço cobrado.
Tudo isso cria um cenário em que o consumidor não tem saída, a não ser pagar valores abusivos para encerrar algo que deveria ser simples.
Fica o alerta para outros consumidores e a pergunta que não quer calar:
esse é um procedimento pontual ou um modelo de atuação recorrente para onerar inquilinos no momento da entrega do imóvel?
Espero uma resposta séria, transparente e uma revisão justa dessa cobrança.
Já fiz reclamação em outros portais também!
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Resposta da empresa
22/01/2026 às 10:02
Olá Ederson,
Agradecemos o seu relato e entendemos que o encerramento de um contrato de locação pode gerar insatisfação quando há divergências quanto às condições do imóvel na devolução.
Por essa razão, nossa gerencia esteve em contato direto com você para realizar esclarecimentos e oferecer apoio e assim, analisamos cuidadosamente os questionamentos apresentados.
Inicialmente, é importante esclarecer o papel da imobiliária no processo: atuamos como intermediadores entre locador e locatário, com a responsabilidade de aplicar o contrato de locação e os critérios técnicos de vistoria, garantindo equilíbrio entre as partes e o cumprimento das obrigações assumidas.
No caso em questão, as vistorias de saída realizadas em 05/01/2026 e 13/01/2026 foram comparadas com a vistoria inicial do imóvel. Os apontamentos relacionados à pintura não se basearam em critérios subjetivos, mas sim em divergências objetivas em relação ao estado original do imóvel, devidamente registradas por meio de fotografias e parecer técnico do vistoriador.
Esclarecemos que o conceito de desgaste natural previsto na Lei do Inquilinato não se confunde com a obrigação contratual de devolução do imóvel nas mesmas condições em que foi recebido, ressalvadas apenas deteriorações decorrentes do uso normal e inevitável. No presente caso, os itens reprovados extrapolaram esse limite, razão pela qual não foi possível a aprovação da vistoria.
Quanto ao orçamento apresentado, destacamos que ele foi elaborado com base nos apontamentos técnicos constantes nos laudos de vistoria e nos valores praticados pelo mercado local.
Ressaltamos que a cobrança não foi imposta de forma arbitrária, mas decorreu da impossibilidade de negociação diante da existência de fundamentos contratuais e evidências técnicas que respaldam os reparos indicados.
Reforçamos que não há qualquer prática de reprovação sistemática de vistorias ou de imposição de cobranças indevidas.
Cada caso é analisado de forma individual, com base técnica, documental e contratual, sem qualquer interesse em onerar indevidamente o locatário.
Lamentamos que o processo tenha sido percebido como desgastante e reiteramos que nossa atuação é pautada pela legalidade, transparência e imparcialidade.
Permanecemos à disposição para eventuais esclarecimentos adicionais, dentro dos limites legais e contratuais aplicáveis.
Atenciosamente,
SANCRUZA CONSULTORIA IMOBILIÁRIA
Réplica do consumidor
09/02/2026 às 17:24
Dizer que os critérios de vistoria foram técnicos e objetivos não explica quais parâmetros mensuráveis foram descumpridos. Não foi apresentada metragem, grau de deterioração, norma técnica ou justificativa clara de por que correções pontuais não seriam suficientes. As vistorias de 05/01 e 13/01/2026 se limitam a apontamentos estéticos, típicos de desgaste natural. Sem contar que, simplesmente transferiram o valor que eu não concordei para a garantidora *****, que é outra empresa que tratam os inquilinos com desdém e atendimentos robotizados, quando precisamos resolver.
O orçamento de R$ 1.700,00 é genérico, sem detalhamento por cômodo e sem correlação direta com os próprios laudos. Alegar valor de mercado sem transparência não torna a cobrança justa.
O ponto mais grave segue sem resposta:
Por que não existe vistoria de finalização da pintura quando o serviço é imposto e gerido pela imobiliária?
Quando o inquilino pinta, há conferência. Quando é feito por eles, não há. Isso retira qualquer controle técnico e favorece apenas um lado.
Também não foi apresentado nenhum dado que comprove que as vistorias não são reprovadas de forma recorrente. Fica a pergunta legítima:
Quantas vistorias essa imobiliária aprova de primeira, sem exigir pintura integral do inquilino?
Todo esse processo gerou pressão psicológica e desgaste emocional severo, a ponto de eu precisar recorrer a medicação para lidar com a situação algo inaceitável em um simples encerramento de contrato.
Registro aqui para alertar outros consumidores: falta transparência, proporcionalidade e equilíbrio.
Se não quiserem ter desgaste: Financeiro, emocional não aluguem com essa imobiliária.
Consideração final do consumidor
07/04/2026 às 01:17
NUNCA.... NUNCA voltaria fazer negócios ou recomendaria essa empresa desleal, nem pro meu inimigo eu recomendo!
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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