Paciente com dor torácica aguarda atendimento prolongado e sem monitorização na Santa Casa de Curitiba, levando à desistência do atendimento.

Reclamação resolvida

Resolvido

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Araucária - PR

06/01/2026 às 17:24

ID: 236832923

À Ouvidoria da Santa Casa de Curitiba,
Venho, por meio desta, registrar manifestação formal de reclamação referente ao atendimento recebido nesta data, após encaminhamento de urgência da UPA do CiC
Dei entrada na UPA apresentando dor torácica, onde foi realizado eletrocardiograma com alteração. Fui avaliada pelo médico Dr. *****, que adotou conduta adequada, realizando o encaminhamento imediato e urgente para a Santa Casa, como protocolo de dor torácica. Cheguei à instituição por volta de 12h30, via ambulância do SAMU Alfa, acompanhada por médico.
Ao chegar à Santa Casa, permanecei sentada em cadeira de rodas, aguardando a realização de cadastro e colocação de pulseira de identificação. Após esse procedimento, fui encaminhada para permanecer sentada em uma poltrona, sem qualquer tipo de monitorização cardíaca, assistência contínua ou acompanhamento clínico, apesar do quadro apresentado e do encaminhamento de urgência.
Esclareço que as únicas pessoas com quem tive contato durante todo o período em que permaneci na instituição foram o enfermeiro *****, do Pronto Atendimento, e o médico *****. Foram os únicos profissionais que me repassaram informações verbais, ocasião em que foi mencionado que o eletrocardiograma aparentava, entre aspas, estar normal. Informei ambos os profissionais de que, diante da demora e da ausência de atendimento médico adequado, optaria por deixar o local, o que ocorreu posteriormente.
Ressalto que, conforme as diretrizes da American Heart Association (AHA), pacientes com dor torácica devem:
Receber avaliação médica imediata;
Permanecer sob monitorização cardíaca contínua;
Não permanecer em sala de espera comum;
Ser tratados como condição potencialmente grave, com prioridade assistencial.
Mesmo se tratando de protocolo de dor torácica, permaneci sem monitorização e sem atendimento compatível com a gravidade do quadro até aproximadamente 14h, quando, por decisão própria, deixei a instituição por insegurança clínica, diante da ausência de assistência adequada.
Registro que não recebi alta médica formal, e que minha saída ocorreu exclusivamente pela falha no atendimento e no cumprimento do protocolo assistencial.
Diante do exposto, solicito:
Apuração formal dos fatos relatados;
Esclarecimentos quanto ao não cumprimento do protocolo de dor torácica;
Informação sobre as medidas corretivas que serão adotadas.
Aguardo retorno por escrito desta Ouvidoria.
Atenciosamente,
*****

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Resposta da empresa

22/01/2026 às 13:45

Prezada Sra. Josiane Anjos Koptski,

Recebemos sua manifestação e agradecemos por registrar, de forma detalhada e responsável, sua experiência junto à Santa Casa de Curitiba. Lamentamos sinceramente o desconforto, a insegurança e a apreensão vivenciados, especialmente considerando o quadro clínico apresentado e o encaminhamento de urgência realizado pela UPA, conforme protocolo de dor torácica.

Compreendemos a gravidade do seu relato e a relevância dos questionamentos apresentados, sobretudo no que se refere ao cumprimento dos protocolos assistenciais, à monitorização adequada e ao fluxo de atendimento em situações potencialmente críticas.

Informamos que sua manifestação foi formalmente encaminhada à Direção da instituição, bem como às áreas assistenciais envolvidas, para apuração criteriosa dos fatos, análise da conduta adotada e esclarecimento quanto à aplicação dos protocolos de dor torácica, incluindo os pontos por você mencionados.

A Ouvidoria acompanhará de forma próxima toda a tratativa, e assim que obtivermos o posicionamento oficial das áreas responsáveis, entraremos em contato para apresentar os esclarecimentos e as medidas cabíveis decorrentes da apuração.

Reforçamos que sua manifestação é de extrema importância para a melhoria contínua dos nossos processos e para o fortalecimento da segurança do paciente. Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários.

Atenciosamente,

Simone Kliguer
Analista Corporativa da Qualidade
Escritório de Experiência do Paciente / Ouvidoria
Santa Casa de Curitiba

Réplica da empresa

23/01/2026 às 18:12

Prezada Sra. Josiane dos Anjos Koptski,
Boa tarde.

Recebemos sua manifestação e agradecemos por compartilhar sua experiência conosco. Todas as manifestações encaminhadas à Ouvidoria são tratadas com seriedade e analisadas com base em critérios técnicos, assistenciais e institucionais.

Após análise dos registros assistenciais referentes ao atendimento ocorrido em 06/01/2026, informamos que a paciente deu entrada na instituição às 12h38, sendo submetida à triagem de enfermagem conforme o Protocolo de Manchester, quando foi classificada como VERDE, classificação que prevê tempo de espera tolerável de até 120 minutos para o primeiro atendimento médico.

O atendimento médico foi registrado às 13h18, ocasião em que foi identificada dor torácica referida com mais de 24 horas de evolução, associada a eletrocardiograma sem critérios compatíveis com Síndrome Coronariana Aguda. Em conformidade com os protocolos institucionais para dor torácica do tipo C, foi solicitada a coleta de enzimas cardíacas com o objetivo de afastar possível injúria miocárdica.

Contudo, consta em prontuário a evasão voluntária da paciente às 14h32, antes da conclusão da investigação diagnóstica e sem registro de alta médica formal.

Diante disso, esclarecemos os pontos solicitados:

1) Apuração formal dos fatos relatados
Considerando a evasão antes da finalização do atendimento, não foi possível caracterizar o caso como notificação ao Núcleo de Segurança do Paciente, sendo a manifestação tratada no âmbito da Ouvidoria, com análise dos registros disponíveis em prontuário.

2) Esclarecimentos quanto ao cumprimento do protocolo de dor torácica
O atendimento seguiu o protocolo institucional vigente, de acordo com a classificação clínica apresentada no momento da avaliação, compatível com dor torácica tipo C, incluindo avaliação médica, realização de eletrocardiograma e solicitação de exames laboratoriais complementares.

3) Medidas corretivas e melhoria de processos
A instituição mantém uma cultura permanente de Melhoria Contínua, por meio da análise de manifestações, auditorias assistenciais, notificações internas e atuação dos Times Institucionais de Linhas de Cuidado, com destaque para o Time de Dor Torácica.

Ressaltamos ainda que, no último trimestre, não houve registro de perda de tempo porta-balão, conforme auditoria do HOSPSUS, e que o tempo médio porta-agulha da instituição é de aproximadamente 40 minutos, indicadores que refletem o compromisso com a excelência no tratamento das síndromes coronarianas agudas.

Reforçamos que todas as manifestações recebidas são fundamentais para o aprimoramento contínuo dos processos assistenciais e permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.

Atenciosamente,

Simone Kliguer
Analista Corporativa da Qualidade
Escritório de Experiência do Paciente
Santa Casa de Curitiba

Réplica do consumidor

28/01/2026 às 19:38

Prezada Sra. Simone Kliguer,
Boa tarde.
Agradeço o retorno encaminhado por esta Ouvidoria e os esclarecimentos prestados com base nos registros assistenciais disponíveis em prontuário.
No entanto, registro formalmente que minha insatisfação permanece, uma vez que a resposta apresentada limita-se aos registros administrativos, sem considerar aspectos clínicos relevantes, falhas assistenciais e, principalmente, a comunicação ocorrida durante o atendimento.
Esclareço, de forma inequívoca, que informei expressamente ao Dr. *****, médico plantonista, bem como ao Enfermeiro *****, que, diante da demora no atendimento e na condução da investigação, eu estava solicitando e/ou disposta a assinar minha alta médica. Tal posicionamento foi manifestado justamente pela ausência de resolutividade e pela insegurança gerada durante o atendimento.
Sou profissional da área da Saúde, com especialização em Atendimento Pré-Hospitalar (APH), e conheço os protocolos de atendimento à dor torácica, inclusive os preconizados pela American Heart Association (AHA), os quais não justificam demora assistencial em casos de dor torácica, ainda que o eletrocardiograma inicial não apresente alterações compatíveis com Síndrome Coronariana Aguda.
Ressalto que a caracterização do ocorrido como evasão voluntária desconsidera o fato de que houve comunicação prévia e direta à equipe assistencial acerca da intenção de alta, motivada exclusivamente pela demora no atendimento, sem que fossem prestadas orientações claras, formais e adequadas sobre riscos, tempo estimado de investigação e necessidade de permanência.
Dessa forma, reafirmo que não fiquei satisfeita com o atendimento recebido, tanto sob o aspecto técnico quanto assistencial e humano, e considero que o caso merece reflexão institucional quanto à aplicação prática dos protocolos de dor torácica, segurança do paciente e comunicação efetiva com o usuário do serviço de saúde.
Permaneço à disposição para eventuais esclarecimentos adicionais.

Réplica da empresa

29/01/2026 às 16:33

Prezada Sra. Josiane dos Anjos Koptski,
Boa tarde.

Agradecemos novamente seu retorno e o detalhamento apresentado. Reconhecemos a relevância dos pontos por você expostos, especialmente considerando sua formação e experiência na área da Saúde, o que enriquece a análise do caso sob a ótica técnica, assistencial e de segurança do paciente.
Informamos que as fragilidades por você apontadas serão, com certeza, trabalhadas institucionalmente, e todos os aspectos relacionados à condução assistencial, aplicação dos protocolos de dor torácica, bem como à comunicação entre equipe e paciente, serão devidamente avaliados e orientados junto às equipes envolvidas, com foco na melhoria contínua do cuidado prestado.
Lamentamos sinceramente todo o ocorrido, bem como o tempo de espera vivenciado, que contribuiu para a sensação de insegurança e insatisfação relatada. Reforçamos que situações como a descrita demandam, além do rigor técnico, uma comunicação clara, transparente e acolhedora, aspecto que será objeto de reforço junto às equipes.
Permanecemos à sua disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais, bem como para o devido acolhimento, caso deseje complementar sua manifestação ou dialogar conosco.
Agradecemos por trazer sua experiência de forma tão clara e respeitosa, contribuindo para o aprimoramento dos nossos processos assistenciais.

Atenciosamente,
Ouvidoria / Experiência do Paciente
Santa Casa de Curitiba

Consideração final do consumidor

19/03/2026 às 23:46

Resolve

O problema foi resolvido?

Reclamação resolvida

Resolvido

Voltaria a fazer negócio

Sim

Nota do atendimento

10