Reclamação sobre conduta médica inadequada em pronto atendimento para paciente imunocomprometida.

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Mauá - SP

03/09/2026 às 19:42

ID: 258175411

RECLAMAÇÃO CONDUTA MÉDICA NO PRONTO ATENDIMENTO
Santa Helena Guapituba Mauá (sou cliente AMIL)

Registro reclamação referente ao atendimento médico realizado hoje, 03/09/2026, por volta das 18h09, pela médica Constanza Amabile Rocha Trevellin CRM 273463.

Estou há aproximadamente 12 dias com quadro persistente, caracterizado por garganta comprometida, rouquidão, congestão nasal, dores corporais, tosse com catarro e episódios febris, sem melhora clínica. Após consulta prévia (com outra médica), realizei tratamento com cefalexina 500 mg a cada 6 horas por 7 dias, além de dipirona e anti-inflamatórios. Atualmente, persisto com quadro febril, cefaleia intensa há aproximadamente 4 dias, cansaço, tosse e catarro, associado a rigidez cervical intensa.

Possuo artrite psoriásica, miastenia gravis, faço uso de adalimumabe (imunobiológico) e tenho histórico de cirurgia pulmonar com ressecção do segmento VII há menos de um ano.

Ontem, em consulta por telemedicina, fui orientada a procurar atendimento presencial devido à rigidez cervical importante e à possibilidade de um quadro infeccioso, inclusive bacteriano, considerando a persistência dos sintomas, febre, cefaleia e, principalmente, meu histórico clínico e o uso de imunobiológico.

No atendimento de hoje, a médica classificou o quadro como resfriado e prescreveu apenas dipirona, cetoprofeno e loratadina, sem realizar investigação compatível com o contexto apresentado. Ao questionar a orientação de continuar utilizando dipirona de forma recorrente, associada a outro anti-inflamatório, diante da ausência de melhora após aproximadamente 12 dias de sintomas e tratamento prévio, minha preocupação não foi adequadamente considerada. A orientação foi simplesmente manter dipirona de 6 em 6 horas. Tive que sair do consultório para não bater de frente com uma conduta desse tipo.

Considero a abordagem insuficiente e potencialmente insegura, especialmente por eu ser uma paciente imunocomprometida, em uso de adalimumabe, com antecedente pulmonar recente e sem resposta ao tratamento previamente realizado.

Ressalto ainda que, diante da prescrição e do meu quadro clínico, é esperado que o profissional conheça e considere as advertências, precauções e riscos descritos na bula do adalimumabe, especialmente aqueles relacionados à ocorrência e à avaliação de infecções durante seu uso.

Não procurei um pronto atendimento por uma indisposição trivial. Se estivesse bem, estaria realizando minhas atividades normalmente, e não buscando atendimento médico de emergência. Justamente por apresentar um quadro persistente e possuir condições clínicas que exigem atenção diferenciada, procurei o serviço para que fosse realizada uma avaliação adequada.

Solicito apuração formal da conduta médica e avaliação do atendimento pela equipe responsável, especialmente quanto à adequação da avaliação clínica realizada, considerando meus fatores de risco e as informações de segurança relacionadas ao medicamento em uso.

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