Cobrança de Diária Indevida Após Parto e Internação em UTI - Falha de Comunicação do Hospital Santa Joana

Em réplica
São Paulo - SP
06/07/2026 às 13:48
ID: 253195777
No dia 20/06, dei entrada no Hospital Santa Joana para indução do parto. Por volta das 22h, entrei em trabalho de parto. Eu e meu esposo estávamos acomodados no quarto 413 quando as enfermeiras me levaram para a sala de parto.
Ao sairmos do quarto, meu esposo foi pegar algumas bolsas para levar conosco, porém uma das enfermeiras orientou expressamente: "Não precisa levar nenhuma mala. Deixe todas aqui, feche a porta e leve a chave com você." Foi exatamente isso que ele fez.
Infelizmente, meu parto teve complicações. Após o nascimento do meu filho, no dia 21/06, fui encaminhada para a UTI e meu bebê para a UTI Neonatal.
Durante todo o dia 21/06, meu esposo permaneceu praticamente o tempo todo ao meu lado na UTI. Apenas saiu nos horários dos boletins da UTI Neonatal (10h e 16h) para buscar informações sobre nosso filho. Nossas malas permaneceram no quarto 413, conforme orientação da própria equipe do hospital.
Na noite do dia 21/06, por volta das 22h, meu esposo retornou ao quarto 413 e dormiu lá. Durante toda essa noite, diversas enfermeiras destrancaram a porta com suas próprias chaves e entraram no quarto, mesmo com ele presente. Em absolutamente nenhum desses momentos ele foi informado de que precisava desocupar o apartamento ou de que sua permanência geraria cobrança de uma nova diária.
Somente no dia 22/06, por volta das 5h da manhã, uma enfermeira finalmente informou que ele deveria desocupar o quarto até as 10h para evitar a cobrança de uma nova diária. Assim que recebeu essa informação, ele retirou imediatamente nossas malas, levou-as para o carro e foi para a UTI permanecer comigo, desocupando o quarto sem qualquer resistência.
O que causa indignação é que em nenhum momento houve qualquer tentativa de comunicação comigo ou com meu esposo para informar sobre a necessidade de liberar o quarto ou sobre o prazo para sua desocupação.
E não foi por falta de meios de contato.
Nos dias 21/06 e 22/06, a própria equipe do hospital entrou em contato comigo via WhatsApp para solicitar o token do convênio e outras informações administrativas. Ou seja, tinham meu telefone, conseguiam falar comigo quando precisavam, mas em nenhum momento mencionaram que o quarto precisava ser liberado ou que haveria cobrança de diária caso permanecesse ocupado.
Além disso, eu estava internada na própria UTI do hospital. Se realmente houvesse urgência para a liberação do apartamento, bastava comunicar a equipe da UTI, ligar para meu telefone, enviar uma mensagem ou orientar meu esposo quando entravam no quarto diversas vezes durante a noite.
Quando contestei essa cobrança, fui informada de que "tentaram contato, mas sem sucesso".
Gostaria de saber:
Em que data e horário tentaram contato?
Por qual meio?
Existe registro de ligação?
Existe registro de mensagem?
Existe anotação em prontuário?
Existe qualquer prova de que fomos orientados sobre a necessidade de desocupar o quarto?
Posteriormente, recebi apenas a resposta de que "a equipe responsável analisou o caso e a cobrança será mantida".
Mas qual equipe?
O que exatamente foi analisado?
Com base em quais provas?
Porque, até o momento, ninguém apresentou qualquer evidência de que houve orientação ou tentativa efetiva de comunicação.
O mais frustrante é estar vivendo o puerpério, tentando me recuperar de um parto extremamente traumático, com meu filho internado na UTI Neonatal, e ainda precisar gastar tempo e energia buscando provas para demonstrar que o hospital simplesmente falhou em algo básico: comunicar adequadamente seus pacientes e acompanhantes. Nós em momento algum sabiamos que precisavamos desocupar o quarto
Não estou tentando me eximir de uma cobrança legítima. Estou contestando uma cobrança que considero indevida, pois decorre exclusivamente de uma falha de comunicação do próprio hospital.
É importante destacar que, em momento algum, fomos informados de que, após minha transferência para a UTI, o apartamento deveria ser desocupado definitivamente e que não poderíamos mais utilizá-lo ou acessá-lo. Pelo contrário: como uma das enfermeiras orientou expressamente meu esposo a deixar todas as nossas malas no quarto, fechar a porta e levar a chave, entendemos que nossos pertences permaneceriam ali até que o hospital nos orientasse sobre sua retirada. Jamais imaginamos que, após minha internação na UTI, não poderíamos mais acessar o apartamento ou que a permanência das malas e o acesso ao quarto gerariam a cobrança de uma nova diária. Em nenhum momento agimos de má-fé ou tentamos manter o apartamento ocupado para obter qualquer benefício. Permanecemos com nossos pertences no quarto porque acreditávamos estar seguindo a orientação da própria equipe do hospital. Como eu estava internada na UTI e meu filho na UTI Neonatal, era natural esperar que o hospital nos comunicasse quando fosse necessário desocupar definitivamente o apartamento. Essa comunicação nunca aconteceu. Se essa informação tivesse sido transmitida de forma clara, meu esposo teria retirado imediatamente todas as nossas malas e desocupado o quarto, exatamente como fez às 5h da manhã do dia 22/06, assim que recebeu a primeira orientação nesse sentido.
Esta é minha última tentativa de resolver a situação de forma administrativa.
Possuo gravações das ligações, conversas por WhatsApp e demais registros que demonstram que nunca fomos orientados sobre a necessidade de desocupar o quarto.
Caso o Hospital Santa Joana insista em manter essa cobrança sem apresentar qualquer prova de que houve comunicação adequada, efetuarei o pagamento para evitar maiores transtornos, mas buscarei meus direitos judicialmente para reaver esse valor e responsabilizar o hospital pela falha na prestação do serviço.
Compartilhe
Resposta da empresa
06/07/2026 às 16:53
Sra. Grazielle, boa tarde!
Tomamos conhecimento da manifestação registrada por meio do site Reclame Aqui e, após o recebimento do seu relato, realizamos tentativas de contato telefônico, mas infelizmente não tivemos sucesso até o momento.
Gostaríamos muito de ter a oportunidade de ouvi-la, compreender melhor suas considerações e acolher o seu relato com a atenção e o cuidado que ele merece, para que possamos dar continuidade à análise e à tratativa da situação apresentada.
Dessa forma, pedimos, por gentileza, que nos informe o melhor dia e horário, (período comercial), para que possamos entrar em contato com maior comodidade.
Atenciosamente,
Hospital e Maternidade Santa Joana S.A.
Rua do Paraíso, n 432
Paraíso São Paulo/SP
Réplica do consumidor
10/07/2026 às 09:39
Bom dia.
Não recebi nenhuma ligação, tampouco qualquer tentativa de contato por WhatsApp ou e-mail.
De toda forma, estou disponível para receber ligações ou mensagens em qualquer horário do dia. Permanecerei aguardando o contato de vocês para darmos continuidade à tratativa.
Agradeço desde já.