Insatisfação com atendimento de telemedicina e encerramento abrupto da consulta.

Resolvido
Macaé - RJ
08/09/2026 às 11:15
ID: 258285837
Venho registrar minha profunda insatisfação e indignação com o atendimento de telemedicina realizado em 05/09/2026 pela Dra. Luana Silva Caixeta Pacheco CRM/SP 237353.
Quero deixar claro que minha reclamação não é contra a preocupação com privacidade durante uma teleconsulta. Compreendo a importância do sigilo e da confidencialidade das informações médicas.
Minha reclamação é sobre a forma como fui tratado e o encerramento abrupto do atendimento, mesmo quando me dispus imediatamente a adequar o ambiente conforme solicitado pela médica.
Eu havia me organizado para realizar a teleconsulta e, logo depois, fazer os exames que eventualmente fossem solicitados. Por isso, no momento da chamada eu estava sozinho dentro do meu veículo particular, parado no estacionamento, em frente à clínica onde pretendia realizar os exames.
Eu NÃO estava dirigindo.
A médica informou que não poderia prosseguir porque eu estava dentro de um veículo e que precisaria estar em um ambiente privado.
Naquele momento eu estava sozinho, em um veículo particular estacionado, sentia-me confortável com minha privacidade e estava plenamente consciente e de acordo em prosseguir.
Entendo que a privacidade e a confidencialidade existem fundamentalmente para proteger o próprio paciente e suas informações de saúde. Também reconheço que a médica possui responsabilidade profissional e autonomia para considerar determinado ambiente inadequado.
Por isso, não me recusei a cumprir sua orientação.
Expliquei que estava justamente em frente à clínica e que poderia entrar na unidade e procurar uma sala ou outro ambiente privado para continuar o atendimento.
Era uma situação simples de resolver. Bastaria dizer: Tudo bem, entre em um ambiente reservado e retomamos a consulta.
Entretanto, antes que pudéssemos solucionar a situação, a chamada foi encerrada abruptamente.
Esse é o principal motivo da minha indignação.
Eu estava tentando explicar minha situação, estava disposto a cumprir a orientação e esperava, no mínimo, ser ouvido e orientado sobre como prosseguir.
Em vez disso, perdi a consulta, perdi tempo e fiquei extremamente frustrado com a maneira como fui tratado.
Posteriormente, recebi um documento assinado digitalmente pela própria Dra. Luana Silva Caixeta Pacheco CRM/SP 237353, afirmando que:
por questões de segurança, qualidade do atendimento e privacidade, não podemos realizar consultas via telemedicina com pacientes que se encontrem em veículos ou em ambientes públicos.
Compreendo que a instituição possa possuir protocolos internos mais restritivos. Entretanto, ao consultar a Resolução CFM n 2.314/2022, que regulamenta a telemedicina, não encontrei uma determinação que estabeleça que um paciente, simplesmente por estar dentro de um veículo particular estacionado, esteja automaticamente proibido de realizar uma teleconsulta.
A regulamentação trata de segurança, privacidade, confidencialidade, sigilo, consentimento e condições adequadas para a telemedicina.
Por isso, gostaria que a instituição esclarecesse qual condição objetiva de privacidade estava sendo violada, considerando que eu estava sozinho em um veículo particular estacionado, declarava estar confortável com minha privacidade e consentia em prosseguir.
Se a proibição absoluta de atendimento dentro de veículos é uma política interna da instituição, gostaria de saber onde essa condição foi previamente informada ao paciente.
Mas ressalto: esse não é o principal problema.
Mesmo que a médica entendesse que o veículo não era adequado, eu aceitei sua orientação e me dispus imediatamente a mudar de ambiente.
Então por que simplesmente não me permitiu fazer isso?
O Código de Ética Médica (Resolução CFM n 2.217/2018), em seu art. 23, veda ao médico tratar o ser humano sem civilidade ou consideração.
Não estou afirmando que houve infração ética, pois essa avaliação compete ao Conselho Regional de Medicina. Estou relatando que, como paciente, me senti tratado sem a consideração, escuta e acolhimento que considero mínimos em uma relação médico-paciente.
Médicos lidam com pessoas.
Pessoas podem estar preocupadas, ansiosas, com problemas de saúde e organizando sua rotina para conseguir atendimento. No meu caso, eu estava em frente a uma clínica justamente para poder realizar rapidamente os exames que eventualmente fossem solicitados.
Não acredito que seja pedir demais esperar empatia, educação, escuta e orientação de um profissional de saúde.
Se o ambiente não era adequado, bastava me explicar.
Se eu precisava mudar de ambiente, bastava me orientar.
Quando eu disse que poderia entrar na clínica e procurar um local privado, bastava me permitir fazer isso e continuar o atendimento.
Eu não estava me recusando a colaborar. Eu estava tentando resolver o problema.
Diante disso, solicito que a instituição esclareça:
1. A proibição de teleconsulta dentro de qualquer veículo, independentemente das condições concretas de privacidade, é uma política interna da instituição?
2. Onde essa proibição foi informada ao paciente antes da consulta?
3. Qual era objetivamente o problema de privacidade naquele momento, considerando que eu estava sozinho em veículo particular estacionado e declarava estar confortável e de acordo em prosseguir?
4. Mesmo que a médica considerasse o veículo inadequado, por que não me foi dada a oportunidade de entrar na clínica e continuar a consulta em ambiente privado, como eu estava me dispondo a fazer?
5. É orientação da instituição que o profissional encerre a chamada nessas circunstâncias, em vez de orientar o paciente a adequar o ambiente?
6. A instituição considera a maneira como esse atendimento foi conduzido compatível com seus padrões de acolhimento e relação médico-paciente?
7. Como será solucionada a consulta que não consegui realizar?
Faço questão de identificar a Dra. Luana Silva Caixeta Pacheco CRM/SP 237353, pois foi a profissional responsável pelo atendimento e quem assinou o documento posteriormente enviado. Não faço isso para atacá-la pessoalmente, mas para que a instituição identifique exatamente o atendimento questionado, avalie a conduta e para que situações semelhantes sejam conduzidas de maneira diferente no futuro.
Protocolos podem e devem existir. O que não pode faltar é humanidade na maneira de aplicá-los.
Um simples diálogo teria resolvido tudo. Eu poderia ter entrado na clínica, encontrado um ambiente reservado e realizado a consulta.
Em vez disso, uma situação que poderia ser resolvida em poucos minutos terminou com uma chamada encerrada abruptamente, uma consulta perdida e um paciente extremamente frustrado.
Não busco tratamento especial. Busco respeito, escuta, orientação e empatia qualidades fundamentais na relação entre médico e paciente.
Aguardo um posicionamento formal da instituição e uma solução para a consulta que não foi realizada.
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Resposta da empresa
08/09/2026 às 18:35
Olá, Marcelo.
Espero que esta mensagem te encontre bem!
Primeiramente, agradecemos por ter compartilhado conosco seu relato de forma tão detalhada e transparente, além de ter disponibilizado seu tempo para conversarmos por telefone. Sua manifestação foi muito importante, pois nos permitiu compreender melhor sua experiência e analisar cuidadosamente todos os pontos levantados.
Durante nosso contato, tivemos a oportunidade de esclarecer suas dúvidas e responder aos questionamentos apresentados em sua reclamação. Também reforçamos que compreendemos a relevância do tema para você e reconhecemos a importância de proporcionar aos nossos pacientes uma experiência pautada no acolhimento, na escuta ativa, na clareza das orientações e no respeito em todas as etapas do atendimento.
Ficamos satisfeitos em saber que sua necessidade assistencial foi posteriormente atendida e que a consulta realizada por outro profissional contemplou as orientações e avaliações necessárias, motivo pelo qual você nos informou não haver necessidade de um novo agendamento neste momento. Ainda assim, colocamo-nos à disposição e oferecemos uma nova consulta caso, futuramente, julgue necessário.
Gostaríamos também de apresentar nossas sinceras desculpas por a experiência vivenciada não ter correspondido às suas expectativas. Sabemos que, além da qualidade técnica, a forma como cada interação é conduzida faz toda a diferença na jornada de cuidado, especialmente em situações que envolvem saúde e bem-estar. Por isso, valorizamos muito seu feedback.
Tenha a certeza de que seu relato será utilizado como oportunidade de aprimoramento contínuo dos nossos processos e para reforçar ações de capacitação junto às equipes assistenciais, especialmente em relação à comunicação, acolhimento, orientação ao paciente e condução de situações semelhantes. Nosso objetivo é evoluir constantemente para oferecer uma experiência cada vez mais humana, segura e resolutiva.
Agradecemos novamente pela oportunidade de ouvir suas considerações e por nos permitir atuar na tratativa do caso. A confiança dos nossos pacientes é algo que valorizamos profundamente, e esperamos continuar sendo uma referência de cuidado sempre que precisar.
Permanecemos à sua inteira disposição para qualquer esclarecimento, orientação ou necessidade futura.
Nossos canais de atendimento funcionam de segunda a sábado, das 7h às 21h48, e aos domingos, das 10h às 19h:
E-mail: [email protected]
WhatsApp: (11) 97374-9068
Será um prazer poder ajudá-lo sempre que precisar.
Atenciosamente,
Aliny Silva
Customer Experience
Saúde Digital
Consideração final do consumidor
08/09/2026 às 19:44
Agradeço à Aliny Silva pelo contato telefônico e faço questão de registrar que fui muito bem atendido por ela. A conversa foi respeitosa, transparente e, principalmente, esclarecedora.
Considero importante complementar a resposta pública da empresa com alguns esclarecimentos que me foram fornecidos durante essa ligação, pois eles tratam justamente dos principais questionamentos que apresentei originalmente.
Durante nosso contato, fui informado de que NÃO existe proibição institucional ou vedação automática para a realização de teleconsulta pelo simples fato de o paciente estar dentro de um veículo estacionado.
Também me foi esclarecido que o profissional deve avaliar concretamente as circunstâncias: se o veículo está efetivamente parado, se o paciente está em segurança, se existem terceiros, se há condições de confidencialidade, se a comunicação está adequada e se existem condições para a avaliação clínica.
Outro esclarecimento que considero extremamente importante foi que NÃO existe orientação institucional determinando que o médico encerre uma consulta simplesmente porque o paciente está dentro de um veículo.
Pelo contrário, conforme me foi explicado pela Aliny, a orientação é acolher o paciente, compreender o contexto, verificar as condições de segurança, explicar eventual limitação, solicitar a adequação do ambiente quando necessária e dar ao paciente uma oportunidade razoável para realizar essa adequação.
Isso vai exatamente ao encontro do que motivou minha reclamação.
Meu questionamento nunca foi sobre o direito da médica de avaliar que determinado ambiente poderia não ser adequado. O problema foi não ter tido sequer a oportunidade de me adequar.
Eu estava estacionado em frente à clínica, sozinho no veículo, e poderia simplesmente ter entrado na unidade e procurado um ambiente reservado. Conforme relatei à Aliny, quando tentei explicar e me movimentar para solucionar a situação, a chamada foi encerrada.
Durante a própria ligação, ao compreender melhor como isso aconteceu, a Aliny reconheceu que essa condução não foi adequada.
Também fui informado de que a coordenação médica avaliou o caso e que haverá uma reciclagem em relação à atuação da profissional, especialmente quanto à abordagem individual do ambiente, ao fato de não existir vedação automática para veículo estacionado, à necessidade de explicar objetivamente eventual impedimento e, principalmente, à necessidade de dar ao paciente oportunidade de adequar o ambiente.
Esse retorno é muito importante para mim.
Desde o início, minha intenção nunca foi atacar pessoalmente a Dra. Luana. Minha preocupação era justamente que a situação fosse analisada e que outro paciente não passasse pela mesma experiência.
Fico satisfeito em saber que a empresa identificou uma oportunidade de melhoria e que a coordenação médica trabalhará esses pontos com a profissional.
Também considero importante destacar que posteriormente fui atendido pelo Dr. Rafael, que foi extremamente educado, atencioso e resolutivo. Ele realizou os pedidos necessários e minha necessidade médica foi atendida. Por esse motivo, conforme informei à Aliny, não necessito de uma nova consulta neste momento.
A diferença entre os dois atendimentos reforça exatamente o ponto central da minha manifestação: protocolos e critérios técnicos podem existir e devem ser respeitados, mas comunicação, escuta, orientação, respeito e humanidade fazem enorme diferença na relação entre médico e paciente.
Agradeço novamente à Aliny pela maneira como conduziu a tratativa, pelas explicações fornecidas e pelo pedido de desculpas em nome da empresa.
Considero a solução apresentada satisfatória principalmente porque, além do pedido de desculpas, fui informado de que o caso foi analisado pela coordenação médica e que serão adotadas medidas de orientação e reciclagem para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.
Espero sinceramente que meu relato contribua para essa melhoria.
Um simples diálogo teria resolvido minha situação naquele dia. Fico satisfeito em saber que, após a análise do caso, a própria empresa reforçou justamente a importância desse diálogo.
O problema foi resolvido?

Resolvido
Voltaria a fazer negócio
Sim
Nota do atendimento
10