Falha no atendimento do CEGAV atrasa medicação pós-parto na Maternidade São Cristóvão

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Guarulhos - SP

28/08/2026 às 16:23

ID: 257653263

Falha no atendimento do CEGAV está atrasando medicação prescrita no pós-parto

Tive meu filho recentemente na Maternidade São Cristóvão e recebi alta com prescrição médica, emitida em 25/08/2026 pela própria instituição, para realização de Noripurum EV 100 mg/5 mL, 2 ampolas por aplicação, por via intravenosa, em dias alternados, totalizando três aplicações.

Antes mesmo de sair da maternidade, fui orientada a entrar em contato com o CEGAV do São Cristóvão para realizar as aplicações. Segui exatamente a orientação que me foi dada e comecei a ligar ainda antes da alta, justamente porque havia um intervalo determinado entre as doses.

Porém, ninguém atendia. Fiz diversas tentativas, em diferentes momentos, e as ligações simplesmente caíam na caixa postal e eram encerradas. Depois que cheguei em casa, continuei tentando contato durante mais dois dias, novamente sem conseguir falar com ninguém.

Somente hoje, 28/08, finalmente consegui atendimento e fui surpreendida com a informação de que é necessária uma liberação prévia para realizar o procedimento, com prazo de aproximadamente cinco dias, para somente depois ser possível fazer o agendamento.

Essa informação não me foi passada em nenhum momento antes da alta.

Se existe uma autorização que pode levar cinco dias, como uma paciente recebe uma prescrição para aplicações em dias alternados e só é informada sobre esse prazo depois de passar dias tentando falar com o setor indicado pelo próprio hospital?

Neste momento, eu já deveria estar na segunda aplicação do tratamento e ainda não consegui realizar sequer a primeira, apesar de ter seguido todas as orientações fornecidas pelo São Cristóvão.

Estou no pós-parto, com um recém-nascido em casa, e além de toda a recuperação e das demandas desse período, estou tendo que insistir durante dias simplesmente para conseguir realizar uma medicação prescrita pela própria equipe da maternidade.

O problema não é apenas a demora de uma autorização. Houve uma sequência de falhas: não fui informada previamente sobre a necessidade dessa liberação, fui encaminhada para um setor que permaneceu inacessível por telefone durante dias e agora sou informada de que ainda precisarei aguardar aproximadamente cinco dias para uma autorização antes de sequer poder agendar o procedimento.

Se essa autorização era necessária, o processo deveria ter sido iniciado ainda durante a minha internação ou, no mínimo, eu deveria ter recebido essa informação antes da alta, especialmente considerando o intervalo determinado na prescrição.

Solicito uma solução urgente por parte do Hospital e Maternidade São Cristóvão, com avaliação imediata da autorização e possibilidade de agendamento das aplicações, considerando que o tratamento prescrito já está atrasado por problemas de comunicação e acesso da própria instituição.

Também gostaria de esclarecimentos sobre o motivo de uma paciente receber alta com uma prescrição que exige aplicações em curto intervalo sem ser informada de que existe um processo administrativo prévio que pode levar vários dias.

Espero que o São Cristóvão não apenas resolva meu caso, mas também reveja esse fluxo, porque nenhuma mulher recém-saída da maternidade deveria precisar passar dias telefonando para vários setores para descobrir como conseguir realizar um tratamento prescrito pelo próprio hospital.

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