Demora excessiva, falta de assistência e recusa de atestado no Hospital San Pietro

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Portão - RS

07/10/2025 às 12:41

ID: 228732429

Ontem (06/10/2025), cheguei no Hospital São Pietro de Portão por volta das 19h30, passando muito mal, com febre alta, dores fortes no corpo e fraqueza. Já havia procurado atendimento médico anteriormente, mas como não melhorei, resolvi ir ao hospital.

Ao chegar, o local estava lotado, sem lugares para sentar. Na triagem, relatei tudo o que estava sentindo e mesmo com febre e dor intensa, recebi a fitinha azul, que indicava uma espera de 240 minutos (4 horas). Fui ser atendida apenas depois da 1h manhã, mais de 5 horas depois.

O médico pediu para fazer medicação na veia e disse que poderia ser dengue, orientando a procurar o posto no dia seguinte para fazer o teste. Um enfermeiro tentou pegar minha veia, mas não conseguiu, e acabei ficando com os dois braços furados. Depois, outra enfermeira conseguiu aplicar o soro e os remédios.

Enquanto tomava o soro, passei muito mal e minha pressão baixou. A enfermeira me ajudou com uma técnica para tentar levantar a pressão, mas mesmo assim demorei para melhorar. Pedi água, e ela disse para esperar porque eu poderia vomitar; esperei, mas ela não trouxe. Também pedi para chamarem minha mãe, e a enfermeira disse que iria chamar, mas havia muita gente na sala. Logo, as pessoas foram saindo e ficou apenas um casal, mesmo assim não deixaram minha mãe entrar.

Quando acabou o soro, a enfermeira demorou muito para vir tirar, e nem me deram água mesmo eu pedindo.

Ao final, precisei de um atestado médico para justificar minha falta no trabalho, mas o médico que me atendeu estava em intervalo, e o outro médico se recusou a me dar atestado, entregando apenas um comprovante.
Me senti desrespeitada, sem acolhimento, e completamente desamparada num momento em que eu estava mal e fraca.

Gostaria que o hospital revisasse o atendimento e o preparo dos profissionais, principalmente quanto ao tempo de espera, à falta de empatia e de cuidado com os pacientes. Situações assim não deveriam acontecer com quem busca ajuda médica.

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