Reclamação sobre Falhas Graves e Negligência na Manutenção de Fiat Cronos em Concessionária Autorizada

Não resolvido
Santo André - SP
28/06/2026 às 00:38
ID: 252532397
Prezada equipe de atendimento,
Gostaria de registrar uma provável grave falha na prestação de serviços de manutenção realizada em meu Fiat Cronos durante as revisões periódicas obrigatórias dentro da rede de concessionárias.
Ao realizar a revisão de 40.000 km em uma oficina mecânica independente de minha confiança e que pude acompanhar o serviço pessoalmente. O profissional constatou extrema dificuldade na remoção do filtro de óleo. Após o desmonte forçado devido ao severo travamento pelo efeito cola decorrente de longos períodos de alta temperatura e tempo de uso (40 mil km), constatou-se o cisalhamento do anel de vedação, que se desfez parcialmente grudando no bloco do motor, gerando a necessidade de limpeza do alojamento do mesmo para a substituição do novo. Sabendo que o consumidor comum não dispõe de meios para rastrear lotes de fabricação de autopeças para se defender, a degradação e o cisalhamento testemunham como evidência física de que o filtro era provavelmente o original de fábrica e nunca foi substituído nas revisões anteriores.
Essa provável omissão gravíssima levanta uma dúvida e uma suspeita alarmante com relação ao próprio óleo lubrificante: se o filtro foi negligenciado, quem me garante que o óleo foi de fato esgotado e substituído, e não apenas completado no nível? Como a viscosidade e a degradação química do óleo não podem ser medidas pelo cliente a olho nu ou pelo tato, a falha baseada no filtro destrói a confiabilidade de todo o serviço que me foi cobrado. Fui alertado pelo mecânico sobre os riscos técnicos dessa conduta: rodar 40.000 km com o mesmo filtro satura o elemento filtrante e abre a válvula de segurança (bypass), fazendo o motor circular óleo sujo e contaminado, o que causa desgaste prematuro e severo das peças internas.
Diante do claro pressuposto de utilização severa forçada pela não troca do filtro (e supostamente do óleo), adotei como ação corretiva imediata a redução drástica do intervalo das próximas manutenções. Passarei a controlar a troca do óleo e do elemento filtrante tomando como referência o horímetro do motor (horas de trabalho), que é o indicador técnico mais coerente e preciso para a engenharia mecânica, em detrimento da quilometragem pura do hodômetro. Fato este, inclusive, que não é explicado nem no próprio manual do carro e nem na concessionária, havendo um claro comprometimento de omissão de informação técnica tanto por parte da Fiat quanto de sua rede autorizada, uma vez que o desgaste real de um motor e a degradação do lubrificante ocorrem pelas horas em que ele permanece em funcionamento (especialmente no trânsito urbano pesado), e não apenas pela distância rodada. Na sua concessionaria foram 10 e 20 mil km.
ADENDO DE ATENÇÃO: SUCESSÃO DE VÍCIOS DE MANUTENÇÃO NOS FREIOS
Para agravar o cenário de desconfiança, ressalto o histórico ocorrido na unidade da Savol de Santo André. Vale destacar que as concessionárias não permitem o acompanhamento visual do serviço pelo cliente no pátio da oficina, alegando que, devido ao fluxo intenso de manutenção, não há uma hora estimada para iniciar a revisão do carro e nem previsão de entrega com horário determinado. Essa dinâmica logística acaba impedindo que o proprietário fiscalize o trabalho em tempo real.
Na primeira revisão, relatei um barulho no freio dianteiro esquerdo. Dei uma volta com o técnico da concessionária, que também detectou o ruído e prometeu averiguar. Na retirada do veículo, o atendente me informou que havia feito uma "regulagem na pinça de freio".
Como técnico em manutenção que sou, com 30 anos de experiência atuando com sistemas industriais que utilizam o mesmo princípio mecânico do freio automotivo (Bobinadeiras e Desbobinadeiras,prensas excêntricas e de fricção), sei perfeitamente que esse sistema não possui regulagem manual. O retrocesso do êmbolo (pistão) ocorre unicamente pelo alívio da pressão hidráulica e pela sutil deformação elástica do próprio anel de vedação interno (o perfil quadrado do seal do pistão), que atua como uma mola retraindo o conjunto e mantendo a pastilha sempre na distância exata de trabalho em relação ao disco de forma auto ajustável. Essa conversa de "regulagem" pode enganar um leigo, mas não a mim.
Já tive centro automotivo, na prática técnica, quando mecânicos agem de má-fé, para mascarar ruídos, sem solucionar a raiz do problema, eles recorrem a três tipos de paliativos ou gambiarras:
1) a lubrificação temporária dos pinos guia,
2) o lixamento das quinas vivas das pastilhas ("quebra de canto") ou,
3) na pior das hipóteses, a [Editado pelo Reclame Aqui] retirada das molas de trava das pastilhas, para alterar a pressão residual e silenciar a ressonância. O barulho cessou temporariamente, mas retornou antes da revisão de 20.000 km. Quando o carro finalmente deu entrada na concessionária para a segunda revisão, fui notificado de que precisaria trocar as pastilhas e "dar um passe nos discos". Tecnicamente, a prática de dar passe em discos de freio caiu em desuso, devido ao custo atual de um disco novo ser equivalente ou muito similar ao valor do serviço de usinagem, além de comprometer a espessura mínima de segurança do componente. Sabendo do entrave legal que a concessionária impõe sobre a perda de garantia caso o serviço fosse feito fora da rede, autorizei o procedimento. Contudo, a concessionária alegou não ter as pastilhas em estoque.
Diante da falta de peças na autorizada, fui forçado a levar o carro à minha oficina de confiança para realizar a troca, comprei discos de freio e pastilhas da cobreq para o serviço que também acompanhei presencialmente. Para minha surpresa e indignação, o mecânico constatou que as molas de trava das pastilhas haviam sido arrancadas do sistema, me obrigando a comprar componentes novos para restabelecer a segurança do veículo.
Fica evidente que a concessionária utilizou a nefasta gambiarra de remover a trava física para camuflar o ruído inicial reclamado na primeira revisão, comprometendo a integridade do sistema de frenagem.
Acredito, dessa forma, que o histórico do meu veículo demonstra uma clara e perigosa sucessão de vícios e erros de manutenção por parte da rede autorizada.
O consumidor fica exposto tanto a sérios danos materiais pelo efeito de desgaste acelerado de peças quanto a riscos iminentes de acidentes graves por falha mecânica nos freios.
Com tamanha recorrência de negligências, justificativas infundadas e omissão de informações cruciais por parte da montadora e da rede, e diante da dúvida legítima sobre a real execução dos serviços pagos, torna-se impossível confiar na integridade das revisões carimbadas em meu manual.
Por fim com agravante da segunda revisão no carro e periodicidade de problemas no freio, troquei de concessionária para fazer a terceira revisão.
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Consideração final do consumidor
06/07/2026 às 15:08
da mesma forma que avaliei essa avó avalia o sinal levantei uma questão esse creme foi passado uma explicação sobre o ocorrido sobre a manutenção do óleo e a troca do filtro
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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