Reclamação sobre interrupção de tratamento psiquiátrico e descaso no atendimento do SUS

Reclamação não respondida

Não respondida

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São Paulo - SP

23/06/2026 às 18:48

ID: 252180687

Fiz uma reclamação na Ouvidoria do SUS e até agora ninguém me deu uma resposta definitiva.

A reclamação foi essa:


Olá,
Pela segunda vez eu estava fazendo tratamento no AME Psiquiatria ***** que fica na AME Av. *****, *****.
Na primeira vez que foi em 2021, eu acabei abandonando o tratamento porque as medicações me faziam mal e a psiquiatra que me atendia lá estava sempre mastigando chicletes e a cada coisa que eu falava ela só sabia perguntar: O QUE MAIS? Em uma das consultas eu disse que morria de medo de morrer, então na maior tranquilidade ela me disse que morrer fazia parte de um processo natural da vida e que todo mundo que nasce vai morrer. Eu fiquei em choque com aquilo e não quis voltar mais.
Na segunda vez eu comecei a fazer tratamento em novembro de 2025, até então estava tudo indo bem e eu acabei gostando muito do atendimento da *****, ela chegou a conversar com o meu tio e com a minha irmã.
A única coisa ruim é que comigo nenhuma das medicações como sertralina e fluoxetina me fazem bem e eu só sinto vontade de dormir e de me isolar mais.
Na última consulta que foi no dia 26/02/26 ela disse sobre meu diagnóstico: alta probabilidade de autismo, me deu alta e me encaminhou para o CAPS, pediu pra mim ir marcar retorno, depois ir na farmácia pegar a medicação e ir falar com o assistente social para poder receber informações sobre o CAPS.
O assistente social chamado ***** CRESS *****, que de assistente social não tem nada porque é um cara debochado e faz descaso com as situações dos outros.
Eu e minha irmã entramos na sala e ele explicou que no AME não tem suporte pra TEA e explicou como era o atendimento no CAPS, ele até então não disse se havia uma data para ir lá.
Então eu fui no CAPS Mandaqui no dia 14/04/26, a minha irmã estava de férias do trabalho e foi comigo lá, eu não tive como ir antes devido a outros problemas e precisava fazer uma cirurgia no dia 20/04/26, também tive muito medo porque fui ler as avaliações no Google e achei péssimo. A psicóloga ***** CRP ***** me atendeu e eu expliquei a situação e ela me disse que com a idade que eu tenho não tem porque saber se é autismo ou não, disse que teria que investigar outras coisas e acabou me dando alta também porque ela falou que ali era mais para pacientes com vícios ou que sofre de esquizofrenia. Ela perguntou sobre a medicação e eu disse que iria pegar na minha próxima consulta no AME que estava marcada para o dia 30/04/26, ela me deu um papel para entregar no AME ou no Posto de Saúde que faço tratamento porque o melhor seria continuar com o atendimento da psiquiatra e do psicólogo.
Dia 28/04/26 o AME entrou em contato pelo WhatsApp para confirmar a consulta e eu confirmei a presença, no mesmo dia e algumas horas depois o assistente social Joel ligou e perguntou se eu tinha ido no CAPS e eu disse que me deram alta lá e que eu estava sem medicação e ele disse que a minha consulta seria cancelada porque já tinham encerrado o prontuário porque o AME não da suporte para autista, ele queria saber o que estava escrito no papel do CAPS e eu não soube falar direito na hora porque não estava com ele em mãos, durante a ligação eu fui tentar procurar o papel e falei que não era justo perder o atendimento com a Dra Pricila e ele bem grosso repetiu novamente: No AME não tem suporte para TEA, tá bom? E quando fui falar ele já havia desligado o telefone da minha cara.
Do mesmo jeito fui até o AME e pedi para falar com ele pessoalmente, só que esse cidadão não tem argumentos e não faz sentido nada do que ele fala.
Reclamei que estava sem medicação e ele disse pra mim procurar o PS ou ir na UBS que faço tratamento para tentar pegar a medicação, falei que iria reclamar na ouvidoria do SUS e ele bem debochado falou que eu poderia fazer em 2 números e eu disse que eu já sabia e tinha os contatos, falei que antes de receber o diagnóstico de TEA eu tenho outros problemas como ansiedade, depressão e etc. e que a Dra Pricila era a única que havia conversado bem comigo em comparação aos outros profissionais que já me atenderam, daí ele ficou falando que na primeira vez eu havia abandonado o tratamento. E DAÍ?? Falou que eu demorei pra ir no CAPS e que a consulta que estava marcada era só uma consulta de emergência caso não desse certo no CAPS, só que ele não falou nada se tinha uma data certa para ir no CAPS e eu fui na certeza de ser tratada lá já que foi isso que ele garantiu pra mim e nem ele entende porque o CAPS me deu alta, em toda caso eu não quero também fazer tratamento no CAPS, no dia que fui lá eu e minha irmã quase fomos agredidas por um dos pacientes que estava lá.
Esqueci de comentar que a psicóloga do CAPS falou que devido a questões governamentais* (estado, governo, prefeitura e sei lá mais o que..) ela disse que um lugar fica jogando o paciente para o outro.
Enfim, quero saber o que faço agora? Como vou continuar o tratamento e conseguir algum papel para afirmar que eu realmente tenho TEA?
Eu faço tratamento na UBS Vila Nivi com o psicólogo ***** CRP *****, só que isso pra mim não é o suficiente.
Agora estou de alta do AME e do CAPS e estou sem medicação desde o dia 26/04/26.
Por que não deram alta só depois de eu ir no CAPS? O certo seria ter ido lá e depois nessa consulta do dia 30/04/26 mostrar o papel e assim eu teria pego a medicação e teria continuado o tratamento no AME mesmo independente de ter TEA ou não. É um absurdo isso, e ainda ir falar com um assistente social que nem o crachá coloca a mostra, ele deixa em cima da mesa perto do monitor do computador, por que será, né? Ele acha que ninguém vai ver descobrir o nome dele? Ele colocou o carimbo no papel e eu vi, não adianta ficar sem o crachá.
Se for pra ser assistente social e ser debochado, não ter argumentos, tentar deixar o paciente confuso e sem direito a nada, ligar e desligar o telefone na cara dos outros, desse jeito é melhor ir trabalhar em outro lugar, menos com pessoas que frequentam o AME.
Daí me deu um papel dizendo que tenho interesse em retornar tratamento junto ao AME.
É tudo errado, até agora eu não entendi o que fizeram. Só sei que quero voltar a fazer tratamento com a Dra Pricila porque eu me sentia mais leve em falar com ela.
E quero que esse assistente social aprenda a tratar melhor as pessoas porque ninguém é obrigada a ficar sem suporte por causa dessas justificativas sem fundamento.
Eu estou abalada, me sinto mal com frequência, e sei que mesmo que a medicação não me faz bem pode ser perigoso parar o tratamento assim de uma hora pra outra.
O que pode ser feito?


Resumindo:

Tentei entrar em contato pelos telefones: *****, ***** e *****.

Não tive respostas porque derrubaram as ligações e um fica passando a ligação para o outro.

Eu também tentei entrar em contato pelo e-mail: Ouvidoria-Geral do SUS (Gov.br).

Só mandam resposta automática e cada hora é um número de protocolo diferente:

Prezado(a),
Informamos que sua manifestação foi encaminhada para o(a) SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO e o(a) mesmo(a)
será responsável pela continuidade do atendimento de sua demanda.

A primeira reclamação foi feita pelo app do Gov.br no dia 02/05/2026 - Número de Protocolo: *****.

Já passou o prazo de resposta e ninguém resolveu nada, eu tento ver pelo app do Gov,br e não tem nenhuma resposta.

Se ninguém responder eu vou acionar a justiça porque eu não posso ficar sem tratamento, estou sem a medicação faz uns 3 meses.

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