Indução ao erro e venda de curso com promessa de emprego

Resolvido
São Paulo - SP
18/03/2026 às 00:08
ID: 243584599
No dia 17/03/2026 compareci ao local acreditando se tratar de uma entrevista ao qual me surgiu e candidatei por WhatsApp, conforme informado pela empresa (Comece Já). O processo foi dividido em duas etapas.
Na primeira etapa, fui colocado em uma sala para realizar uma prova, tendo meu celular retirado e guardado, o que já limita qualquer possibilidade de comunicação ou verificação.
Na segunda etapa, fui encaminhado para uma sala onde permaneci por mais de 2 horas em uma suposta entrevista. Nesse momento, fui informado de que minha nota não havia atingido a pontuação exigida (8,5), porém disseram que gostaram do meu perfil e que poderiam me ajudar a conseguir a vaga de auxiliar administrativo, supostamente para trabalhar em banco ou farmácia.
Foi então que me informaram que, devido à nota, não poderiam custear um curso, mas que eu poderia pagar os dois primeiros meses (R$199,99) e, após isso, a empresa arcaria com o restante, sendo descontado do meu salário. Em nenhum momento anterior foi informado que se tratava de venda de curso, e toda abordagem inicial foi baseada em vaga de emprego.
Fui pressionado a realizar o pagamento no mesmo dia, sob a alegação de que se tratava de uma exceção e que perderia a vaga caso não pagasse imediatamente. Fui induzido a buscar dinheiro de forma urgente, chegando a ligar para várias pessoas para conseguir o valor. Consegui pagar R$100 como sinal, sendo orientado a pagar o restante ainda no mesmo dia.
O contrato foi apresentado de forma rápida, sem explicação adequada, sendo dito apenas que se tratava de contrato de trabalho, o que não corresponde à realidade. Foram solicitados dados pessoais, porém em nenhum momento foi solicitada carteira de trabalho ou formalização real de vínculo empregatício.
Ressalto que o suposto treinamento teria início em 20/03/2026.
Diante dos fatos, fica evidente que fui induzido ao erro por meio de promessa de emprego, sendo posteriormente direcionado à contratação de um curso pago sob pressão psicológica e urgência, caracterizando propaganda enganosa e prática abusiva, conforme o Código de Defesa do Consumidor.
Dessa forma, solicito:
Cancelamento imediato do contrato, sem qualquer multa;
Não reconhecimento de qualquer valor restante;
Devolução integral dos R$100 pagos;
Esclarecimentos formais sobre a conduta adotada.
Caso não haja solução, registrarei reclamação junto ao Procon e demais órgãos competentes, além de considerar medidas judiciais cabíveis.
Deixo também este relato como alerta para outros consumidores, para que não passem pela mesma situação.
Aguardo retorno com a solução do problema.
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Resposta da empresa
31/03/2026 às 09:15
Olá, Gabriel Ferreira da Paixao
Meu Nome é Sofia Moraes, faço parte da equipe do canal de ouvidoria do SEJA.
Agradecemos o seu contato, e informamos que esse portal não é um canal oficial de comunicação do SEJA, considerado que todas as informações constantes nesse portal não refletem a nossa política. Ocorre que podem ser lançadas informações difamatórias, caluniosas, inverídicas, que não se trata da verdade.
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Lamentamos pela situação, e informamos que estamos á disposição para esclarecer qualquer tipo de dúvida ou transtorno que possa ter ocorrido.
A fim de esclarecer a verdade sobre a política da nossa empresa, convidamos Vosso Senhor para conhecer um pouco do nosso trabalho que realizamos em favor dos alunos bolsistas e estagiários, sugerimos que acesse nossa página no INSTAGRAM: @instituto_seja ou nosso numero de telefone para atendimento: (11) 94700-0583
Consideração final do consumidor
31/03/2026 às 11:36
A empresa entrou em contato e realizou a devolução do valor conforme acordado.
Problema resolvido.
O problema foi resolvido?

Resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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