NÃO COLOQUEM SEUS FILHOS NESSA ESCOLA. No Instagram e no Podcast da Jovem Pan é um escola, mas na realidade é outra.

Reclamação não resolvida

Não resolvido

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São Paulo - SP

31/10/2023 às 18:07

ID: 175078355

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Em torno de junho deste ano, fui visitar a escola para conhecer a metodologia e professores. Quem fez a visita guiada, foi justamente a Mariana, participante do Podcast Super Mulheres Positivas da Jovem Pan.

Durante a visita à escola, deixei muito claro a situação específica do meu filho que falava APENAS inglês comigo e com a baba, cuja nacionalidade não é brasileira. Ela me informou que a escola estava super preparada para tal, inclusive, tinha uma outra criança que também não falava português. Apresentou a metodologia Montessori da escola, informando que eram extremamente qualificados no assunto e que os professores recebiam diversos treinamento e preparações, enfim vendeu mundos e fundos. No dia, por culpa minha e não da escola, só pude ir em um horário que não poderia entrar na sala, mas fiquei satisfeita com a visita, uma vez que visitei as instalações externas e as salas pude ver pelas janelas.

O meu pesadelo começou na primeira reunião de pais antes das aulas. A professora principal cometeu vários erros gramaticais de português e quando nos mostraram os detalhes da sala, apresentaram um ambiente cujo lactário e fraldário ficavam no mesmo espaço, sendo esse um ponto proibido por questões de higiene. O primeiro ponto não me preocupou muito dado que haviam me falado que as professoras falariam inglês com ele e o segundo direcionei por escrito à escola, que me respondeu que o ambiente não era usado de forma simultânea para as duas coisas e que era muito bem higienizado (vide print), ou seja cozinha e banheiro no mesmo espaço, mas é só limpar direitinho, certo? Errado!

Ainda assim relevei. Fizemos um dia antes da aula de adaptação na escola e varias vezes as professoras insistiam em falar português com ele. Quando eu pedia para que elas falassem em inglês, ou paravam de se comunicar ou falavam muito muito pouco com ele. A professora principal, depois que percebeu isso, nem chegou mais perto dele e disse que não faria a adaptação (depois fui descobrir que ela não falava inglês nenhum, por isso essa atitude) que seria uma segunda, a outra formada em pedagogia na sala, que falava inglês. Entendi que tudo bem e seguimos.

A adaptação começou e o mesmo problema já nos dois primeiros dias, a segunda professora não falava inglês com ele além de ball, shoes e outras coisas extremamente básicas. Chegou a misturar as duas línguas como posso pegar a sua bag?, o que é péssimo. Tentava dar brinquedos para ele, mas como não falava com ele, ele não se acalmava.

No terceiro dia pediram para eu ir num horário com outras crianças, mas da sala eu ouvi meu filho esgoelar de chorar por 30min, claramente o que elas estavam fazendo não estava funcionando e não tivemos nenhum progresso. Na quinta-feira, quarto dia, sugeriram que eu levasse a baba junto, e além da segunda professora, colocaram uma terceira junto, que segundo eles e só nesse momento me contaram isso - essa terceira professora que na verdade falava inglês e que não eram todas as professoras que falavam inglês, APENAS ERA UMA PROFESSORA QUE FALAVA INGLÊS POR SALA. E obviamente a questão da confiança começou a pegar aqui.

Ainda na quinta-feira, ficaram com ele na escola a minha baba, e as duas professoras (a segunda e terceira mencionadas aqui). Ao chegarmos em casa, a minha baba me contou que tentou várias vezes conversar com as professoras, até para contar um pouco mais do que ele gostava e não gostava durante a adaptação, mas elas não conseguiam se comunicar com ela em inglês. Nesse dia liguei na escola e falei com a coordenadora sobre isso e que também em todo período que estive na sala ao lado das salas de aula, não ouvi nenhuma professora falando inglês, nem com meu filho, nem com nenhuma outra criança da escola (segundo elas, não falavam inglês na primeira semana de adaptação com as crianças). Para minha surpresa, sem nenhuma explicação, na sexta-feira não deixaram nem eu nem a minha baba passar da portaria e não me deram explicação nenhuma. Por que isso sendo que na quinta-feira tinha sido o primeiro dia que ele não havia chorado o tempo todo? Para mim a única explicação, foi não mais me deixar ver o que acontecia ali dentro. Como esperado na sexta-feira, ele berrou na escola por 30min, até me trazerem ele de novo.

Meu filho sempre foi uma criança que chorou muito pouco e sempre foi com todo mundo, nesse final de semana, não queria ir nem com os avôs e tias. Eu comecei a ficar arrasada. Na segunda-feira ao entregar ele na escola, fiquei apenas na portaria de novo e comecei a chorar na portaria logo depois que entreguei ele. Cheguei em casa arrasada, meu marido queria tirar ele da escola naquele momento, mas eu ainda não tinha certeza se era a melhor decisão ou não.

Foi quando decidi pesquisar mais sobre a escola e os professores, agora que tinha mais dados sobre isso. Para minha infelicidade, descobri coisas péssimas. Desde o currículo das professoras até comentários sobre antigos funcionários:

- Primeira professora: formada em pedagogia, sem currículo disponível na internet, mas como informado pela própria escola, ainda estava cursando uma formação em Montessori e não falava inglês.
- Segunda professora: formada em pedagogia, mas sem previa experiência nenhuma com crianças, estava na escola desde o começo do ano e não tinha formação relacionada ao método Montessori.
- Terceira professora: formada em artes, na teoria a referência em inglês, mas nenhum curso relevante ou experiência de intercambio no linkedin, sem previa experiência nenhuma com escolas, estava começando na Senses esse semestre e não tinha formação relacionada ao método Montessori.
- Quarta professora: estagiária, nem me preocupei em pesquisar, mas também estava entrando na escola nesse semestre.

Ou seja, quase 7mil reais numa escola com profissionais desse nível, com troca altíssima de professores. Parece uma história de muito mal gosto, mas não para por ai. Ao pesquisar a avaliação de antigos professores, encontrei os seguintes comentários:

Prós
trabalho pedagógico e estrutura nas salas
Contras
Ambiente tóxico, gestão perdida e falta de acolhimento a funcionários. A beleza do método montessori fica só ate a pagina 2.


Prós
A escola foi projetada para atender ao método proposto. A intenção é sempre ter uma equipe preparada e com formação, tem investimento em materiais, tem oportunidade de crescimento de carreira.
Contras
Falta flexibilidade com funcionários e gestão de recursos humanos, algumas regras impostas aos funcionários são incoerentes com o método, causam constrangimento e criam um clima ruim no ambiente de trabalho. Negativo para quem trabalha com crianças.

Prós
não consigo encontrar nenhum pró
Contras
Gestão incapaz, rude, desrespeitosa. [Editado pelo Reclame Aqui]: mais da metade dos funcionários não falam inglês, numa escola que SE DIZ bilingue

Prós
Excelente infraestrutura de trabalho escolar.
Contras
A gestão é extremamente irresponsável e emocional, demitiram meninas durante o seu afastamento médico e uma delas foi demitida assim que voltou da internação do COVID 19, os salários são baixos e a cobrança é extrema. Infelizmente um lugar tóxico e vom péssimas condições trabalhistas.

Prós
Nada a favor a experiência foi péssima
Contras
Pior escola que já trabalhei Não valoriza o professor Não aplica o método Montessori Os professores não falam inglês o tempo todo Vendem que é bilíngue e não é . Sem benefícios. Fuja

Prós
Grupo de estudo entre professores
Contras
Gestão amadora, falta de benefícios ou estímulos, boicotam contato da equipe com as familias.

Prós
salário na média e boa localização
Contras
as coordenadoras não conhecem nada sobre educação, apenas sobre montessori. Lugar mais absurdo que já trabalhei na vida.

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Resultado da avaliação 2,3 de 14 avaliações no Glassdoor.

A gestão rude e desrespeitosa ficou clara e especificamente muito focada em uma das sócias que perdeu o controle emocional em uma reunião que tivemos logo depois da minha mensagem, na própria segunda-feira, após ver os relatos e currículos, informando que meu filho não voltaria a escola e explicando os motivos. Mesmo assim elas me pediram um reunião de feedback, e nessa reunião além dessa pessoa específica colocar toda a culpa da não adaptação do meu filho na minha falta de paciência com o processo, ressaltou que a rotatividade altíssima de professores não era culpa deles, mas que os professores eram mal qualificados e que não aguentavam o nível de exigência da escola. Ou seja, todos errados, nada eles. Inclusive nem se pronunciaram sobre a questão higiênica.

Agora fico pensando, se essa pessoa só faltou gritar comigo, sendo cliente, fico imaginando como não deve tratar os funcionários. Uma bela ironia para quem preza tanto o ambiente em que a criança está inserida. Eu só sai dessa reunião com mais certeza de que queria meu filho muito longe desse ambiente.

Após esse momento, pedi o reembolso dos em torno de 13 mil reais que tinha gasto por esses dias péssimos que vive lá. Abri uma reclamação na diretoria de ensino e para minha surpresa, legalmente a escola está coberta dado que só precisa ter uma professora formada em pedagogia (com ou sem experiência), a legislação que exigia certificações para professores de inglês ou licenciatura em línguas não está mais vigente para escolas bilingues. Em relação a questão sanitária, a diretora de ensino só falou que a escola passou pela inspeção de um comitê que a aprovou, MAS não consta no plano pedagógico da própria escola que o ambiente é usado para os dois propósitos.

Hoje felizmente ele está em uma escola cuja adaptação foi muito mais acolhedora e responsável, com as professoras tendo o cuidado de inclusive falar inglês comigo, pois elas próprias perceberam a sensibilidade dele em relação à língua. Estou abrindo essa reclamação pública para que as mães mais preocupadas, não passem pelo o que eu passei. Porque provavelmente só descobri tudo isso pelo meu fato filho só falar inglês. Na minha opinião, não fale nem um pouco o que custa e estou vendo as possibilidade jurídicas dado que a escola se recusou a devolver o meu dinheiro mesmo depois desse processo horrível.

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Resposta da empresa

01/11/2023 às 17:09

Olá Sra Nathalia, tudo bem?

Entendemos sua frustração, e endereçamos todas as questões apresentadas em diversos momentos, inclusive na presença da representante oficial da Diretoria de Ensino do município.
Toda a nossa estrutura física de berçário foi aprovada e está dentro da regulamentação do poder público e das melhores práticas do setor. Nosso quadro de funcionários é selecionado com base rigorosa de critérios técnicos e de perfil.

A escola lhe foi apresentada de forma extremamente transparente em todas as visitas. Promovemos encontros com a equipe pedagógica e aprofundamento em nossa proposta antes mesmo do primeiro dia do aluno na escola através de visitas, reuniões e eventos pré-adaptação, justamente para que a família tenha ampla visibilidade da adaptação e do dia a dia na escola.

Entendemos perfeitamente que o momento da adaptação é bastante emocional e delicado para a mãe. Sabemos, também, que o tempo da criança nem sempre corresponde às expectativas do adulto. Para tanto, trabalhamos cuidadosamente para oferecer previsibilidade e acolhimento, e sentimos muito se não conseguimos assistí-la da forma esperada.

Quanto aos eventos descritos em sua reclamação, a narrativa é uma versão unilateral e descontextualizada de momentos do processo. A fim de proteger a intimidade da criança e da família não iremos refutar ponto a ponto neste canal.

Seguimos, como sempre, cordialmente à disposição,

Réplica do consumidor

06/11/2023 às 09:06

Replica:

- na presença da representante oficial da Diretoria de Ensino do município: nessa reunião vocês simplesmente (i) mostraram que jogam dentro das regras da legislação, ou seja, não necessitam que nenhum professor da escola tenha nenhuma comprovação de nenhum tipo de qualificação em inglês. Mas não é isso que vendem.
(ii) que a escola foi aprovada numa visita técnica, sendo que não consta no plano pedagógico que aquela sala era usada de forma simultânea como lactário ou fraldário, logo isso não foi avaliado.

- a narrativa é uma versão unilateral e descontextualizada de momentos do processo. A fim de proteger a intimidade da criança e da família não iremos refutar ponto a ponto neste canal.: (i) não houve preocupação nenhuma com a criança quando foi colocada durante um momento delicado, como mesmo colocado por vocês, com profissionais sem experiência nenhuma ou praticamente nenhuma (vide currículo) que não falavam seu idioma. Mas sim estão preocupados unicamente com a imagem de vocês, em ter que mostrar a realidade; (ii) com certeza parte da narrativa é minha visão sobre o caso, mas infelizmente há fatos relatados aqui que não são unilaterais como o currículo das professoras, a troca alta de professores na escola e na apresentação da escola uma coisa é vendida, mas na prática (e para a diretoria de ensino) a realidade é outra, dado que por lei, a escola não tem praticamente obrigações legais diferente de uma escola que não se diz bilingue.

Outra coisa que infelizmente não está no contrato foi a falta de transparência, após meu questionamento sobre a qualificação dos professores (como relatado acima, não pude mais sair da portaria).

Não adianta ter uma excelente proposta pedagógica, se não há pessoas qualificadas para tal, ou professores que não tenham experiência e tempo de maturação para absorver a teoria e colocá-la em prática.

Consideração final do consumidor

09/12/2023 às 16:10

Empresa muito preocupada com a imagem, mas pouco preocupada em entregar essa realidade.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

4