Insatisfação com negociação de parcelas em atraso e cobrança de honorários indevidos pelo Escritório Schulze

Não respondida
Florianópolis - SC
05/06/2026 às 10:26
ID: 250579813
Venho, por meio desta, registrar minha insatisfação com a forma como o Escritório Schulze vem conduzindo a negociação referente às parcelas em atraso do meu financiamento.
Estou há aproximadamente duas semanas tentando obter o boleto para pagamento de uma das parcelas em atraso, demonstrando claramente minha intenção de regularizar o contrato. No entanto, a cada contato, são apresentados novos valores, novas exigências e novos empecilhos, dificultando a negociação e impedindo que eu consiga efetuar o pagamento.
Os valores informados vêm sendo alterados constantemente, sem explicação clara, objetiva e documentada. Em um momento é apresentado determinado valor, posteriormente outro valor maior, e assim sucessivamente. Essa conduta gera insegurança, falta de transparência e sensação de pressão indevida sobre o consumidor.
Além disso, venho recebendo mensagens e informações com termos que dão a entender que o contrato já estaria judicializado ou prestes a ser judicializado, criando constrangimento e pressão psicológica para aceite de condições que sequer foram devidamente esclarecidas. Essa forma de comunicação é inadequada, principalmente considerando que estou tentando negociar e pagar.
Outro ponto grave é a cobrança de honorários extrajudiciais/advocatícios. Conforme consta expressamente no contrato, caso a Financeira precise recorrer a serviços de advogado externo para exigir o cumprimento da Cédula antes da propositura de ação judicial, ela própria arcará com os honorários.
O contrato prevê que, em caso de atraso no pagamento, período de inadimplência ou anormalidade do contrato, poderão incidir taxa diária de juros, juros remuneratórios conforme item F.4, juros moratórios de 1% ao mês, todos capitalizados diariamente, além de multa de 2% sobre o valor do débito.
Também consta que podem ser de responsabilidade do consumidor as despesas de cobrança e cartorárias oriundas de notificação extrajudicial, protesto, registro da Cédula, envio de aerogramas e cartas com aviso de recebimento.
Entretanto, há clara diferença entre despesas cartorárias/comprovadas de cobrança e honorários advocatícios extrajudiciais. O próprio contrato estabelece que os honorários do advogado externo, antes da propositura de ação judicial, são de responsabilidade da Financeira.
Dessa forma, não reconheço como obrigação minha a cobrança de honorários extrajudiciais/advocatícios feita pelo escritório de cobrança, razão pela qual solicito a exclusão imediata desse valor do boleto ou, alternativamente, o envio de demonstrativo detalhado que comprove a natureza de cada cobrança, com indicação da respectiva previsão contratual.
Reforço que minha intenção sempre foi regularizar a situação, iniciando pelo pagamento de uma das parcelas vencidas. Entretanto, a postura adotada pelo escritório tem dificultado a solução amigável, impondo obstáculos sucessivos, alterando valores e criando um ambiente de pressão, em vez de facilitar a composição.
Diante disso, solicito formalmente:
A emissão imediata do boleto da parcela em atraso, com valor claro, detalhado e atualizado;
O envio do demonstrativo completo dos encargos cobrados;
A exclusão de qualquer cobrança de honorários extrajudiciais/advocatícios que, conforme contrato, sejam de responsabilidade da Financeira;
A comprovação e discriminação de eventual despesa de cobrança ou cartorária que esteja sendo repassada ao consumidor;
A confirmação objetiva sobre a real situação do contrato, esclarecendo se existe ou não processo judicial em andamento;
Que todas as informações futuras sejam prestadas de forma clara, documentada e sem uso de termos intimidatórios, ambíguos ou que induzam o consumidor a acreditar que já existe medida judicial, caso isso não corresponda à realidade.
A conduta atual representa falta de respeito com o consumidor, que está tentando pagar e regularizar o contrato, mas encontra dificuldade justamente por parte do escritório responsável pela negociação.
Caso a situação não seja resolvida de forma adequada e transparente, registrarei reclamação junto ao Banco Central, consumidor.gov.br, Procon e demais órgãos competentes, bem como avaliarei as medidas cabíveis para questionar eventuais cobranças indevidas e práticas abusivas.
Aguardo retorno com a emissão do boleto sem honorarios extrajudiciais e o detalhamento completo dos valores cobrados.