HUMILHAÇÃO E CONSTRANGIMENTO NA SEÇÃO DE HORTIFRUTI NO SHIBATA DO SHOPPING JARDIM ORIENTE

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São José dos Campos - SP

29/07/2026 às 12:53

ID: 255129303

Dia 28/07/2026 por volta das 11 hs (a.m.) fui fazer compras no hipermercado Shibata do Shopping Jardim Oriente em São José dos Campos como sempre fiz durante anos. Ao chegar na seção de hortifruti, porém, um funcionário de reposição de legumes começou de repente a gritar alto em forma de deboche, expressões maliciosas (cunho sexual) e comparações grotescas de racismo com asiáticos em forma de piadas de mau gosto, no entanto de modo indireto. Eu sou uma mulher descendente de japoneses e me senti extremamente desconfortável com os berros e as piadas de duplo sentido, fazendo comparações humilhantes com comida (abóbora cabocha), que o homem repetia de minuto a minuto sem parar. Eu olhava pra ele e, vez ou outra, via ele olhando para mim, rindo. Um colega dele da mesma seção entrou na onda e começou a repetir as expressões maliciosas e racistas, gritando como se os dois fossem feirantes, em tom de piada. Eles ficaram nessa zombaria durante uns 10 a 15 minutos, enquanto eu estava ali, mas sempre disfarçando nas indiretas. Outras pessoas que também se encontravam ali perceberam a situação estranha sem entenderem muito. Chegou um momento que me senti tão mal e constrangida que comecei a ter uma crise de ansiedade e pânico que precisei deixar meu carrinho de compras e tive que me esconder em um corredor de frios ao lado. Reparei nitidamente que ao sair do local, os dois homens pararam de gritar na hora. Fiquei tão mal, tremendo de nervosismo, já quase chorando e me sentindo tão humilhada, que tive que chamar meu marido de casa para me ajudar a terminar a compra e me proteger dos abusadores. Abordei uma mulher que estava também no local e perguntei pra ela se tinha reparado nos homens que gritavam sem parar os deboches de duplo sentido. Ela me respondeu que sim e que também achou muito estranho aquilo. Meu marido chegou e me ajudou a terminar a compra correndo, muito nervoso, quase indo tirar satisfação com os funcionários. Porém eu falei que era melhor deixar e reclamar depois. Pensei em falar com a gerência do supermercado, mas também desisti achando que não iam me validar, dizendo que era meramente uma brincadeira deles. Fomos embora correndo de lá, com meu marido quase surtando de raiva, e eu prometendo nunca mais fazer compra ali. Na seção de hortifruti sempre presenciei conversas altas em tom de zombaria entre vários funcionários, mas nunca tinha me sentido constrangida e diminuída como nesse dia. Apenas uma outra vez, escutei uma funcionária falando alto para outra, em tom bem pejorativo e preconceituoso de uma pessoa de característica asiática. Eu estava na frente dela na balança de pesar os legumes e tive que ouvir aquilo calada, sendo que eu também era da raça amarela. É inadmissível que uma empresa fundada por japoneses e descendentes contratem pessoas com esse tipo de discriminação, desrespeitando completamente a comunidade nipo-brasileira e asiática em geral que confia nos serviços do estabelecimento. Deveria haver uma aula aos funcionários alertando sobre discriminação, preconceito, xenofobia e racismo, não apenas com negros, mas com toda raça e etnia. Chega a ser até vergonhoso a rede Shibata manter funcionários dessa categoria e sem o mínimo de educação e respeito. Foi uma das coisas mais humilhantes que passei na vida. Se o Shibata não tomar alguma providência, casos parecidos podem acontecer novamente, chegando até a ocorrer caso de polícia por injúria racial e racismo recreativo com asiáticos. Meu trauma me fez decidir deixar de fazer compras no Shibata do Shopping Jardim Oriente (SJC), infelizmente. Espero que os donos da rede Shibata saibam do acontecido e, sendo descendentes de japoneses, tenham a empatia e a dignidade de agir contra essas discriminações humilhantes na sua empresa.

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Resposta da empresa

29/07/2026 às 14:31

Prezada Daniela,

Lamentamos profundamente pelo constrangimento e pela experiência negativa relatada.

A Rede Shibata tem como norte valores inegociáveis de respeito, ética e valorização da diversidade. Repudiamos veementemente qualquer atitude de cunho discriminatório, preconceituoso ou desrespeitoso, pois o nosso compromisso diário é oferecer um ambiente seguro, empático e acolhedor para todos os nossos clientes.

Diante da gravidade dos fatos narrados, informamos que o gerente da unidade, Sr. Alex, cuidará deste caso pessoalmente. Asseguramos que será conduzida uma apuração rigorosa sobre a conduta dos colaboradores no setor indicado e garantimos que todas as medidas internas cabíveis serão tomadas de forma firme para que situações inaceitáveis como esta não voltem a ocorrer. Solicitaremos que a gerência entre em contato com a sra., no número telefônico aqui disponibilizado, para que preste todo o atendimento necessário que o caso demanda.

Agradecemos o seu relato, que é fundamental para reforçarmos nossos padrões de qualidade e respeito, e nos colocamos à inteira disposição.

Réplica do consumidor

02/08/2026 às 16:24

Passaram-se 3 dias e ninguém entrou em contato comigo. Mas agora também já não quero mais que o gerente entre em contato. É bastante decepcionante saber que esse supermercado não deu o devido valor a um relato de uma cliente que sofreu graves humilhações de dois funcionários homens e uma mulher. Sobre essa eu não havia relatado antes por não querer me estender muito, mas depois me dei conta que era mais um vestígio do vilipendio que sofri. A verdade é que uma colega desses dois homens também entrou na zombaria, pois, eu, ao passar ao seu lado com meu marido, essa funcionária solta um "A lalanja tá balata hoje!" com risinho de deboche. O mesmo funcionário que me zombava repetiu ela na mesma hora "a lalanja". Meu marido percebeu e ficou muito indignado. Não sei como conseguiu não reagir, mas ele realmente não discutiu com ninguém porque eu insisti que não fizesse isso. Imagina se fosse com um alguém descontrolado (ou louco), o perigo de isso acabar no hospital ou cemitério... Mas enfim, parece que a empresa não vê isso com gravidade. Eu poderia entrar na justiça e teria muitos elementos à meu favor, mas vou deixar passar essa para não ter mais dor de cabeça. No entanto, meus familiares e conhecidos frequentam o supermercado. Se eles também passarem por isso ou presenciarem qualquer piadinha racista com asiático ou importunação com mulheres, direta ou indireta, aí teremos que entrar com uma ação (policial e jurídica), pois aí será muito abuso. Isso não é uma ameaça, mas um direito nosso por lei. Assim como zombar um negro o chamando de macaco é [Editado pelo Reclame Aqui], comparar um asiático com intenção depreciativa, sarcástica, maliciosa ou pejorativa também é [Editado pelo Reclame Aqui] PREVISTO POR LEI. Está muito claro (e escrito) que fazer piada RACIAL com QUALQUER RAÇA ou etnia é [Editado pelo Reclame Aqui]. Isso é chamado de RACISMO RECREATIVO. Então, aqui não se trata de mera opinião de alguém "sensível ou fresca", mas se trata de uma lei brasileira. Também não tem a ver com ideologia ou militância (já que eu não sou nem de direita e nem de esquerda), mas de uma CONSTATAÇÃO DE FATOS por si só. Qualquer asiático que se sentir diminuído e humilhado por ofensas ou piadas tem o direito de denuciar. Manter os funcionários envolvidos no deboche em contato com clientes é uma negligência e um descaso total. Talvez eu nunca mais pise nesse supermercado, mas familiares e conhecidos meus, sim, e grande parte deles de descendência de japoneses. Eu relatarei o acontecido e descreverei fisicamente os colaboradores envolvidos na humilhação a eles. Espero que isso nunca mais ocorra num supermercado da rede Shibata e, de novo, gostaria de pedir que instruíssem todos seus funcionários sobre discriminação e como a lei trata disso, até mesmo com asiáticos ou outra minoria (autistas, deficientes, pessoas de outras religiões e culturas). Nenhum cliente é obrigado a ser alvo de zombaria como a um palhaço para que pessoas preconceituosas se divirtam. Nem mesmo de ouvir conversas racistas ou de outros tipos de discriminação. Estamos no século 21 e ver essa ignorância ainda acontecendo é um absurdo.

Consideração final do consumidor

03/08/2026 às 10:05

Empresa me decepcionou

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

3