Problemas mecânicos e falta de atendimento adequado em motocicleta zero km

Reclamação não respondida

Não respondida

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Rio de Janeiro - RJ

04/08/2026 às 16:28

ID: 255608159

Adquiri uma ***** 250 0 km na concessionária ***** (EGF MOTORS RIO LTDA CNPJ *****) acreditando estar adquirindo um veículo novo, confiável e em perfeitas condições de uso. A expectativa de qualquer consumidor ao comprar uma motocicleta zero quilômetro é justamente a de desfrutar de um produto seguro, confiável e livre de defeitos. Infelizmente, essa expectativa foi frustrada desde os primeiros quilômetros.

Com menos de 100 km rodados, em 21/07/2026, fui obrigado a deixar a motocicleta na concessionária para reparo em razão dos seguintes problemas:
pneu empenado;
ruído na parte dianteira da motocicleta;
motor com oscilações, principalmente em marcha lenta;
necessidade de regulagem da embreagem;
guidão desalinhado.

A motocicleta permaneceu na concessionária por 2 (dois) dias. Ao retirá-la, constatei que apenas o problema do pneu havia sido efetivamente solucionado, mediante sua substituição. Todos os demais defeitos permaneceram.

Além disso, na primeira intervenção não me foi entregue qualquer ordem de serviço ou documento de entrada da motocicleta, procedimento elementar em qualquer assistência técnica autorizada e essencial para registrar formalmente os defeitos informados pelo consumidor, os serviços executados e o histórico de manutenção do veículo.

Como os problemas persistiram e a utilização da motocicleta continuava incompatível com o que se espera de um veículo zero quilômetro, retornei novamente à concessionária em 31/07/2026, quando a motocicleta possuía apenas 147 km rodados.

Na segunda oportunidade, relatei os seguintes problemas:
forte ruído proveniente do amortecedor dianteiro;
freio dianteiro apitando;
persistência de barulhos na parte frontal da motocicleta, indicando possível folga ou peça solta;
câmbio (pedal de marchas) sem a maciez esperada de uma motocicleta nova;
motor continuando a engasgar, especialmente em baixa rotação;
corrente produzindo ruídos excessivos.

Desta vez, fiz questão de solicitar a emissão da ordem de serviço.

Fui informado de que ela seria encaminhada por WhatsApp.

Aguardei. Não enviaram.

Cobrei novamente. Não enviaram.

Voltei a cobrar. Novamente sem envio do documento.

Em 04/08/2026, compareci à concessionária para retirar a motocicleta. Após realizar um breve teste, tive a impressão que os problemas haviam sido sanados. Antes de deixar o local, solicitei novamente a ordem de serviço para que pudesse retornar ao meu trabalho.

Depois de aproximadamente 30 minutos de espera, foi apresentada uma folha contendo apenas a seguinte descrição:

"Somente apertamos parafusos."

Naturalmente, recusei-me a assinar esse documento.

O documento não descreve os defeitos relatados, não informa as datas de entrada e saída do veículo, não identifica os serviços realizados, não registra eventuais regulagens, substituições de peças ou testes executados e, na prática, não possui qualquer utilidade para o consumidor. A documentação entregue não atende ao mínimo esperado de uma assistência técnica autorizada e compromete a transparência da relação de consumo.

Faço questão de registrar que minha reclamação não é dirigida aos colaboradores que me atenderam, mas sim à marca e à concessionária autorizada, responsáveis pela qualidade do produto colocado no mercado e pela assistência técnica prestada.

Esta é a sexta motocicleta zero quilômetro que adquiro ao longo da vida. Escolhi a Shineray porque enxerguei uma excelente proposta de custo-benefício e um modelo menos visado em [Editado pelo Reclame Aqui] e furtos.

Jamais imaginei, entretanto, que uma motocicleta com menos de 150 km rodados, ainda sem emplacamento, apresentaria tantos problemas e precisaria retornar duas vezes à assistência técnica antes mesmo de sua primeira revisão.

O projeto da SHI 250 é muito bonito e desperta curiosidade por onde passa. Diversas pessoas já me perguntaram sobre a motocicleta. Infelizmente, minha experiência prática tem sido completamente diferente da imagem transmitida pela marca.

O que mais preocupa não é apenas a quantidade de defeitos, mas o fato de todos eles terem surgido praticamente desde a entrega do veículo. Isso compromete a confiança que qualquer consumidor deposita ao adquirir um bem novo e gera uma legítima insegurança quanto à qualidade e à confiabilidade da motocicleta.

Além dos diversos vícios apresentados, causa enorme preocupação a forma como a assistência técnica registra seus atendimentos. A ausência de ordem de serviço na primeira intervenção e a emissão, na segunda, de um documento resumido à frase "Só apertamos parafusos" impedem o consumidor de conhecer exatamente quais procedimentos foram realizados e dificultam, inclusive, o acompanhamento do histórico técnico do veículo.

Tais condutas afrontam princípios básicos do Código de Defesa do Consumidor, especialmente:
art. 6, inciso III, que assegura ao consumidor o direito à informação adequada, clara e precisa;
art. 18, que responsabiliza o fornecedor pelos vícios apresentados no produto;
art. 20, que exige que os serviços sejam prestados de forma adequada e eficiente;
art. 31, que determina que as informações fornecidas ao consumidor sejam corretas, claras e ostensivas.

Para minha surpresa, ao sair da concessionária e percorrer menos de 5 km até o meu trabalho, percebi que o motor continua apresentando falhas e engasgando em baixa rotação, ainda que com menor intensidade. O freio dianteiro também continua apitando.

Ou seja, mesmo após duas intervenções da assistência técnica autorizada, os problemas não foram integralmente solucionados.

Hoje a motocicleta possui apenas 153 km rodados, ainda não foi emplacada e já permaneceu seis dias na oficina da concessionária, sem que todos os defeitos apresentados fossem definitivamente resolvidos.

Lamento profundamente estar escrevendo esta reclamação. Gostaria de estar recomendando a SHI 250 e a própria Shineray a amigos e familiares, principalmente porque considero o projeto da motocicleta muito bonito e com excelente proposta de custo-benefício. Entretanto, em vez de aproveitar um veículo novo, estou gastando tempo retornando à concessionária, cobrando documentos que deveriam ser fornecidos espontaneamente e tentando solucionar problemas que jamais deveriam existir em uma motocicleta zero quilômetro.

Ainda acredito que a Shineray tenha a oportunidade de demonstrar respeito ao consumidor e solucionar definitivamente este caso. Contudo, caso isso não ocorra, buscarei a proteção dos meus direitos pelos meios administrativos e judiciais cabíveis, esperando que esta reclamação sirva como registro fiel dos fatos efetivamente ocorridos desde a aquisição do veículo.

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