Constrangimento e abordagem inadequada de segurança no shopping

Não resolvido
São Paulo - SP
23/07/2026 às 22:34
ID: 254709421
À Vivara e aos responsáveis pelo Shopping Aricanduva
Olá,
Meu nome é ***** e, infelizmente, não posso iniciar esta mensagem desejando uma boa noite, diante da traumática experiência que vivi hoje ao visitar a loja Vivara Life, localizada no Shopping Aricanduva. Se eu pudesse prever a situação constrangedora pela
qual passaria, certamente teria evitado ir ao local.
Desde já, faço questão de esclarecer que meu relato e minha indignação não são direcionados à marca Vivara nem aos seus colaboradores. Pelo contrário, fui atendido com extrema cordialidade, respeito, profissionalismo e gentileza durante todo o tempo em que permaneci na loja. Todos os funcionários que me atenderam merecem
meu reconhecimento e respeito. No entanto, eles serão mencionados neste relato apenas para contextualizar os fatos, uma vez que poderão ser testemunhas em eventual procedimento administrativo, judicial ou reportagem sobre o ocorrido.
Infelizmente, entendo que a loja está inserida em um ambiente que, na data de hoje, se mostrou tóxico, preconceituoso e desrespeitoso.
Relato dos fatos
No dia 23/07/2026, por volta das 10h30, entrei no Shopping Aricanduva acompanhado de um amigo de trabalho. Como de costume, fomos inicialmente até a loja Cavazani, onde eu possuía uma negociação em andamento com o Sr. Carlos.
Após concluirmos essa reunião, seguimos para a praça de alimentação, onde finalizamos alguns planejamentos relacionados ao trabalho.
Ao deixarmos o shopping, passamos em frente à loja Vivara Life. Observando a vitrine, vi um anel que há bastante tempo desejava adquirir. Convidei meu amigo para entrar comigo na loja para que eu pudesse experimentá-lo e, caso gostasse,
realizaria a compra.
Assim aconteceu.
Fui extremamente bem atendido. A vendedora, assim como as demais colaboradoras da loja, demonstrou absoluto profissionalismo, educação e cordialidade. Meu atendimento merece nota mil.
Entretanto, ao sair da loja com a sacola da Vivara, aproximadamente trinta metros adiante, encontrei dois seguranças da empresa Verzani Sandrini, responsável pela segurança terceirizada do Shopping Aricanduva. Próximo a eles havia um terceiro indivíduo,
vestido à paisana, utilizando fones de ouvido.
Ao passarmos pelo grupo, esse terceiro homem me observou de maneira insistente e claramente me encarou, transmitindo a impressão de que eu e meu amigo estávamos praticando alguma irregularidade. Sua postura foi visivelmente intimidatória, demonstrando, sem
qualquer discrição, que estava nos monitorando.
Naquele primeiro momento, preferi não reagir. Entretanto, ao olhar para trás, constatei que ele continuava nos acompanhando com o olhar.
Foi nesse instante que senti uma profunda indignação, frustração e constrangimento. Passei a ter a nítida sensação de estar sendo alvo de suspeita sem qualquer motivo.
Dirigi-me ao piso superior, nas proximidades da loja Daiso, onde procurei outro segurança e relatei o ocorrido, solicitando a presença do Supervisor de Segurança do Shopping.
Esse profissional foi bastante atencioso e fez o contato com a central.
Pouco depois compareceu um funcionário da empresa Verzani Sandrini, identificando-se como responsável pela segurança. Repeti todo o relato e novamente solicitei a presença do supervisor do Shopping. Contudo, durante toda a conversa, ele insistia em afirmar
que ele próprio era o responsável, tentando minimizar o ocorrido, dizendo que provavelmente tudo não passara de um engano e que o indivíduo descrito por mim não fazia parte da equipe de segurança sob sua responsabilidade.
Respondi que justamente por essa razão estava solicitando a presença do supervisor do Shopping, pois o comportamento apresentado era muito semelhante ao de policiais à paisana que eventualmente realizam atividades particulares em estabelecimentos comerciais.
Caso realmente se trate dessa situação, entendo que caberá às autoridades competentes "'u2014" seja a Justiça Militar, Justiça Comum ou outros órgãos responsáveis "'u2014" apurar eventual irregularidade, eventual exercício ilegal da função, abuso de autoridade ou qualquer
outra conduta incompatível com a legislação.
Percebendo que nenhuma providência seria tomada naquele momento, retornamos à loja Vivara Life.
Ao descer a escada, reencontrei o mesmo indivíduo. Aproximei-me dele e perguntei se trabalhava no shopping. De imediato respondeu que sim.
Em seguida, perguntei seu nome. De forma ríspida respondeu: "Não vou informar meu nome."
Como utilizava rádio comunicador e fones de ouvido, ficou evidente que já tinha conhecimento da situação relatada anteriormente. Ao perceber minha aproximação, acelerou os passos. Tirei uma fotografia dele, momento em que virou o rosto e entrou rapidamente
por um corredor lateral, afastando-se do local.
Retornei à loja Vivara Life, onde fui prontamente acolhido pelas vendedoras e pela gerente. Relatei todo o ocorrido e, mais uma vez, fui tratado com enorme respeito, humanidade e profissionalismo.
A gerente solicitou novamente ao segurança mais próximo que providenciasse a presença do Supervisor de Segurança do Shopping.
Após aproximadamente trinta minutos de espera, compareceu novamente o mesmo funcionário da empresa Verzani Sandrini.
Desta vez, entrou na loja de maneira ríspida, arrogante e incisiva, dirigindo-se diretamente a mim e afirmando: "Qual a parte que o senhor não entendeu de que esse homem não pertence ao nosso quadro de colaboradores? Esse assunto se encerra aqui. Mesmo que o senhor queira levar isso adiante, isso não vai dar em nada."
Toda essa situação foi presenciada pelas colaboradoras e pela gerente da loja, que demonstraram indignação diante da postura adotada pelo referido segurança.
Percebendo meu estado emocional, solicitaram que ele deixasse o estabelecimento.
Novamente a gerente insistiu para que fosse chamado o Supervisor de Segurança do Shopping.
Já havia transcorrido aproximadamente uma hora desde o primeiro pedido.
Diante da ausência de qualquer responsável, fomos convidados a comparecer à administração do Shopping.
Após nova espera, fomos atendidos pelo Sr. Aparecido, que se apresentou como responsável pela segurança do Shopping, acompanhado de outro senhor cujo nome, infelizmente, não consegui guardar devido ao nervosismo.
Fomos conduzidos a uma sala de reuniões, onde eu, meu amigo e uma colaboradora da Vivara relatamos detalhadamente todos os acontecimentos.
O Sr. Aparecido anotou algumas informações. Mostrei a fotografia do indivíduo e solicitei que posteriormente fossem analisadas as imagens das câmeras de segurança.
Mesmo visualizando a fotografia em meu celular, afirmou reiteradamente que aquele homem não fazia parte do quadro de prestadores de serviço do Shopping.
Naturalmente, compreendo que não seria razoável esperar que assumisse qualquer vínculo naquele momento. Contudo, é de conhecimento público que diversos estabelecimentos comerciais contam com policiais realizando atividades particulares.
Caso exista alguma irregularidade, caberá exclusivamente às autoridades competentes apurá-la.
Permanecemos em conversa por aproximadamente uma hora.
Ao final, o Sr. Aparecido sugeriu que caminhássemos pelos corredores do shopping para tentar localizar o indivíduo.
Como era previsível, ele já não se encontrava mais no local.
Após essa tentativa, fomos acompanhados até a saída do Shopping.
Considerações finais
Sinceramente, tenho consciência de que situações como essa muitas vezes acabam sem qualquer consequência prática, justamente porque, infelizmente, vivemos em uma sociedade onde muitas vezes pessoas acabam protegendo outras pessoas.
Ainda assim, não podemos normalizar atitudes discriminatórias, preconceituosas ou racistas.
É extremamente triste sentir medo ou constrangimento ao entrar em um centro comercial apenas para realizar uma compra.
Hoje eu apenas queria adquirir um anel, um objeto que para mim representa autoestima e realização pessoal. No entanto, deixei o shopping profundamente abalado, frustrado e emocionalmente afetado pela forma como fui tratado.
Reitero
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Resposta da empresa
28/07/2026 às 09:17
Olá, David!
Agradecemos por ter nos procurado no Reclame Aqui. Estamos tentando conversar com você, mas não tivemos sucesso até agora. Por gentileza, informe um número diferente ou horário mais confortável para a nossa equipe entrar em contato.
Em breve entraremos em contato via WhatsApp.
Ficamos à disposição pelo telefone 0800 774 7071, todos os dias das 10 às 22 horas.
Atenciosamente,
Central de Relacionamento - Centro Comercial Aricanduva
Réplica do consumidor
28/07/2026 às 09:36
Procurando aonde?
Réplica do consumidor
28/07/2026 às 09:37
Procurando aonde até o momento nada recebi nenhum contato
Réplica da empresa
29/07/2026 às 15:23
Olá, David!
Tentamos contato com você pelo WhatsApp, mas não obtivemos retorno.
Por gentileza, pedimos que entre em contato conosco pelo telefone 0800 774 7071, todos os dias das 10 às 22 horas.
Atenciosamente,
Central de Relacionamento - Centro Comercial Aricanduva
Consideração final do consumidor
01/08/2026 às 14:20
Nunca recebi contato algum
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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