Conduta abusiva e discriminatória de segurança no Shopping Parque Balneário

Reclamação não respondida

Não respondida

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Santos - SP

30/11/2025 às 14:03

ID: 233262721

Na qualidade de consumidor/cliente do Shopping Parque Balneário, empresa direito privado inscrita no CNPJ ***** sob o nome "Condomínio Parque Balneário Center", localizada na Avenida Ana Costa, 549 - Gonzaga, Santos - SP, CEP *****, sirvo-me da presente para registrar grave ocorrência envolvendo um dos seguranças do estabelecimento, funcionário cuja identificação completa me foi deliberadamente ocultada pelo próprio agente. em flagrante violação dos deveres profissionais inerentes à função e em afronta direta aos direitos do consumidor/cliente.

1. Descrição objetiva da ocorrência

Na data de 28/11/2025, por volta das 20h35, dirigi-me ao sanitário do Piso 3 do referido shopping, próximo à Praça de Alimentação, como faço regularmente às sextas, sábados e domingos após tomar café com um amigo, para escovar os dentes. Passei por uma das lojas localizadas no piso 2, denominada Praticagem, ao lado de cuja estavam o segurança em questãocalvo, pardo, alto e de forte compleição físicaconversando com uma colega, também segurança. Após passar ao seu lado, subi as escadas que levam a um corredor que dá acesso a Praça de Alimentação, no piso 3. No referido corredor, há um sanitário amplo com lavabos amplos, convenientes para que se faça a higiene bucal. Ocorre que o referido segurança me seguiu até o banheiro, sem qualquer causa aparente.

Dentro do sanitário, enquanto eu apoiava a minha mochila no lavabo para retirar os objetos para realizar a escovação dos dentesato simples e cotidianoo referido segurança permaneceu andando de um lado para o outro diretamente atrás de mim e, posteriormente, posicionou-se ostensivamente no fundo do ambiente, encostado à parede, mantendo o olhar fixo e postura clara de vigilância intimidatória. É importante frisar que, naquele momento, havia no ambiente duas crianças e dois adultos além de mim. O referido segurança acompanhou os usuários até a saída do sanitário e imediatamente retornou, repetindo a mesma conduta invasiva, direcionada exclusivamente contra mim, já que, então, estávamos somente eu e ele no recinto.

2. Discussão inadequada em ambiente público e conduta hostil

Ao terminar a escovação, indaguei se havia algo inusual (atitude suspeita ou delito) ocorrendo dentro do ambiente para que ele permanecesse de guarda me observando, uma vez que só havia eu naquele momento dentro do banheiro. Dissimuladamente, ele respondeu que não. Indaguei então porque ele havia me seguido e permanecido ali de guarda como se eu estivesse em atitude suspeita ou fosse praticar algum delito.

Ensejou-se, então, uma discussão, pois ele ficou visivelmente irritado com o questionamento. Durante a discussão, o referido funcionáriode forma absolutamente descabidadeclarou que aquele era seu trabalho e que eu, como cliente, não impediria a permanência dele ali, frase absurda e completamente desconectada da razão pela qual eu o interpelei. O questionamento dizia respeito à conduta de perseguição e vigilância claramente direcionada, em violação a padrões mínimos de urbanidade e profissionalismo e de caráter discriminatório. Disse também que ali permaneceria o tempo que achasse necessário.

3. Recusa deliberada de identificação e uso de linguagem agressiva

Diante da evasividade das respostas, solicitei seu nome completo. A partir de então, ele tornou-se agressivo e recusou-se a informar seu nome, perguntando para qual finalidade eu precisava de seu nome. Disse-lhe que, formalmente, cidadãos se tratam por nome completo e informei o meu nome completo a ele duas vezes. Debochadamente, ele respondeu, E daí? Aproximei-me então para tentar identificá-lo pelo seu crachá, praticamente ilegível dado o tamanho diminuto das letras, conseguindo visualizar apenas um nome incomum, iniciando com S, que posteriormente recordei-me como sendo Sinval, mas sem conseguir anotá-lo devido ao meu nervosismo e vexação provocados pela situação.

Solicitei, então, que mostrasse o crachá novamente para que eu pudesse registrá-lo fotograficamente, momento em que ele abruptamente retirou o crachá do paletó, escondeu-o contra o próprio corpo e afirmou, em tom agressivo e alto: Não vai tirar caraxxx de foto nenhuma! em linguagem [Editado pelo Reclame Aqui].

Tal postura revela agressividade intencional, tentativa deliberada de impedir sua identificação, sentimento de impunidade e total inaptidão para a função de segurança.

Além disso, repetiu diversas vezes em tom de escárnio que, caso eu quisesse reclamar, que me dirigisse à administração do shopping ao mesmo tempo em que ocultava sua identidade, tornando inviável qualquer reclamação formal.

Enquanto isso, usuários do sanitário entravam e saim do local perplexos com a discussão e me causando ainda mais constrangimento.

4. Condutas repetidas e indícios de discriminação/homofobia

Não se trata de episódio isolado. O mesmo funcionário já me seguiu ao mesmo banheiro em diversas ocasiões ao longo de 2025, bem como já se posicionou, em meados deste ano, em frente a um restaurante localizado na Praça de Alimentação do shopping a poucos metros de distância de onde eu estava sentado, encarando-me ostensivamente por longo período enquanto eu almoçava. O padrão reiterado, direcionado e sem justificativa plausível sugere motivação discriminatória, com fortes indícios de homofobia.

5. Responsabilidade da pessoa jurídica e perfil do agente

Nos termos do CDC, a administração responde objetivamente pelos atos de seus prepostos. Cumpre registrar que o segurança em questão é funcionário antigo, amplamente conhecido por frequentadores habituais, e possivelmente exerce função de maior senioridade ou liderança entre os demais segurançaso que torna sua conduta ainda mais grave.

Trata-se de situação que extrapola completamente qualquer falha de prestação de serviço por parte do shopping, abrangendo intimidação, constrangimento, hostilidade verbal, recusa deliberada de identificação, abuso de autoridade e indícios claros de discriminação motivada por orientação sexual.

Importante destacar que, conhecidos meus já relataram terem sido abordados no mesmo shopping por múltiplos seguranças, sendo interpelados sobre o que faziam ali, não necessariamente dentro de sanitários, mas nas escadarias ou corredores, o que demonstra que a prática de constranger pessoas que eles julgam serem homossexuais é sistemática nas dependências do shopping e que revela que não é individual, mas sim preconizada pela administração do estabelecimento.

O fato implica que há tentativa flagrante de intimidar e/ou constranger cidadãos e/ou consumidores do sexo masculino que eles julgam serem homossexuais e, portanto, na visão do estabelecimento, praticantes de atos delituosos, para que não frequentem, consumam e ou permaneçam nas dependências do estabelecimento, já que obviamente não são bem-vindos pela administração.

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