FALHA GRAVE NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO, CONSTRANGIMENTO, VIOLAÇÃO DE PRIVACIDADE E DESRESPEITO

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São Paulo - SP

27/12/2025 às 00:57

ID: 235943229

No dia 26/12, estive no Shopping Praça da Moça, em Diadema, para realizar a troca de um vestido presenteado por meu marido, na loja CA. Antes de iniciar a troca, nos informamos corretamente sobre os procedimentos e seguimos para a escolha e prova de novas peças.
Durante a prova de uma calça no provador, furei o pé com um objeto pontiagudo pertencente a um alarme de segurança que estava solto dentro da peça, evidenciando falha grave no controle, manuseio e segurança dos produtos disponibilizados aos consumidores, colocando minha integridade física em risco.
Dirigi-me imediatamente à funcionária Verônica, relatei o ocorrido e fui encaminhada à enfermaria do shopping, acompanhada de meu marido e de meu filho, que presenciou toda a situação e ficou extremamente assustado.
Após ser questionada sobre a vacina antitetânica e informar que não lembrava, entrei em contato com o médico do meu convênio, que me orientou expressamente a levar o objeto que causou o ferimento à UBS/UPA em até 72 horas, para avaliação adequada, ainda que o objeto aparentasse estar limpo.
Entretanto, ao invés de me entregar o objeto para fins médicos, a funcionária Verônica permaneceu ao meu lado durante todo o atendimento. Senti-me completamente invadida, sem qualquer respeito à minha privacidade.
Além disso, fui informada de que o objeto não poderia ser levado por ser patrimônio da loja, postura absolutamente desproporcional e incompatível com um acidente de consumo que exigia avaliação médica adequada.
Solicitei, então, cópia da ficha de atendimento, documento ao qual todo paciente e consumidor tem direito, especialmente quando se trata de um registro decorrente de acidente dentro de um estabelecimento comercial. Fui informada de que isso somente seria possível mediante autorização do responsável P2, o senhor Rafael.
Com a chegada do referido funcionário, a situação se agravou drasticamente. Sua postura foi intimidatória, hostil e acusatória, tratando-me como se eu estivesse cometendo algum ilícito. Questionou de forma inadequada o que eu faria com aquilo, se eu iria processar a empresa, insinuando má-fé.Tal abordagem foi humilhante, ocorreu na presença do meu marido e do meu filho, que ficou emocionalmente abalado com a truculência da situação.
Ressalto, ainda, que meus dados pessoais completos foram coletados (nome, endereço, telefone e demais informações sensíveis), fui obrigada a assinar a ficha de atendimento, porém me foi negada a cópia do documento, o que configura violação clara ao direito de acesso à informação e aos princípios da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), especialmente quanto à transparência e finalidade do uso dos dados pessoais.
Em contraste, ao ser atendida posteriormente na UPA, recebi imediatamente a cópia do atendimento, o que evidencia que a negativa por parte do shopping e da loja não possui qualquer justificativa técnica ou legal.
Mesmo diante de todo o ocorrido:
O objeto que causou o ferimento não me foi entregue, foi disponibilizado a funcionaria para me seguir e disse que só seria liberado judicialmente.
A cópia do atendimento foi negada e disseram também que só seria liberada judicialmente.
Fui constrangida, intimidada e tratada como suspeita
A troca do vestido não foi realizada
Meu marido foi obrigado a pagar o estacionamento para sair do shopping, apesar de termos sido impedidos de concluir o que havíamos ido fazer e ter que seguir a ambulância até a UPA.
Chegamos ao shopping às 20h08, o acidente ocorreu às 21h34, e fomos obrigados a sair às pressas para buscar atendimento médico, com uma criança assustada, todos emocionalmente abalados, sem qualquer acolhimento, empatia ou postura minimamente humana.
Faço um registro positivo à técnica de enfermagem Elenice, que conduziu seu atendimento com profissionalismo, respeito e empatia, não havendo qualquer ressalva quanto à sua conduta.
Em total contraposição, registro minha indignação quanto à postura do senhor Rafael, funcionário despreparado, sem qualquer habilidade para lidar com uma consumidora vítima de acidente, adotando uma conduta autoritária, desnecessária e ofensiva.
Da mesma forma, a loja CA demonstrou negligência grave, inclusive por meio das falas reiteradas da funcionária Verônica, que tentou justificar o ocorrido com supostas tentativas de furto de terceiros. Tal argumento é absolutamente inaceitável. Não era meu caso, e a existência de furtos não exime a loja de manter seus produtos em condições seguras. O alarme que me feriu estava dentro da roupa, o que revela falha evidente no processo interno e ausência de fiscalização mínima.
Houve ainda violação à privacidade, constrangimento ilegal, agravado pelo fato de uma criança ter sido exposta à situação.
Diante de todo o exposto, exijo apuração rigorosa dos fatos, esclarecimentos sobre o uso e armazenamento dos meus dados pessoais, treinamento imediato dos funcionários envolvidos e retratação formal. O ocorrido é inadmissível e incompatível com qualquer padrão mínimo de respeito ao consumidor.

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