Cobrança indevida de reparos em itens pré-existentes e não utilizados, com contestação ignorada.

Em réplica
Porto Alegre - RS
14/05/2026 às 19:06
ID: 248686385
Cobrança indevida no momento da saída parece ser um procedimento padrão da empresa, considerando os inúmeros relatos que encontrei ao buscar informações neste site em busca de uma solução para o meu problema.
Sempre soube da retenção do valor do caução para cobrir eventuais despesas de saída. Porém, após o término da minha estadia, recebi a inspeção de saída com a cobrança indevida referente ao reparo de dois itens.
O nível de subjetividade da análise beira o absurdo: a empresa alega que um tapete que nunca utilizei está com [Editado pelo Reclame Aqui] e que o colchão, que já foi entregue [Editado pelo Reclame Aqui], necessita de limpeza justamente por estar [Editado pelo Reclame Aqui].
Mesmo após inúmeros e-mails contestando a cobrança e informando que sequer utilizei um dos itens pelos quais estão me cobrando reparo, recebi apenas uma resposta acompanhada de um boleto com o valor integral da cobrança.
Fica evidente que a contestação é tratada como um mero procedimento formal, sem qualquer esforço da empresa em comparar a inspeção de saída com a inspeção de entrada, na qual já constavam os problemas relatados nesses dois itens.
Analisem bem se a comodidade de alugar por um período curto vale a pena, pois no momento da saída poderá ser um pesadelo que irá custar caro.
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Resposta da empresa
16/07/2026 às 23:04
Assinei com a Shortstay um contrato de 6 meses para locação de imóvel residencial, mas fui surpreendida com cláusulas abusivas, estrutura de cobranças opaca e uma prestação de serviço que não corresponde ao que foi prometido. Apesar da empresa denominar o contrato como hospedagem, a realidade é de uma locação por temporada, nos termos da Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91). No entanto, o contrato ignora essa legislação, além de violar diversos dispositivos do Código de Defesa do Consumidor.
Destaco os principais problemas: Multa de R$ 200,00 por não aviso prévio de 30 dias, mesmo com a saída na data já prevista em contrato; Cobrança obrigatória de taxa de limpeza final (até R$ 250,00), ainda que o imóvel seja devolvido limpo contraditoriamente, paguei R$ 350 pela limpeza da entrada e recebi o imóvel sujo, com cortinas encardidas, gavetas com baratas e problemas de manutenção visíveis (armários quebrados, torneiras vazando, vidros com travas danificadas); Atendimento limitado ao horário comercial, inclusive para manutenções urgentes; Obrigatoriedade de uso de aplicativo exclusivo como único canal de atendimento, dificultando comunicação e resolução de problemas; Proibição de visita presencial ao imóvel, sendo a visita virtual realizada com fotos antigas e móveis completamente diferentes dos atuais os móveis reais estão visivelmente desgastados e depreciados; O valor acordado de aluguel + taxas varia mensalmente sem justificativa clara, gerando cobranças que extrapolam o contrato. E cobrança de caução.
Especificamente quanto às cobranças de taxas mensais: A empresa se nega a apresentar os boletos reais de condomínio e IPTU, alegando suposta proteção da LGPD. No entanto, o art. 7, V da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) autoriza expressamente o compartilhamento de dados essenciais à execução do contrato; a planilha enviada, em Excel, referente à chamada taxa mensal, é imprecisa, não discriminada e não permite verificação de correspondência entre o valor cobrado (R$ 560,00) e os valores efetivos pagos (condomínio informado pela administradora está em R$ 280,00); Não há transparência quanto ao rateio de água e gás ainda que aceito por ausência de medição individual, a ausência de documentos comprobatórios configura prática abusiva. Mesmo com os prints incompletos enviados pela empresa, é possível constatar que valores como água, gás e energia estão sendo cobrados em duplicidade e/ou acima do real consumo. Os valores gastos por mim são inferiores aos cobrados sob a forma de pacote mensal, ferindo os princípios da proporcionalidade, da boa-fé objetiva e da justa contraprestação (CDC, art. 6, III e art. 39, V).
Solicitei: Revisão imediata da fatura de *****, com base nas despesas efetivas; a apresentação das cópias dos boletos de condomínio e IPTU já cobrados; o Cálculo detalhado da taxa mensal, com base nos valores efetivamente pagos à administradora; a comprovação de que não estão sendo repassadas despesas extraordinárias (ex: fundo de obras); além da devolução por reembolso ou abatimento dos valores pagos a maior.
E a resposta que recebi foi: "Pelo exposto, no tocante aos itens solicitados, informamos que não iremos repassar os documentos de IPTU e Condomínio, pois inerentes à política de privacidade da Shortstay com os proprietários. Ademais, não iremos realizar reembolso de despesas."
A conduta da empresa fere o Código de Defesa do Consumidor, a Lei do Inquilinato e princípios básicos de transparência e respeito ao contratante. Trata-se de uma locação disfarçada de hospedagem, feita para driblar direitos básicos do consumidor e impor obrigações unilaterais, com cláusulas abusivas e cobranças excessivas.
Diante de todo o exposto, faço o registro público dos fatos e requeiro, desde já, a regularização imediata das cláusulas contratuais abusivas, a adequação das cobranças às despesas efetivamente comprovadas e a correção das falhas no atendimento ao consumidor.
Réplica da empresa
16/07/2026 às 23:08
Olá.
Lamentamos que sua experiência não tenha atendido às expectativas. Por motivos de segurança, privacidade e cumprimento da LGPD, não podemos analisar ou divulgar publicamente informações relacionadas a contas, reservas, contratos, pagamentos ou documentos pessoais.
Para que nossa equipe possa verificar o caso com segurança e prestar os esclarecimentos necessários, entre em contato pelo e-mail [[email protected]](mailto:[email protected]), informando seu nome completo, CPF e os dados da reserva.
Após a identificação do titular, analisaremos os registros do atendimento e retornaremos pelos canais oficiais.