UNIDADE GRAJAÚ - Completo desrespeito do Diretor/Dono de uma das Unidades Franqueadas.

Respondida
Rio de Janeiro - RJ
14/03/2024 às 13:37
ID: 184591875
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesOlá, bom dia.
Sou mãe de uma aluna do Berçário II na unidade do Grajaú. Minha filha está matriculada na escola há quase 2 anos e nunca tive grandes problemas com a equipe, e muito pelo contrário, minha filha é tratada com bastante carinho pelas funcionárias internas, assim como eu também sou - qualquer ponto de atenção foram questões pontuais que consegui resolver diretamente com as mesmas.
Ontem tivemos uma reunião de pais que solicitamos para esclarecer alguns pontos em que falharam na comunicação e eu e outros responsáveis ficamos incomodados.
Na reunião, o diretor/dono chamado Jorge Leonardo Santanna, assumiu as pautas com um cronograma organizado pelas coordenadoras, que ele de primeira já disse que não seguiria. Já adianto aqui que o nível de desrespeito, deboche, falta de profissionalismo e ética da parte dele, beiram o inacreditável. Eu nunca me senti tão desrespeitada na minha vida.
Uma das pautas levantadas pelos pais foi a falta de uniformes disponíveis para compra na escola. A resposta dele (que não deixava ninguém terminar de falar) foi que a culpa disso era das mães da unidade que resolveram comprar mais de 8 uniformes para uma criança, não deixando sobrar para as outras. Essa fala foi prontamente questionada por nós, que pontuamos que na realidade isso parecia mais uma falta de planejamento dele, e sugerimos que ele poderia até enviar um formulário antes de realizar a compra para entender quantos cada pai/mãe gostaria de comprar e já obter a quantidade mais próxima da realidade - quando, então, ele disse que gastou 50 mil em uniformes e que não esperava esse aumento nas compras - ano passado o problema dos uniformes já existia, então claramente não foi um aumento. Em determinado momento, ele interrompeu uma das mães e falou, no microfone, que ficava espantado que algumas mães, que já até conseguiram comprar os uniformes, estivessem fazendo tanto caso por algo que nem afetava elas, diminuindo nossos questionamentos e silenciando nossas falas.
Outra pauta levantada: enquanto ele dizia que qualquer problema que tivermos podemos entrar em contato com ele, um pai se manifestou dizendo que estava aguardando resposta dele desde janeiro, pois tinha pontos sobre a colônia de férias - que a filha dele chegava em casa triste dizendo que passou o dia inteiro vendo televisão. O pai reforçou que ano passado tinham várias oficinas e atividades. Jorge, então (também interrompendo) perguntou: "mas você pagou alguma coisa? Porque esse ano fizemos gratuito e eu não sou obrigado a fazer colônia de férias". Então questionamos porque, por mais que ele não seja obrigado, se ele se propõe a fazer então que faça da melhor maneira possível ou então é só não fazer. Nesse contexto, ele disse que a escola deveria ter realizado atividades e que a coordenadora responde oficialmente na ausência dele, e que se não aconteceu não foi por culpa dele - uma exposição e saia justa desnecessárias com a própria equipe.
Foi quando eu peguei o microfone e o questionei se a coordenadora teria, então, total autonomia para tomar decisões na ausência dele, porque ele tinha uma equipe maravilhosa e pelo contexto eu achava difícil que ela tenha conseguido tomar alguma decisão com maior impacto - e então ele respondeu que ela não possuía autonomia financeira. Sugeri que ele colocasse uma outra pessoa como responsável financeira na ausência dele, para que atuasse como par da coordenadora quando necessário, pois não era factível que 5 unidades dependessem única e exclusivamente dele para funcionarem. Ele disse "discordo", e acrescentou com "EU SOU A MINHA EQUIPE", o que gerou um desconforto geral dos pais. Acrescentado à isso, a postura mais incômoda para mim pessoalmente foi, quando ele olhou nos meus olhos e disse (com um deboche e arrogância que ele já estava utilizando do início ao fim da reunião): "você sabe que você também tem outra opção né? Sair" - seguido de revolta de todos os pais e mães ao redor que entenderam que ele não estava ali para resolver questões e insatisfações, mas sim estabelecer poder.
Entre outras pautas e absurdos proferidos por ele ao longo do resto da reunião, a última ocorrida foi quando, na hora de apresentação das profissionais, ele interrompeu logo na segunda, pegou o microfone e, após uns 10 minutos pedimos que ele as deixasse concluir as apresentações. Ele respondeu que iria, mas que como não ficaria até o final e estava indo embora já, queria concluir aquele ponto (que honestamente nem lembro o que era). E disse o seguinte: "a não ser que vocês queiram que eu fique". Obviamente o burburinho de "não" ao longo do auditório foi perceptível e então tivemos a seguinte resposta digna de uma criança de quinto ano: "então já que vocês falaram que não, é agora mesmo que eu vou ficar".
O que mais me preocupa, além da arrogância, deboche, desrespeito e todas as atitudes que ele teve com os pais e clientes dele, é sobre a maneira que minha filha e as outras crianças são tratadas. Se ele se sente no poder e direito de agir assim com pessoas adultas que claramente respondem e debatem de volta e não permitem que esse "poder" seja estabelecido, me questiono sobre a maneira que ele age com crianças. Após o ocorrido, também me questiono se existirá algum tipo de retaliação e estou receosa de manter minha filha na escola.
Posso afirmar que eu e, no mínimo, mais 10 mães (muitas com mais de 2 filhos matriculados na escola) estamos debatendo desde ontem sobre sair da escola, compartilhando dicas e planejando visitas a novos estabelecimentos.
Faço essa denúncia gigante porque me surpreende muito que um ser humano desses seja permitido liderar pessoas que, COM CERTEZA, sofrem abuso psicológico e assédio moral dentro do espaço de trabalho e, pior ainda, seja permitido gerir uma ESCOLA, onde o principal que buscamos é um bom ensino e CONFIANÇA. Ainda que eu decida retirar minha filha da escola, o que atualmente é uma possibilidade enorme, eu ainda assim faria a denúncia pelas crianças seguintes, pelas que permanecerão e pais que não tem essa visibilidade.
Espero muito que esse assunto seja levado à frente e a sério. Aliás, nós possuímos um vídeo dessa reunião que, hoje, também estou pensando em levar aos jornais.
Aguardo retorno.
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Resposta da empresa
02/12/2025 às 17:11
Boa tarde, senhora Maira.
Lamentamos profundamente o ocorrido na unidade Grajaú. Nós, da franqueadora GPI, já tomamos as devidas providências e informamos que essa unidade não faz mais parte do nosso grupo de franqueados.
Reforçamos que não toleramos esse tipo de conduta. A escola é a segunda casa do aluno, e ele deve sentir-se o mais confortável e seguro possível dentro dela.
Espero ter ajudado. Estamos à disposição.
Atenciosamente,
Franqueadora GPI