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São Paulo - SP

30/07/2018 às 21:23

ID: 37238403

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No domingo, dia 15/07, em comemoração ao aniversário de uma prima minha, resolvemos realizar um de nossos sonhos: pular de paraquedas. Eu já havia escolhido a Sky Company pelas boas avaliações online e quanto a isso estava tranquila. Paguei um total de R$ *******,00 com vídeo e fotos. Recebemos orientações sobre como ficar agachados na porta do avião, o que fazer quando saltar e pousar, mas o problema ocorreu durante o voo. Eu ia saltar pela primeira vez na vida. No avião eu e meu instrutor fomos os primeiros da fila do salto duplo ao lado da porta do avião. Um homem sentou no chão na minha frente e me pediu para abrir as pernas, que depois ele pagava o vinho, uns homens riram, e meus primos ouviram também. Ele sentou e apoiou a cabeça nas minhas pernas. Fiquei muito incomodada. Eu não fui orientada em nenhum momento sobre como sentaríamos no avião. Eu não sabia quem ele era. Eu estava muito nervosa. E fiquei com as palavras que ele tinha dito na cabeça. O avião voou mais alto, e um pouco de tempo passou. Meu instrutor fez os últimos ajustes e estávamos prontos. O homem, de repente virou pra trás e começou a mexer em uma parte do meu cinto que ficava na minha barriga. Ele mexeu no cinto fingindo que estava arrumando algo, mas não estava. Eu não gostei, mas não fiz nada. Repito. Eu não sabia quem ele era. Não sabia se era um outro instrutor. Estava com muito medo. Ansiosa. Tremendo. Passou um tempo ele se ajoelhou na minha frente, porque ele seria o primeiro a pular, nisso, ele enfiou a mão em uma parte do meu cinto que ficava na minha virilha. Eu fiquei com muita raiva e tirei a mão dele. Disse que ele não podia encostar em mim, porque não era o meu instrutor, ele riu e me disse tá bom, tá solto. Fiquei mais nervosa e com muito medo. Perguntei ao meu instrutor e não tinha nada pra arrumar.
Os momentos fora no avião, no ar, foram os momentos que eu queria ter guardado. Mas quando pousamos, me dirigi as meninas que tinham me atendido e relatei o assédio. Chorei muito. Infelizmente, o que eu mais lembro dessa experiência foi o assédio que eu sofri. Isso foi o que mais ficou marcado. Eu não consegui ficar feliz, não consegui me alegrar no que tinha tudo pra ser a realização de um sonho, porque o que eu sofri estragou tudo. E é o que eu mais lembro quando penso nesse dia. Repito que eu não sei quem esse homem era. Ele não era o meu instrutor. O meu instrutor me tratou bem. A única coisa é que, nem ele, nem nenhum dos demais homens presentes (eram muitos), fizeram algo.
Eu estava com muito medo de pular de paraquedas, mas nunca pensei que o que mais me assustaria de toda essa experiência seria um assédio. A empresa já está ciente do ocorrido, o mínimo que eu espero é a devolução da quantia paga, pois eu como cliente, não consegui aproveitar a experiência. Além disso, posto aqui o meu relato na esperança que a empresa tome providências para garantir que nenhuma outra mulher passe por isso.

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