Rede Smart Supermercados em Posse, Goiás: Preços Abusivos, Produtos de Baixa Qualidade e Atendimento Ruim

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Palmas - TO

26/05/2026 às 09:54

ID: 249667491

Ah, o Smart Supermercados. A rede que se vende como a Maior Rede de Supermercado por Associação do Brasil com base num selo ABRAS de 2013 tão atualizado quanto o cadastro de fiéis da igreja de Nossa Senhora SantAna da Posse original. Uma colcha de retalhos de mercadinhos travestida de potência nacional, que em Posse, Goiás, atinge seu ápice de mediocridade com duas filiais gêmeas bivitelinas: o Smart BOM PREÇO e o Supermercado Smart Bom Preço Loja Centro. Duas bocas do mesmo estômago vazio.Vamos começar pelo nome: Bom Preço. É tanta falsidade que faria corar até os pioneiros que fugiram da seca e da malária para fundar a cidade. Um lugar onde o PIB per capita é de R$ 13 mil e o Smart consegue a proeza de fazer um pacote de açúcar cristal custar mais que o ingresso inteiro do Parque Terra Ronca. Bom preço para quem? Para o bolso do dono, que sorri enquanto a cidade reza para a mandioca não apodrecer antes do próximo salário.O Smart BOM PREÇO do Setor Santa Luzia tem 4,3 estrelas com absurdas 34 avaliações. Trinta e quatro. Isso é menos gente do que a banca de jogo do bicho na feira local. Desse total, provavelmente 30 são parentes do gerente, dois são bots e os outros dois são clientes que deram nota alta porque encontraram uma promoção de água sanitária Smart 2L e acharam que era perfume importado. A loja fica aberta até meia-noite, o que em Posse significa que você pode comprar fiado sua insônia com um corredor de achocolatado fake e câmeras de segurança que mais parecem cenário de filme de terror de baixo orçamento.Já o Loja Centro, com 1.015 avaliações e os mesmos medíocres 4,3, é a prova estatística de que quantidade não significa qualidade: mil pessoas reunidas não conseguem levantar a nota de um lugar que trata cliente como gado no curral do Cerrado. A fachada na Rua Antônio Marquês Gouveia promete compras na loja, retirada na loja e entrega um cardápio de serviços que esconde a triste realidade: a entrega é você mesmo carregar as sacolas até o carro sob o sol de 39,3 C que já assou a cidade em outubro de 2020.O aplicativo Clube Smart é uma obra-prima da inutilidade. Fácil, gratuito e rápido, diz o site. Fácil de instalar, gratuito na ilusão e rápido em consumir a bateria do celular enquanto você espera o 3G capenga da zona chapadeira carregar uma lista de ofertas exclusivas que são exatamente os mesmos preços da prateleira, só que com uma estrelinha digital. Você cadastra seus dados, ganha pontos cada ponto deve valer cerca de 0,0001 centavos, resgatáveis por um desconto simbólico num sabão em pó com cheiro de desespero. No caixa, informa o CPF e o sistema identifica você momento sublime em que a fila duplica e a atendente olha para a tela como se estivesse decifrando hieróglifos da caverna Terra Ronca.As vantagens de ser filiado são um show de stand-up involuntário. Gestão de loja, competitividade e independência do supermercadista independência vigiada, onde você pode escolher a cor da prateleira desde que seja branca, e qualquer promoção não autorizada pela matriz gera um telefonema mais ameaçador que cobrança de agiota. O depoimento do Vitor Biasi, que expandiu os negócios, deveria vir com letras miúdas: ao custo da minha alma e da padronização horrorosa que faz a loja parecer um depósito de produtos da marca própria.E a Marca Própria Smart, ah, essa é uma ode à falsificação gourmet. Qualidade similar à marca líder similar no design da embalagem, porque o conteúdo tem o mesmo gosto de quando você mastiga um papelão e tenta adivinhar o sabor original. Parceria com a AACD, bonito, solidário, mas depois de consumir um achocolatado Smart você sente que quem precisa de reabilitação é seu paladar. A eleição de marca mais vendida é autoengano: os próprios filiados são obrigados a comprar, então claro que vende experimenta colocar na gôndola de um supermercado de verdade e assiste ao fracasso.Posse, a Rainha do Nordeste Goiano, merecia uma rede que honrasse sua altitude de 811 metros, não uma que arrasta o consumidor para o subsolo da autoestima. A cidade respira agronegócio, pecuária, comércio forte e o que a rede Smart entrega? Preço de aeroporto em produto de terceira categoria, ostentando uma logotipo que mais parece clipe de PowerPoint de 2005. O slogan Seja um filiado Smart soa como um aviso: entregue sua loja e receba em troca um manual de como cobrar caro pelo básico enquanto sorri amarelo.No fim, o Smart Supermercados consegue o milagre: fazer o consumidor sentir saudade do tempo em que Posse era Buenos Aires, sem mercado, mas também sem a agressão diária de um Bom Preço que é uma mentira tão grande quanto a promessa de que o app funciona. A única coisa realmente Smart nessa rede é a esperteza de quem inventou esse modelo e agora [Editado pelo Reclame Aqui] enquanto os posseiros modernos pagam a conta. Seja esperto de verdade: fuja do Smart e vá comprar na vendinha que ainda aceita fiado pelo menos lá o sorriso não é tabelado. Vamos falar do Cartão Smart, essa obra-prima da [Editado pelo Reclame Aqui] com logotipo bonitinho. Até 40 dias para pagar, anuncia o site com a leveza de quem não revela que os juros do rotativo são capazes de transformar uma comprinha de R$ 200 num financiamento de veículo. Em Posse, onde o trabalhador já enfrenta o sol de 39 C para garantir o leite das crianças, oferecer crédito na hora é um eufemismo para endividamento instantâneo. O cartão é uma armadilha: você passa no caixa achando que fez um negócio e, quando vê a fatura, descobre que pagou três vezes o valor de um sabonete porque esqueceu de pagar até o vencimento. É tão amigável quanto um pequi no dente.E o atendimento, essa joia rara. No Smart BOM PREÇO, o colaborador segue o script da matriz com a precisão de um robô de filme B: Bom dia, CPF, deseja mais alguma coisa? enquanto olha para o nada, com a mesma expressão de quem comeu um Achocolatado Smart sem açúcar. Se você pergunta onde está o arroz da marca própria, o funcionário aponta com a cabeça, porque levantar o braço deve ultrapassar a cota de esforço estipulada pela Gestão de Loja. No caixa, a moça luta contra a maquininha como se estivesse decifrando inscrições rupestres da Terra Ronca, enquanto a fila cresce e o cliente atrás bufa e você percebe que a tal rapidez prometida pelo Clube Smart é tão real quanto o sinal de internet na zona chapadeira.O ambiente das lojas em Posse é um tributo à nostalgia do subdesenvolvimento. O Smart Loja Centro ostenta prateleiras que parecem montadas com restos de tapume de obra, iluminadas por lâmpadas frias que piscam mais que vaga-lume em noite de chuva. O ar-condicionado é um mito: você entra esperando refrigério e é recebido por um bafo morno, como se o estabelecimento estivesse guardando o calor do Cerrado para revender no inverno e bem que tentariam, colocando o logotipo Smart na frente. No corredor de laticínios, o cheiro de queijo se mistura com o de produtos de limpeza, criando uma experiência olfativa que nem a AACD reabilita.Falando em Marca Própria, o orgulho da rede: a tal linha que é eleita a mais vendida. Claro, se o filiado é obrigado a empurrar goela abaixo do consumidor, qualquer coisa vende. O Achocolatado Smart Sachê 400g é uma proeza química tem o sabor exato de nostalgia, daqueles Nescaus falsificados que vinham em saquinho sem marca nos anos 90. O Açúcar Cristal Smart 5kg vem com torrões que mais parecem pedrisco de brita; perfeito para quem quer adoçar o café e ao mesmo tempo praticar musculatura tentando desmanchar a pedra. A Água Sanitária Smart 2L é tão eficaz que, se você beber sem querer, resolve todos os seus problemas de saúde e de vida. E o Álcool em Gel Tradicional Smart 500g? Na pandemia, era mais fácil achar um oásis no Parque Terra Ronca do que isso na prateleira; quando aparecia, o preço fazia a máscara cair de desgosto.

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