Paciente com atresia de esôfago: falta de seringa e empatia em exame de cintilografia

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Guarujá - SP

14/08/2025 às 13:59

ID: 224531499

Boa tarde, quero deixar registrado aqui minha indignação e falta de empatia por parte da funcionária desse hospital.
Sou ***** RG ***** me do paciente *****
De 2 anos e 4 meses que nasceu com atresia de esôfago, reconstruído com o cólon portador de refluxo severo por não conter valvulas gastroesofágicas , não anda , tem atraso severo de desenvolvimento com possível síndrome em investigação.
Heitor não se alimenta pela poca normalmente apenas pequenas quantidades para estímulo oral , possui sonda de gastrostomia e uma sonda no instetino para se alimentar ( jejunostomia) Pelo histórico dele tenho o psicológico estremamente abalado ( guardem essa informação).
Chegamos as 9:00 para fazer uma cintilografia de esvaziamento gástrico no Heitor e a técnica que não contém identificação e nem se identificou nos chamou para realizar o exame , perguntou se eu levei algo para ser oferecido e lhe disse que eu levei iogurte e a fórmula enteral que ele toma , porém ele não consegue tomar grandes quantidades pela boca pois vomita devido a uma estenose.
Daí ela disse que então seria administrado no botton gastrico mas não poderia ser o iogurte, ok falei então vamos dar a fórmula , aí ela disse que teria que dar na seringa porém NÃO TINHA UMA SERINGA DE 20 ML SPLIP QUE TEM A PONTINHA pra dar o alimento contrastado , falei ok então vamos dar pela boca , ela me disse que não dava pq tinha que ser bem rápido , falei ok vamos dar um jeito de dar pela sonda , mais uma vez ela falou que não dava se eu não tinha levado a SERINGA DE 20ML então não dava pra fazer , como que dentro de um hospital como esse não tem uma seringa de 20ml ? Comecei a ficar nervosa e minha crise de ansiedade começou a atacar pq eu tô com uma criança totalmente atí[Editado pelo Reclame Aqui] esperando meses pra fazer esse exame , eu não sei mais nem como eu estou de pé hoje em dia e ela só me dizia não e não se disponha em ajudar .
Ok até aí diz sobre ela como ser humano , comecei a explicar o caso dele , ele precisa ficar inclinado pois como eu disse anteriormente ele não tem válvulas esofágicas , ele retirou um pedaço do cólon ( intestino ) para reconstruir esse esôfago que ele não tem então logo entende-se que se ele deitar reto tudo oque está no estômago sobe para a boca ele tem refluxo engasga e broncoaspirar , perguntei se tinha travesseiro anti refluxo ou algo que pudesse deixar ele inclinado mesmo que levemente , ela me disse mais uma vez que não mas pegou um travesseiro de bebê recém nascido que só evitava ele de virar a cabeça para o lado , ao longo do exame pude perceber que ela não entende sobre se por no lugar do outro e nem sobre a complexidade de alguns pacientes, por exemplo anatomia. O contraste do meu filho subiu para o esôfago ao invés de descer pq ele não tem válvulas e ela achou que era pq o esôfago é feito com o intestino " percebi que ela não estava sabendo explicar para o médico. Meu filho tem esôfago, tem sonda gástrica , tudo que está no estômago sobe pq se deitar ele reto volta tudo , nós só fizemos em ambiente hospitalar por conta do risco de broncoaspiracao mas percebemos que a profissional não era devidamente habilitada para entender que uma criança de atresia de esôfago precisa de inclinação.
Mas fora isso tudo eu fui exposta a uma situação humilhante e vexatória pois ela conseguiu ativar em mim meus gatilhos , eu fiquei complemente transtornada quando ela começou a falar que não tinha como fazer o exame do meu filho dizendo que o hospital não tinha seringa de 20 , eu comecei a chorar demais e sai pedindo uma seringa de 20 para os funcionários da recepção que foram extremamente educados principalmente o segurança que estava na hora que foi quem buscou a seringa pra mim , eu estava extremamente abalada me tremendo, com palpitações gigantescas me sentindo a pior pessoa do mundo pq esqueci de levar uma seringa pq eu tenho que adivinhar que um hospital desse porte não tem seringa e que a culpa do meu filho não comer pela boca é nossa e problema também , achei ridículo eu não poder contar com uma profissional da saúde , e um segurança com toda empatia e gentileza do mundo conseguiu me ajudar em segundos.
Obviamente sei que o hospital dispunha sim de materiais , faltou empatia e vontade da funcionária em me ajudar e evita todo o transtorno, várias pessoas passando e me olhando tendo uma crise horrível de ansiedade sendo que era só ela me ajudar pegando uma simples seringa.
Se o segurança não tivesse me ajudado meu filho não teria feito o exame pois ela não queria realizar.


Não peguei nomes , como falei ela não estava com identificação, era uma loira no setor de medicina nuclear as 9 da manhã de hoje 14/08/25 quinta feira.

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Resposta da empresa

20/08/2025 às 15:51

Prezada Sra. Amanda, após apurarmos junto a clínica citada, segue o parecer da NUCLEOMED:

Recebemos sua manifestação e agradecemos por compartilhar conosco sua experiência durante a realização do exame do paciente em nossa clínica. Entendemos a fragilidade e a ansiedade que acompanham familiares em situações de cuidados especiais, e lamentamos sinceramente pelo desconforto emocional que a senhora vivenciou.

Após análise detalhada do ocorrido, identificamos que o agendamento foi realizado pelo pai do paciente, via WhatsApp, ocasião em que não fomos informados sobre as necessidades especiais. Reconhecemos, entretanto, que também deveríamos ter perguntado de forma mais detalhada sobre essas particularidades, e estamos trabalhando para que falhas de comunicação como essa não se repitam.

Esclarecemos que:

O exame de esvaziamento gástrico segue protocolo que exige ingestão do alimento por via oral em até 10 minutos, o que garante o adequado enchimento gástrico e possibilita a análise correta do estudo.

Como o paciente não poderia ingerir dessa forma, foi necessária a administração por via alternativa. Entretanto, nossa clínica utiliza exclusivamente seringas do tipo luer lock, pois trabalhamos com materiais radioativos e precisamos assegurar total vedação, evitando qualquer risco de extravasamento e contaminação. As seringas luer slip não fazem parte do nosso estoque por não atenderem ao padrão de segurança em medicina nuclear.

Após termos ciência da situação específica, nossa equipe buscou providenciar a seringa adequada para permitir a realização do exame, que foi concluído com qualidade técnica satisfatória e sem qualquer intercorrência clínica para o paciente.

Ressaltamos que não utilizamos contraste, mas sim uma dose muito pequena de radiotraçador, suficiente para a análise diagnóstica, com segurança comprovada inclusive em pacientes pediátricos.

Embora estejamos instalados dentro de um hospital, a clínica de medicina nuclear é independente e não há compartilhamento de materiais entre os setores. Por isso, cada unidade dispõe apenas dos insumos necessários à sua prática específica.

Reconhecemos que o momento foi sensível e poderia ter sido conduzido de forma mais acolhedora. Reforçamos que nossos profissionais são altamente qualificados, com anos de experiência em medicina nuclear, e que nos empenhamos em realizar o exame do paciente com toda dedicação possível diante das limitações encontradas.

Seguiremos atentos para aprimorar continuamente tanto nosso processo de ******* a comunicação com os familiares, buscando evitar situações semelhantes no futuro.

Estamos à disposição para qualquer esclarecimento adicional e renovamos nosso respeito e consideração pela sua família.

Atenciosamente,"



Atenciosamente,