Negligência veterinária e diagnóstico errado causam piora na saúde de cachorra

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Mogi das Cruzes - SP

02/03/2026 às 17:46

ID: 242107579

Venho relatar a pior experiência que já vivi dentro de um local veterinário Spacao.
Quase perdi a minha cachorrinha.
Minha Mel, de 9 anos, estava com a glândula anal infeccionada, com secreção e muito inchaço. Procurei o espaço veterinário e, na primeira consulta, a profissional não fez a drenagem, apenas indicou uma pomada, sem prescrever nenhum medicamento. Já achei estranho.
Uma semana depois, a Mel piorou.
Voltei ao local e outra veterinária retirou a secreção e iniciou antibiótico. Mesmo assim, não houve melhora. Retornei novamente, e passaram a aplicar antibiótico na veia tudo isso sem realizar exames.
O pus continuava saindo, com odor forte, e sempre me diziam que era uma condição normal. Enquanto isso, minha cachorra piorava a cada dia.
Além de gastar um valor altíssimo sem resultado, ainda precisei lidar com o descaso ao tratarem uma infecção grave como algo comum.
Ela começou a apresentar vômitos e diarreia. Desesperada, levei em outro local. Em apenas um dia, com exames realizados, foi diagnosticada com:
Piometra infecciosa (quase uma infecção generalizada)
Endocardite
Ela precisou passar por cirurgia de emergência.
Foram dois meses levando nesse primeiro lugar sem solução. Bastou um dia em outra clínica para descobrirem a gravidade e salvarem a vida da minha cachorra.
Fica aqui meu alerta a todos os pais de pet: investiguem, peçam exames, questionem. Nossos animais dependem totalmente de nós.

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Resposta da empresa

02/03/2026 às 20:18

Na Spacão, nos preocupamos profundamente com cada atendimento realizado e com a saúde de todos os nossos pacientes.
Informamos que, por meio do CPF cadastrado nesta plataforma, já conseguimos identificar o atendimento em nosso sistema. Diante do seu relato, será feita uma análise criteriosa de todo o prontuário, incluindo as condutas adotadas, evolução clínica e registros realizados ao longo do acompanhamento.
Após a conclusão dessa verificação interna, retornaremos com um posicionamento formal.
Seguimos à disposição.
Atenciosamente,
Equipe Spacão

Consideração final do consumidor

11/03/2026 às 10:11

Não resolveram nada, só encheu linguiça na resposta!

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

0

Consideração final da empresa

11/03/2026 às 14:50

Conforme consta em nossos registros, o primeiro atendimento ocorreu em 04/12/2025, quando a paciente foi apresentada com queixa de dor e desconforto em região anal. Na ocasião, foram instituídas medicações para controle do quadro clínico apresentado, solicitado exame de ultrassonografia abdominal como forma de investigação complementar e orientado retorno em três dias para reavaliação da evolução clínica.

O exame complementar solicitado e o retorno recomendado não foram realizados dentro do prazo inicialmente orientado, sendo o atendimento seguinte registrado em 26/12, quando a paciente retornou apresentando recidiva de inflamação de glândula anal. Diante do quadro observado naquele momento, foi instituído tratamento compatível com a condição clínica apresentada.

Em 08/01, a paciente retornou à unidade apresentando melhora clínica do quadro relacionado à glândula anal. Durante essa consulta também foram avaliadas outras condições identificadas no exame clínico, sendo então orientada a realização de exames pré-operatórios visando à cirurgia de ovariohisterectomia (castração), considerando a presença de pseudociese (gravidez psicológica).

Na mesma ocasião, foi realizado encaminhamento para avaliação com médico-veterinário oftalmologista, em razão de prolapso de glândula da terceira pálpebra e presença de verruga em pálpebra superior esquerda. Também foram prestadas orientações quanto à halitose associada ao acúmulo de tártaro dentário, sendo esclarecido que o tratamento definitivo seria a realização de tartarectomia cirúrgica, após a resolução das prioridades cirúrgicas previamente indicadas.

Em 10/01, houve novo retorno por recidiva da inflamação da glândula anal. Considerando a dificuldade relatada pela tutora na administração de medicações por via oral, foi instituído protocolo de medicação por via injetável durante sete dias. Ao final do período, conforme relato da própria tutora, houve resolução do quadro, sendo a paciente liberada em relação a essa condição.

Posteriormente, a tutora retornou relatando suspeita de nova inflamação da glândula anal. Após avaliação clínica realizada na ocasião, não foi identificado processo inflamatório, sendo observado apenas eliminação fisiológica de secreção anal, condição comum em cães e que pode ocorrer em situações de estresse ou medo, caracterizada por odor intenso.

Em consulta subsequente realizada por outra profissional da equipe, foram relatadas novas queixas gastrointestinais, como episódios de vômito e diarreia, motivo pelo qual foi solicitado exame ultrassonográfico abdominal para investigação diagnóstica do quadro apresentado naquele momento.

Cabe esclarecer que, durante os atendimentos realizados anteriormente, a paciente não apresentou sinais clínicos compatíveis com quadro de piometra, como febre, dor abdominal, distensão abdominal ou outras alterações sistêmicas que indicassem suspeita clínica dessa condição nos momentos avaliados.

Importante ressaltar que, desde o primeiro atendimento, foi solicitado exame de ultrassonografia abdominal justamente para investigação de possíveis alterações internas, exame este que é o método indicado para avaliação de alterações uterinas e outras condições abdominais que muitas vezes não apresentam sinais clínicos evidentes em fases iniciais.

Além disso, também foram previamente orientados exames pré-operatórios para realização de cirurgia de castração (ovariohisterectomia), procedimento amplamente indicado na medicina veterinária não apenas como tratamento, mas também como forma preventiva para diversas afecções uterinas, incluindo a piometra.
No último atendimento registrado em 15/02, a paciente foi novamente avaliada em razão de fezes pastosas e episódios de vômito, sendo instituída medicação por via injetável para suporte clínico e novamente solicitada ultrassonografia abdominal para investigação do quadro apresentado.

Reforçamos que todos os atendimentos realizados seguiram condutas clínicas baseadas nos sinais apresentados pela paciente em cada momento da avaliação, com registro em prontuário e orientações quanto à necessidade de exames complementares e procedimentos indicados para adequada investigação diagnóstica.

Entendemos a apreensão relatada e ficamos satisfeitos em saber que a paciente recebeu atendimento e tratamento subsequentes. Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários.

Atenciosamente,
Equipe Spacão