Experiência de Kart comprometida por falhas de segurança, karts desiguais e tratamento desiguais.

Respondida
São Caetano do Sul - SP
11/01/2026 às 16:26
ID: 237327431
Chegamos ao local com mais de 40 minutos de antecedência, conforme solicitado, porém houve atraso para entrarmos na pista. Pagamos R$195 por uma experiência que incluía pista interna e externa, mas, por conta da garoa, utilizamos apenas a pista interna. A pista estava muito cheia, com muitas curvas fechadas e, na minha percepção, não comportava adequadamente a quantidade de karts.
Éramos em 4 pessoas no grupo, algumas de primeira vez (inclusive eu). A preparação oferecida foi apenas um vídeo básico sobre bandeiras, punições e segurança, sem qualquer acompanhamento individual. No meu caso, o banco estava muito para trás, os pedais longe e o volante muito duro, o que dificultou bastante o controle do kart e minha adaptação ao tamanho do veículo. Apenas depois perceberam a situação e ajustaram o banco, pois eu sequer conseguia alcançar corretamente o freio.
Durante a corrida, eu e outras pessoas do meu grupo fomos atingidas diversas vezes, sempre pelos mesmos competidores. Todos nós comentamos isso entre nós. Mesmo tentando dirigir com cuidado, abrir espaço e evitar contato, as batidas continuaram acontecendo, sem que eu percebesse punições claras para esses casos, o que gerou muita pressão e nervosismo.
Ainda durante a prova, um amigo do nosso grupo precisou trocar de kart porque, no meio da corrida, o motor começou a fazer um barulho muito forte, como se fosse estourar. Além disso, outro kart do grupo claramente não tinha a mesma potência dos demais. Foi informado que os karts são distribuídos por sorteio, porém, na prática, ficou evidente que alguns são muito melhores que outros, o que gera desigualdade durante a corrida.
A batida que resultou na minha desclassificação aconteceu em uma curva, com visibilidade ruim. Eu estava entre dois karts, tentando evitar mais uma colisão, inclusive, em outros momentos, eu era lançada para os pneus após ser atingida. Tentei ir para o lado, mas por ser minha primeira vez, não estar acostumada ao tamanho do kart e com o volante pesado, acabei batendo de lado em um kart que estava parado, onde havia um funcionário ajudando outra participante. Eu realmente não vi a bandeira amarela naquele momento. Estava nervosa e sob pressão, já que durante toda a corrida batiam em mim, e essa foi a primeira vez em que bati em alguém.
Em nenhum momento houve má intenção. Assim que fui retirada da pista, pedi desculpas, expliquei a situação e me preocupei com todos os envolvidos. Mesmo assim, fui desclassificada por considerarem a situação perigosa. Depois, me liberaram para continuar correndo, mas minha experiência já estava completamente comprometida. Eu estava tão nervosa que não queria mais correr. Ao longo da corrida, outras batidas continuaram acontecendo (inclusive comigo) e, ao final, fui a única pessoa desclassificada oficialmente.
Em uma das últimas colisões, senti bastante dor no pulso, mas segui até o fim para não desperdiçar o valor pago e para não preocupar meus amigos.
Além de todas essas falhas, me senti alvo de tratamento machista. Em um ambiente majoritariamente masculino, ficou a sensação de que o erro de uma mulher iniciante foi tratado com muito mais rigor, enquanto erros repetidos de homens mais experientes foram encarados como parte do jogo. Isso se evidenciou também no tratamento diferenciado dado a um competidor que ficou em primeiro lugar e ainda recebeu um apelido especial, enquanto condutas perigosas de outros foram normalizadas.
Essa percepção não foi só minha. Conversas após a corrida e a leitura de avaliações no Google mostram que outras pessoas também relatam experiências semelhantes, principalmente sobre punições incoerentes, favorecimento e diferença entre os karts.
Saí da experiência me sentindo mal, insegura, fisicamente machucada e desanimada. Fica o alerta para quem é iniciante, principalmente mulheres: faltou acolhimento, critérios iguais na aplicação das punições, mais cuidado com a segurança e mais transparência sobre as condições reais dos karts.
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Resposta da empresa
16/01/2026 às 21:38
Olá, Maria Eduarda. Esperamos encontrá-la bem.
Agradecemos por compartilhar seu relato de forma tão detalhada. Antes de qualquer esclarecimento técnico, queremos reforçar que lamentamos sinceramente que sua experiência no Speedland não tenha sido positiva e que você tenha saído se sentindo desconfortável, insegura e frustrada. Essa não é, de forma alguma, a experiência que desejamos proporcionar.
Levamos relatos como o seu com muita seriedade, especialmente quando envolvem segurança, experiência e percepção de tratamento desigual.
Em relação às condições climáticas, quando há chuva ou garoa, a pista externa é automaticamente fechada por questões de segurança. Nessas situações, parte do traçado deixa de ser utilizada, o que pode gerar a sensação de uma bateria mais cheia e de menor fluidez.
Nossa pista possui um traçado bastante técnico, com curvas fechadas e exigência maior de controle, o que pode representar um desafio adicional para pilotos iniciantes algo que exige ainda mais atenção da nossa equipe no acolhimento e orientação prévia.
Sobre o briefing, ele é estruturado para ser completo e aborda regras, bandeiras, segurança e conduta em pista. O atendimento individual no momento não é possível, porém nosso diretor de prova e funcionários estão sempre disponíveis a auxiliar. Basta levantar uma das mãos que um deles vai até o kart em qualquer momento da corrida. (Acredito que essa informação faça parte do briefing).
Quanto ao ajuste do kart, lamentamos que isso só tenha sido percebido após o início da corrida. O volante dos nossos karts é naturalmente mais pesado característica padrão do kartismo , mas o ajuste correto de banco e pedais é fundamental para o controle e segurança.
Em relação às colisões e à aplicação de punições, entendemos o quanto essa situação gera pressão e nervosismo, especialmente para quem está vivenciando a primeira experiência. Nosso diretor de provas atua constantemente para coibir condutas perigosas.
Sobre os karts, eles passam por processos semanais de equalização justamente para garantir desempenho semelhante entre todos. Ainda assim, pode ocorrer de algum equipamento apresentar falha durante a utilização.
Sempre que isso é identificado, o kart é retirado das baterias seguintes. Lamentamos que essa diferença tenha impactado negativamente a corrida do seu grupo.
Queremos também abordar com muita seriedade sua percepção de tratamento machista. O Speedland não compactua, em hipótese alguma, com diferenciação de tratamento baseada em gênero ou experiência. Entendemos que a percepção do cliente é fundamental e, quando é negativa, precisamos agir. Esse ponto está sendo tratado internamente com reforço de alinhamento e treinamento da equipe.
Fazemos questão de assumir nossa responsabilidade, aprender com o ocorrido e evoluir nossos processos.
Agradecemos novamente por trazer seu relato de forma tão clara e ficamos à disposição para seguir com a solução que você considerar mais adequada.
Atenciosamente,
Equipe Speedland