Indução ao erro - cobrança abusiva

Não respondida
Faxinal dos Guedes - SC
04/11/2024 às 12:51
ID: 201185505
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesEm dezembro de *******, juntamente com meu marido, procurei a agência da Cooperativa de Crédito SULCREDI de Faxinal dos Guedes para realizar um empréstimo, pois estávamos reformando nossa casa e precisávamos de dinheiro para arcar com os gastos da mesma. Nos foi concedido um empréstimo no valor de R$ 80.*******,00, a ser pago em ******* parcelas, pelo sistema de amortização Tabela SAC. Quando assinamos o contrato, a funcionária do banco nos disse que por se tratar de um contrato com taxa pós fixada, deveríamos fazer o pagamento da parcela sempre até o dia 17 de cada mês, que o valor da parcela nesse dia específico ficaria mais baixo.
Então, todos os meses, tínhamos que ligar no banco, perguntando qual o valor da parcela, para que pudéssemos deixar o valor disponível em conta, para que os funcionários do banco fizessem o débito da parcela do empréstimo. Para evitar o transtorno de todos os meses ficar ligando no banco, incomodando os funcionários, e correndo o risco de acabar esquecendo de disponibilizar o valor da parcela, ou disponibilizar atrasado, correndo o risco de perder o desconto que tínhamos no dia 17 de cada mês, pedimos para que nos dessem acesso ao aplicativo do banco, para que nós mesmos fizéssemos essa consulta de que dia o valor da parcela estava mais baixo, e assim fazer a quitação da parcela. Porém, os funcionários do banco disseram que não era necessário que baixássemos o aplicativo, que eles continuariam olhando na agencia o valor da parcela que deveríamos pagar todos os meses. Então, seguimos ligando para o banco todos os meses, pedindo o valor que estava a parcela, para fazermos o pagamento.
Dessa forma, pagamos 44 parcelas do financiamento. Grande foi nossa surpresa, quando nos chamaram no banco em setembro/*******, com um novo contrato para ser assinado, com saldo devedor de R$ 88.*******,42, para ser pago em ******* parcelas (valor maior que o saldo devedor original de R$ 80.*******,00). Segundo eles, como a taxa pos fixada subiu muito, o valor que estávamos pagando das parcelas não era o valor correto e todos os meses ficávamos devendo cerca de 30% do valor da parcela, esse saldo foi se acumulando, e todo o valor que pagamos até então, não foi amortizado no saldo devedor, sendo usado somente para pagar juros. Ficamos desesperados, pois sempre pagamos o valor que eles nos informavam, sempre pagamos nossas contas em dia, e estávamos crentes que tínhamos pago quase a metade do contrato.
Entao, questionamos os funcionários, pois eram eles quem nos passavam o valor que deveríamos pagar das parcelas, e ninguém soube nos explicar o que aconteceu. Pediram que fossemos conversar com o Sr Marcelo, que é o responsável pelos contratos.
Na data agendada, fomos à agencia, para conversar com o Marcelo. Explicamos todo o ocorrido, que era o pessoal da agencia que nos informava o valor a pagar, que inclusive, sempre tinhamos saldo excedente na conta, e eles mesmo debitavam somente o valor que nos passavam por telefone da conta. Que se o valor fosse maior, sempre tinha saldo a maior na conta, e não foi por falta de saldo na conta que o valor da parcela não era debitado corretamente. Também explicamos que como o contrato foi feito na modalidade SAC - Sistema de Amortização Constante, que significa que todos os meses o valor que será abatido do capital é o mesmo, ou seja, amortiza um valor constante. Sendo assim, o valor do emprestimo contratado foi de 80.*******,00, para pagamento em ******* meses. R$ 80.*******,00 / *******: *******,75 amortização mensal. Como Já foram pagas 44 parcelas desse contrato, com uma amortização de *******,75 por mes.
Ou seja, *******,75 x 44 parcelas pagas: 29.*******,00 já teria sido pago do capital. Sendo assim, a divida restante do capital seria 80.*******,00 - 29.*******,00: 50.*******,00, e não 88.*******,42 como esse novo contrato que eles pediram que assinássemos. O Sr Marcelo disse que não tinha conhecimento sobre que os funcionarios do banco que passavam o valor da parcela, que a pessoa que passava essa informação está de licença maternidade e ele não pode incomodá-la. Pedimos para que ele levasse isso para os diretores, para que fosse cobrado o valor correto, nunca deixamos de pagar o valor que eles nos informavam, e se houve um erro interno, não é justo que nós tenhamos que pagar por isso. Ele disse que nada poderia fazer a respeito, e que o banco não pode arcar com essas despesas. Por esse motivo, viemos pedir ajuda do PROCON para tentar solucionar essa questão. Não nos negamos de pagar o saldo devedor, pelo contrario, sempre honramos com nossos compromissos, e pagamos nossas contas em dia, mas queremos pagar o que é justo, e não sermos prejudicados por um erro que não foi nosso, e que na boa fé confiamos nas informações que nos foram passadas.