Um mês após o acidente, veículo de terceiro segue sem avaliação e sem prazo concreto

Em réplica
Mauá - SP
25/07/2026 às 14:31
ID: 254827473
Em 26/06/2026, meu veículo foi atingido por uma condutora associada à Super Auto. Desde então, venho cumprindo as solicitações da empresa e buscando uma previsão objetiva para avaliação e reparação.
Não questiono a necessidade de a Super Auto analisar o acidente antes de autorizar qualquer reparo. O problema é que, quase um mês depois, meu veículo ainda não passou por avaliação presencial, o prazo inicialmente informado deixou de existir e o andamento passou a depender de etapas realizadas pela associada, sem que as regras desse procedimento tenham sido disponibilizadas para mim.
Cronologia do atendimento:
26/06/2026 - dia do acidente
Meu veículo sofreu danos materiais relevantes e permanece avariado desde então.
01/07/2026 - 5 dias após o acidente
A Super Auto iniciou o atendimento e informou que, após a validação da documentação, o caso seguiria para análise. Para casos sem sindicância, informou cerca de 7 dias úteis; em caso de sindicância, até 30 dias úteis.
Já nesse contato questionei se meu veículo poderia ao menos ser vistoriado enquanto a análise prosseguia, antes da posterior autorização do reparo.
02/07/2026 - 6 dias após o acidente
Recebi a relação de documentos. Além dos documentos pessoais e do veículo, foi necessário imprimir um termo, preenchê-lo manualmente, elaborar o croqui do acidente, datar e assinar as páginas e depois digitalizá-lo para envio em PDF.
A empresa confirmou que a vistoria do meu veículo ocorreria somente após toda a análise.
03/07/2026 - 7 dias após o acidente
Enviei toda a documentação solicitada de minha parte. A Super Auto confirmou o recebimento e informou que aguardava a documentação da associada.
07/07/2026 - 11 dias após o acidente
Após o envio do documento que faltava pela associada, a Super Auto confirmou que a documentação estava em ordem e informou devolutiva em até 7 dias úteis. Também confirmou que eu seria informado caso houvesse sindicância.
17/07/2026 - 21 dias após o acidente
No último dia do prazo informado, após eu cobrar uma atualização, fui informado de que a vistoria do veículo da associada ainda estava sendo agendada.
Depois de novos questionamentos, a Super Auto informou que não havia sindicância, que não era possível fornecer nova data para conclusão porque a análise dependia da vistoria do veículo da associada e que meu veículo só avançaria após etapas relacionadas ao veículo dela e ao pagamento da cota.
Essas condições não haviam sido apresentadas quando o prazo de 7 dias úteis foi informado. Solicitei então as normas gerais que estabeleciam essas dependências, deixando claro que não buscava dados pessoais nem o contrato particular da associada, mas as regras aplicadas ao meu atendimento.
20/07/2026 - 24 dias após o acidente
A Super Auto confirmou que a análise havia começado em 07/07 e explicou que o prazo poderia ser estendido por diligências complementares ou verificações adicionais.
Também confirmou que a vistoria técnica do meu veículo somente ocorreria após a conclusão da análise, o encaminhamento do veículo da associada à oficina e o pagamento da cota de participação. Voltei a solicitar as normas desse procedimento.
22/07/2026 - 26 dias após o acidente
A Super Auto afirmou que não havia ocorrido nenhuma diligência ou verificação adicional específica no caso, apesar de anteriormente ter mencionado essa possibilidade para explicar a extensão do prazo.
Informou ainda que o procedimento decorre de normas e fluxos internos, mas recusou o fornecimento do Regulamento Geral porque ele seria disponibilizado somente ao associado e eu não possuo vínculo contratual com a Associação.
Não solicitei o contrato da associada, mas as regras gerais aplicadas ao meu atendimento.
Nesse mesmo retorno, a empresa informou que a vistoria do veículo da associada estava agendada para o dia seguinte e que, depois dela, a análise deveria ser concluída em poucos dias, novamente sem prazo objetivo.
23/07/2026 - 27 dias após o acidente
A vistoria precisou ser remarcada por indisponibilidade da associada, postergando também meu atendimento.
24/07/2026 - 28 dias após o acidente
Realizei três ligações para a Super Auto em busca de esclarecimentos.
Às 11h57, fui atendido inicialmente por Douglas, que informou não ser o responsável pelo setor, apesar de a própria Super Auto ter informado por escrito em 22/07 que ele era o responsável competente por acompanhar meu atendimento. A ligação foi transferida para Letícia e, após eu insistir no detalhamento das etapas já informadas, foram apresentados prazos estimados entre algumas delas. Ainda assim, não foi fornecido prazo final para avaliação ou reparação do meu veículo, pois o andamento continuava condicionado a atos da associada.
Após a ligação, formalizei por WhatsApp o fluxo informado e perguntei o que aconteceria se a associada demorasse ou não conseguisse cumprir as etapas seguintes.
Sem resposta, liguei às 14h40 e fui informado de que Letícia estava em reunião e responderia em aproximadamente 30 minutos. O retorno não ocorreu. Às 16h29, próximo ao término do horário de atendimento informado pela própria empresa, liguei pela terceira vez.
Às 17h15, a Super Auto confirmou por escrito que, mesmo com a análise aprovada, se a associada quiser reparar também o próprio veículo, meu atendimento deverá aguardar que ela o leve à oficina e pague a cota de participação. Se optar apenas pelos danos do terceiro, ainda será necessário aguardar que ela pague a cota na oficina responsável pelo meu veículo.
Assim, 28 dias após o acidente, meu veículo permanecia sem avaliação presencial e sem data concreta para isso ocorrer.
O problema não é a análise prévia. O que não foi esclarecido é por que a avaliação dos danos do meu veículo precisa aguardar a avaliação do veículo da associada, considerando que ambos participaram do acidente e que já foram fornecidos documentos, fotos e vídeos relacionados ao ocorrido e aos veículos envolvidos.
Também não foi explicado por que meu atendimento deve permanecer subordinado à disponibilidade e ao pagamento de outra pessoa.
Continuo submetido a normas internas que afetam diretamente meu atendimento e meu patrimônio, mas cujo conteúdo a Super Auto se recusou a disponibilizar, mesmo após eu esclarecer que não solicitei informações particulares da associada.
Já existe reclamação sobre o caso registrada no Procon-SP, formalizada após contato com a SUSEP, que me orientou a utilizar o Procon como canal para registro da reclamação.
Registro também o caso no Reclame AQUI para documentar publicamente o procedimento e solicitar respostas objetivas:
1. Qual é a data prevista para avaliação do meu veículo e qual o prazo concreto para conclusão do atendimento?
2. Por que a avaliação dos danos do meu veículo depende da vistoria prévia do veículo da associada?
3. Existe impedimento técnico ou operacional para que os dois veículos sejam avaliados separadamente, ainda que as informações sejam analisadas em conjunto depois?
4. Por que o atendimento do terceiro permanece condicionado à disponibilidade e ao pagamento realizado pela associada?
5. O que ocorre se a associada demorar ou não conseguir cumprir essas etapas?
6. Quais normas ou procedimentos gerais da Super Auto estabelecem essas condições e por que não podem ser fornecidos ao terceiro diretamente submetido aos seus efeitos?
Reforço: não estou pedindo que a Super Auto deixe de analisar o acidente ou autorize reparo sem análise. Estou pedindo que explique por que, após quase um mês, meu veículo ainda não havia sequer sido avaliado presencialmente, por que essa avaliação depende de etapas relacionadas a outro veículo e a outra pessoa e qual é, afinal, o prazo objetivo para conclusão do atendimento.
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Resposta da empresa
12/08/2026 às 14:33
Senhor José Felipe
Desde o início do atendimento, a SUPER AUTO foi clara quanto às condições, aos procedimentos e à documentação necessária para a condução do caso.
A solicitação foi devidamente recebida e todas as providências cabíveis foram adotadas, com a conferência das informações e dos documentos apresentados.
A Associação reafirma que conduziu o atendimento de forma ética e responsável, prestando os esclarecimentos necessários e mantendo-se à disposição para eventuais dúvidas.
Atenciosamente,
Departamento Jurídico SUPER AUTO
Réplica do consumidor
12/08/2026 às 15:25
Primeiramente, gostaria de parabenizar o Departamento Jurídico SUPER AUTO por conseguir produzir uma resposta que não responde nada e que, ao mesmo tempo, não condiz com os fatos.
A mensagem começa afirmando que a Super Auto foi clara "desde o início" sobre os procedimentos. No entanto, essa afirmação contradiz informações que a própria Super Auto me formalizou via WhatsApp. Parece que o Departamento Jurídico não teve acesso ao histórico completo do atendimento e, caso seja isso, me coloco à disposição para encaminhar a conversa na íntegra.
Além disso, o Departamento Jurídico não respondeu de forma objetiva aos fatos específicos que apresentei na reclamação, limitando-se a uma resposta genérica, assim como ocorreu em diversas respostas que recebi da empresa via WhatsApp.
Em resumo, fui submetido a um fluxo que não me foi informado integralmente no início do atendimento e, mesmo após fornecer todos os documentos exigidos como condição para abertura e análise do meu prejuízo, o atendimento foi negado sem que a empresa sequer realizasse a vistoria técnica no meu veículo.
Diante disso, mantenho a reclamação sem solução e a devolvo à empresa para que ela responda objetivamente aos fatos apresentados ou, se preferir, limite-se novamente a uma resposta genérica.