Constrangimento e mau atendimento de funcionárias no caixa preferencial do Supermaxi

Não resolvido
Uberaba - MG
11/08/2026 às 16:53
ID: 256201687
Venho registrar uma reclamação formal referente ao atendimento recebido na unidade do Supermaxi localizada no bairro Fabrício, em Uberaba/MG, no dia 11/08/2026, por volta das 15h40, envolvendo a fiscal de frente de caixa Selma e a operadora de caixa Clesia.
Quase sempre acompanho minha avó nas compras e, apesar de sermos clientes habituais da rede, nunca havia passado por uma situação semelhante. Infelizmente, o ocorrido de hoje me deixou extremamente constrangida, indignada e, principalmente, preocupada com a forma como clientes idosos podem ser tratados nessa unidade. Minha avó possui 85 anos de idade e, portanto, é pessoa idosa para todos os efeitos legais. Eu estava acompanhando-a durante as compras e me dirigi ao caixa preferencial, justamente em razão de sua condição e do seu direito à prioridade de atendimento.
É importante esclarecer que não houve qualquer intenção de desrespeitar o funcionamento do estabelecimento.
O caixa estava aparentemente sem atendimento e não percebi a sinalização de que se encontrava fechado. A operadora estava posicionada no local e a fiscal estava ao lado. Ao me aproximar, apoiei a cesta no freezer de sorvetes próximo ao caixa. Nesse momento, a fiscal Selma, em tom ríspido, informou:
Este caixa está fechado!
Imediatamente respondi de forma cordial:
Tudo bem, mas será que minha avó terá a prioridade no outro caixa? Por ser mais idosa?
Antes que eu pudesse sequer concluir minha explicação, a operadora Clesia, de maneira extremamente arrogante e em tom elevado, me interrompeu dizendo:
VOCÊ NÃO ESTÁ ENTENDENDO QUE O CAIXA ESTÁ FECHADO?
Respondi novamente que havia entendido que o caixa estava fechado e que minha dúvida era sobre a prioridade de atendimento da minha avó, uma senhora de 85 anos.
Na sequência, a fiscal respondeu:
EU ESTOU FECHANDO ELA PARA ABRIR OUTRO AQUI!
Ressalto que não houve xingamentos ou ofensas pessoais, porém isso não torna aceitável a maneira como fui tratada. O tom agressivo, a interrupção e a forma desnecessariamente ríspida de conduzir uma situação simples causaram constrangimento, inclusive diante de outros clientes que estavam próximos.
Minha dúvida não era absurda e tampouco se tratava de uma tentativa de furar fila. Eu estava justamente buscando orientação sobre como seria assegurado o atendimento prioritário da minha avó, de 85 anos, diante do fechamento daquele caixa. O Estatuto da Pessoa Idosa (Lei n 10.741/2003) assegura à pessoa idosa prioridade no atendimento em estabelecimentos e serviços, dentro das condições previstas em lei. Portanto, é absolutamente legítimo que uma pessoa de 85 anos busque saber como seu direito à prioridade será assegurado quando o caixa preferencial estiver fechado.
O que se esperava naquele momento era uma orientação simples e respeitosa, por exemplo: informar que aquele caixa estava sendo encerrado e indicar qual caixa passaria a realizar o atendimento preferencial.
Não questiono o direito da empresa de fechar ou organizar seus caixas conforme a necessidade operacional. Questiono, sim, a forma como a situação foi conduzida e o tratamento dispensado a mim enquanto acompanhante de uma pessoa idosa.
Se uma simples pergunta sobre a prioridade de uma senhora de 85 anos é recebida com impaciência, interrupção e tom agressivo, considero legítimo questionar como estão sendo tratados os demais idosos que frequentam a unidade, especialmente aqueles que possuem limitações de locomoção, audição, compreensão ou comunicação e que podem não ter alguém para acompanhá-los.
Como consumidora, não espero qualquer privilégio. Espero o mínimo: respeito, educação, cordialidade e informação adequada. Minha avó é cliente habitual da rede Supermaxi e sempre dá preferência ao estabelecimento. Por isso, é especialmente decepcionante vivenciar uma situação que transmite a sensação de que o cliente está sendo tratado como um incômodo, quando, na realidade, estava apenas tentando exercer e compreender um direito assegurado à pessoa idosa.
Uma situação que poderia ter sido resolvida em poucos segundos, com uma simples orientação, transformou-se em um momento de constrangimento diante de outros consumidores.
Por esse motivo, solicito que a gerência da unidade apure formalmente o ocorrido, inclusive verificando, se disponíveis, as imagens das câmeras de segurança do local e o procedimento adotado pelas colaboradoras envolvidas. Solicito também que sejam avaliadas as orientações e treinamentos oferecidos aos funcionários que atuam diretamente no atendimento ao público, especialmente quanto ao atendimento prioritário às pessoas idosas e à forma adequada de comunicação com consumidores.
Reitero: minha reclamação não é pelo fechamento do caixa. É pela maneira como uma consumidora foi tratada ao buscar uma informação legítima relacionada ao atendimento prioritário de uma senhora de 85 anos. Espero que a empresa trate esta manifestação com a seriedade que o caso merece e que sejam adotadas as medidas necessárias para evitar que outros consumidores, especialmente pessoas idosas, passem por situações semelhantes.
Aguardo um retorno formal sobre a apuração do ocorrido e as providências adotadas pela empresa.
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Consideração final do consumidor
23/08/2026 às 13:19
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O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
2